quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O JULGAMENTO

O JULGAMENTO

Condenado a pouco mais de 9 anos de prisão na Operação Lava-Jato, o ex-presidente Lula terá apelação julgada pelo Tribunal Regional Federal – 4ª Região – sediado em Porto Alegre - RS. Pela atuação espalhafatosa dos advogados, esse julgamento me traz à mente outro julgamento famoso na época, em 2008, do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina acusados de matar a menina Isabella Nardoni, de cinco anos, filha dele e enteada dela, quando um bando de advogados de defesa apareciam nos jornais da televisão, prometendo apresentar o verdadeiro criminoso.
Tempo vai, tempo vem e até hoje nenhum outro criminoso foi apresentado ao público, culminando com a condenação de Alexandre Nardoni, o pai, a pouco mais de 30 anos e Anna Carolina, a 26 anos de prisão, fazendo-nos concluir que tudo não passava de blefe ou conto-da-carochinha.
Pois é, já ficou sobejamente provado que Lula, nada possui, tudo o que ele usa ou tem é de algum amigo, ou amigo da família, muito magnânimo, que o empresta. Em tempos passados, eu imaginava que Paulo Maluf, político de São Paulo, hoje preso, era imbatível. Mas, conhecendo as artimanhas de Lula no trato dos negócios, acho que Maluf virou fichinha.

Posso escrever de cabeça erguida, porque já fui eleitor de Lula, quando ainda era aspirante à Presidência da República. Cheguei a engajar na campanha política de Lula e escrevi textos e trovas, como essa: AO SOM DAS ONDAS DO MAR/ COM TRABALHO E COMPETÊNCIA/ O BRASIL QUER PROSPERAR/ COM LULA NA PRESIDÊNCIA! Mas quando o homem chegou lá, ledo engano. Primeiro na Reforma da Previdência do Lula, li nos jornais que o presidente havia nomeado um Conselho com 12 pessoas para tratar da Reforma. Até aí tudo bem, mas entre as 12 estavam os maiores devedores do INSS. É brincadeira, pensei e fui averiguar. Era verdade e o que a gente vê hoje com o Temer, foi o que vimos ontem. Lula comprando votos de deputados e que deu origem ao mensalão, com a cúpula do PT quase toda ela envolvida, julgada e a maioria presa. Trabalhei no setor de saúde da Prefeitura, nas gestões de Luiza Erundina e Paulo Maluf, onde ingressei por concurso público e não precisei de nenhum político para me colocar lá. Posteriormente, também por concurso público ingressei no Judiciário Federal, onde, por fim, me aposentei. Portanto, não sou gravatinha, como se costumava alcunhar aqueles que entravam na Empresa ou Repartição pública, guiados pela mão de um poderoso QI. Assim, vamos aguardar o desfecho do julgamento de Lula, dia 24/01/2018. Depois, quem sabe eu possa até me conformar com o desconto de 11% que vem sendo confiscado da minha aposentadoria, desde o mensalão de... LULA, em seu primeiro mandato. As vítimas de todos estes descalabros somos nós...

OBRA-PRIMA

OBRA-PRIMA
Filemon F. Martins

Conta-se que um agricultor de Minas Gerais resolveu podar e cortar algumas árvores mortas em seu pomar, onde plantaria outras árvores frutíferas em seu lugar. E assim fez: podou, limpou e cortou alguns troncos já velhos que ele percebeu não mais brotaria. Feito isto, tinha que remover tudo para fora da chácara. Enquanto fazia esse trabalho, tirando os galhos, troncos e colocando-os numa moita ao lado, passou pelo local um conhecido artesão que, vendo aquele tronco, perguntou ao agricultor se poderia levar aquele tronco. E explicou, acho que posso fazer uma obra-prima com este velho tronco de laranjeira. O agricultor, de pronto, aquiesceu e o artesão lá se foi levando o tronco de madeira nas costas.

