sábado, 20 de novembro de 2010

SENZALA

SENZALA
   Miguel Eduardo Gonçalves*

Se teus olhares seguem em segredo
Aonde alcance o mar o proibido
Espelhos entrevistos que são medo
Afligem tua insânia amor contido.

Cenário que conduz a engano ledo
Nas cores do desejo remoído
Em que o mistério cede à voz mais cedo
Aquela voz mais forte e sem sentido.

O meu querer é outro, é previsto
No foro expresso d’alma se regala
E se distrai enquanto o resto é quisto.

Inúmeras quimeras de uma escala
Acordes dissonantes do imprevisto
Um coração quiçá como em senzala.

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Um comentário:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Amador que sou, é uma grande honra ser agraciado pela inclusção neste blogue, entre poetas tão bons e destacados! Obrigado, grande sonetista e trovador Filemon, deferências como essa tua fazem de fato a gente querer se aprimorar cada vez mais na arte. Vou continuar estudando, e tentando.
Abraço forte, Miguel-