segunda-feira, 18 de setembro de 2017

COTIDIANO

COTIDIANO

(SOBRE A RUA SÃO BENTO E LEMBRANDO O TEMPO EM QUE TRABALHEI NO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL)
                                                    


Amanheci em estado de graça. O dia estava claro, maravilhoso e convidativo. Queria sair por aí pensando a esmo. Mas tinha que ir trabalhar. Saí num corre-corre, como, aliás, faço todos os dias. Antes de chegar à Repartição, precisava quitar uma prestação num magazine da cidade. Rua São Bento, Centro de São Paulo. Dez horas da manhã. O burburinho era enorme. Gente que vai, gente que vem. Rostos alegres, tristes e estranhos se confundiam na multidão. Ando apressado. No bolso, uma pequena carteira com alguns trocados e fichas de telefone. Mesmo com pressa, observo o semblante das pessoas que passam: alguns preocupados, carrancudos e outros, leves e descontraídos.
Meus pés me levam à frente. Os camelôs tomam conta do calçadão da rua com suas quinquilharias. As lojas oferecem seus produtos. Vitrinas enfeitadas deslumbram os clientes. Passo pelo magazine e pago a prestação. Estou de volta. Agora rumo ao trabalho. De repente, por trás de mim, sinto um empurrão e alguém enfia a mão no meu bolso. Num relâmpago rasga a minha calça e leva meus trocados. Vi apenas que era um garoto. E o larápio rapidamente desapareceu na multidão. Alguns papéis se espalharam pelo chão.
Recuperei-me do susto e recolhi minhas anotações. E prossegui pensando naquele garoto. Na vida miserável que leva ali na rua. E continuei pensando nele. E quantos estão assim perdidos? Abandonados pelos descaminhos da vida. Pela família. Pela sociedade. Pelo desgoverno do próprio governo. Mas o trabalho me espera. Por que será assim? Deixo minhas reflexões para depois. Esqueço, por alguns instantes, meus pensamentos. E chego ao Tribunal. Para mais um dia de trabalho. Rua São Francisco, onde o Precatório me espera, diga-se, com muito trabalho.


Obs.: Depois o Tribunal Regional Federal mudou de endereço: Av. Paulista, 1842, mas eu continuei trabalhando na Divisão de Precatórios, Feitos da Presidência.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

SÓ?

SÓ? 


Filemon F. Martins 

Só? Não! Nunca estou só! 
Nunca estive só, 
pois aprendi a olhar para o alto. 
Prefiro ver o cume das montanhas, 
o horizonte longínquo, azul, que se expande 
e os arranha céus da cidade grande. 

Nunca estive só, 
porque contemplo a Natureza exuberante 
se expandindo em cores, 
com flores e perfumes inebriantes, 
deixando o mundo mais encantador. 

Nunca estou só, 
porque sei contemplar as aves 
que ruflam suas asas rumo ao infinito 
em busca de inspirações 
para entoar suas canções. 

Não estou só, 
porque a noite esplêndida e bela 
toda estrelada estende seu manto de beleza 
e ilumina as ruas do céu, 
enquanto as nuvens passeiam com leveza 
no firmamento em fino véu. 

Nunca estou só... 
Porque meu coração vive com a poesia 
e fica maior ainda quando, embevecido, 
contempla a obra do Criador. 
E do cume da montanha posso ver a paisagem, 
os rios que serpenteiam as serras verdejantes, 
vencendo obstáculos e seguindo seus cursos. 
Posso ver a imensidão do Universo, 
desvendar mistérios até então insondáveis. 

...Assim, nunca estou só... 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Eu sinto nos braços teus
um carinho, um aconchego,
e me torno um semideus
vivendo em paz, no sossego.

Como é bom viver à toa
e sempre fazer o bem,
que a Natureza abençoa
quem vive em Itanhaém.

No meu balaio carrego
sonhos de amor e venturas,
mas muitos sonhos, não nego,
se tornaram desventuras.

Gosto da vida pacata,
homens simples dos Sertões,
pois vejo usando gravata
por aqui muitos ladrões.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

TROVAS DE MÁRIO B. FRANÇA

TROVAS DE MÁRIO BARRETO FRANÇA

Quem nesta vida tem planos
de ser do mundo senhor,
se esquece que os desenganos
são a cruz do sonhador.

Em política, estão perto
esperteza e insensatez:
quem vence, sempre está certo,
quem perde, nunca tem vez.

Se queres vencer na vida,
não faças degraus de alguém;
a vitória merecida
tem alicerces no bem.

No meio de tanta treva,
quem sabe amar pode crer.
- A fé é a força que eleva.
- A crença é a luz que faz ver.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

NO LIVRO DA NATUREZA
AS LIÇÕES SÃO SEM IGUAIS.
TENHO, POR ISTO, CERTEZA
QUE É ONDE SE APRENDE MAIS.

QUANDO A DOR INVADE O PEITO,
CASTIGANDO O CORAÇÃO,
AMIGO É AQUELE SUJEITO
QUE NOS LEVANTA DO CHÃO.

QUASE SEMPRE FICO MUDO
QUANDO A RAZÃO PERDE A COR.
CALAR, ÀS VEZES, DIZ TUDO

PARA UM BOM ENTENDEDOR.

domingo, 10 de setembro de 2017

A ÁRVORE

A ÁRVORE
CARLOS RIBEIRO ROCHA
ÁRVORE BELA, ESPLÊNDIDA, BENDITA,
PORTADORA DA MESSE E DA BONANÇA,
- PRAZER NA DOR, CONSOLO NA DESDITA,
- EMBLEMA DESLUMBRANTE DA ESPERANÇA!