Chegando em casa talhou naquela madeira uma santa com traços impecáveis, quase divinos, de tal maneira que quem a visse ficava impressionado com tamanha perfeição. Os caminhantes e romeiros que por ali passavam queriam comprar aquela peça do artesão. Com o tempo, o artesão resolveu deixá-la exposta em frente à sua casa, onde todos poderiam vê-la e tocá-la. E não tardou muito: pessoas pedindo graça, favores, agradecendo e beijando a santa. O agricultor passando próximo, estranhou o movimento e foi conferir o que estava acontecendo. Entrou na fila e viu o pessoal rezando e beijando a santa. Chegando sua vez, ele disse: - eu te beijo, mas te conheço laranjeira! 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

JULGAMENTO

JULGAMENTO

Estamos na expectativa do dia 24/01/2018, quando deverá ocorrer o julgamento da Apelação de Lula no Tribunal Regional Federal, 4ª Região e esperamos que a Justiça faça a sua parte não só com referência a Lula, mas com todos os outros que se apropriaram indevidamente do dinheiro que não lhes pertencia.

E se, por lástima, escapar algum, que os eleitores sejam sábios para limparem o entulho que sobrou, eliminando-os da vida política, sejam os pais, os filhos ou netos que já estão por aí substituindo os caciques com a caradura, cínicos e sem-vergonhas.

sábado, 13 de janeiro de 2018

NÃO ESTOU SÓ

NÃO ESTOU SÓ
Filemon F. Martins

Nestes últimos tempos
vivo me esbarrando com a saudade,
mas a solidão intrometida vai se achegando
e se instala no quarto ao lado.
De repente, sem que eu perceba ela se acomoda
no sofá da sala.
Pergunto o que ela deseja e logo me responde:

ficar em sua companhia.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

TROVAS SOBRE O LIVRO

AINDA TROVAS SOBRE O LIVRO

Enquanto o homem tiver
um livro aberto na mão,
esteja onde estiver,
não vai sentir solidão.
JOÃO MANUEL SIMÕES

Sem coroa e sem espada,
sem reger, sem fazer lei,
no mundo da criançada
nosso Lobato foi rei!
ISABEL CHOULBY SANTOS

Se queres ter um amigo,
não o abandones na estante,
que o livro estará contigo
cada dia, cada instante!
FILEMON MARTINS


(COLUNA O RADAR, DE MARIA THEREZA CAVALHEIRO)

ÂNSIA DERRADEIRA

ÂNSIA DERRADEIRA
(A amargura do poeta – maio de 1955) 
Mário Barreto França

Senhor, não sei qual seja o teu intento
Nem o que tens guardado para mim,
Porém, em face do meu sofrimento,
Tenho vontade de chegar ao fim...

Tu bem sabes, Senhor, que eu me contento
Com a pobreza e a orfandade de onde vim,
Mas este dissabor frio e cruento
Me traz o anseio de chegar ao fim...

Pela revolta que o meu ser invade,
A amargura que eu sofro é merecida;
Mas, Senhor, não a aumentes tanto assim...

E, se isto não te ofende a santidade,
Apaga a frouxa luz da minha vida,
Pois tenho pressa de chegar ao fim...




quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A JANGADA

A JANGADA

Filemon F. Martins


Ei-la singrando a imensidão dos mares 
tão frágil, tão veloz e independente, 
deixando a praia, busca outros lugares 
sem medo, sem temor, inconsequente... 

Lançada ao mar...as ondas pelos ares... 
vai conquistando o mar azul, fremente, 
não há tristezas, dores, nem pesares... 
só a jangada deslizando à frente. 

As ondas vêm e vão...e chega a tarde, 
aflora um sentimento de saudade 
e ela retorna cheia de emoções.

Quantos sonhos viajam na jangada, 
mas ao raiar da fresca madrugada 
vai para o mar repleta de ilusões.