À SOMBRA AMIGA DA ÁRVORE DESCANSA
O CAMINHANTE. UMA CANÇÃO BONITA
ENTRE A RAMADA COM PERSEVERANÇA*
ENTOA O PASSARINHO QUE SALTITA.
                                  
COM SUAS FLORES COROANDO A MATA
ACOLHE SEMPRE AQUELE QUE A MALTRATA
E ELEVA AOS CÉUS A COPA VIRIDENTE!

SEUS FRUTOS SABOROSOS AO PALATO
SÃO O REGALO DO HOMEM TÃO INGRATO,
- NÃO AGRADECE A DEUS ESSE PRESENTE!


* NÃO SEI SE ESTE VERSO É ORIGINAL. TALVEZ OS PRIMOS/PRIMAS POSSAM ME AJUDAR.

sábado, 9 de setembro de 2017

TROVAS

TROVAS-ESCADA

Filemon F. Martins           

Não machuca, só faz bem
viver em paz, meu irmão,
que a colheita sempre vem
com uma boa plantação.

Que este gesto comovido
de amar pela vida afora,
possa ser correspondido
antes que a luz vá embora.

Crer e amar, como ninguém,
já nos basta nesta prece,
que a nossa fé vai além...
Jamais a dor prevalece.

Um exemplo a ser seguido
por todos nós nesta vida:
crer e amar – olhar erguido
mesmo após a despedida.

NO TOPO:
UM EXEMPLO A SER SEGUIDO
CRER E AMAR, COMO NINGUÉM,
QUE ESTE GESTO COMOVIDO
NÃO MACHUCA, SÓ FAZ BEM.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

PRECE DA ÁRVORE

Prece da árvore

WALTER ROSSI  (Eu o conheci no Movimento Poético Nacional-SP e na União Brasileira de Trovadores, Seção de São Paulo, quando fazia parte e frequentava as reuniões destas agremiações. Rossi nos deixou e já está no andar de cima.)

Ser humano: protege-me!
Junto ao puro ar,
Da manhã ao crepúsculo,
Eu te ofereço:
Aroma, flores, frutos e sombra.

Se ainda assim não te bastar,
Curvo-me e te dou:

Proteção para teu ouro,
Pinho para tua nota,
Teto para teu abrigo,
Lenha para teu calor,
Mesa para teu pão,
Leito para teu repouso,
Apoio para teus passos,
Bálsamo para tua dor,
Altar para tua oração.

E te acompanharei até a morte.
Rogo-te: não me maltrates!



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

SOLICITAÇÃO

Uma solicitação aos primos e primas:
Li, certa vez, um soneto do tio Carlos sobre a árvore, mas a memória gravou apenas a 1ª quadra, e o restante apagou, se vocês tiverem e puderem me enviar, agradeço.
O 1º quarteto é assim:
ÁRVORE BELA, ESPLÊNDIDA, BENDITA,
PORTADORA DA MESSE E DA BONANÇA,
- PRAZER NA DOR, CONSOLO NA DESDITA,

- EMBLEMA DESLUMBRANTE DA ESPERANÇA!

domingo, 3 de setembro de 2017

SONETO DO FILEMON

SONETO DO FILEMON

NÃO ME ESQUEÇO...

Não me esqueço dos versos comoventes
que escrevi com perene inspiração,
quando vivi nos chapadões florentes
da minha terra em meio do Sertão.

Depois, parti... Sofri dores pungentes
numa luta sem fim de solidão.
Desolado, vivi dias ingentes
e se caí, jamais fiquei no chão.

Vejo, porém, que os meus cabelos brancos
são apenas troféu para consolo
de quem viveu aos trancos e barrancos...

Desafiei a vida, estou cansado,
só resta agora um pensamento tolo:
sou poeta, sou livre e aposentado.





A ÁRVORE

A ÁRVORE


Árvore amiga – símbolo sagrado,
- presente do bom Deus à criatura,
portadora de Paz ao que, cansado
vai procurar descanso da amargura.

Com sua sombra acolhe o desprezado
que passa pela estrada, sem ventura,
e o protege feliz, reconfortado,
para viver, lutar, sempre à procura

do seu destino – eterno caminheiro
em busca de um amor hospitaleiro,
onde a Felicidade fez guarida...

Pois desprezo a ganância do insensato
que põe abaixo as árvores e, ingrato,
- não percebe que mata a própria vida.



TROVAS DE VANDA F. QUEIROZ

TROVAS DE VANDA FAGUNDES QUEIROZ

O sol, carimbo dourado,
sobre um fundo azul, bonito,
é um traço de Deus, timbrado
nas páginas do infinito!

Conheço gente que adora
matizar, a seu contento,
o fulgor de um céu de aurora,
em tons de negro e cinzento...

Creio que Alguém nos conduz,
pela ponte compreendida
entre uma estrela e uma cruz,
sobre a passagem da Vida.

Muito do bem que se alcança
não vem ao acaso, a esmo,
mas depende da confiança
que o homem põe em si mesmo.

(DO LIVRO MOTIVOS E MATIZES-2012)


sábado, 2 de setembro de 2017

NO PALCO

NO PALCO
Célia Lamounier

Estamos todos sozinhos,
Entregues a nosso destino:
Vede uma dor que aparece,
Uma criança que chora,
Um grande amor que se esquece,
Um homem velho que tomba!

Vede também quanta guerra,
Quanta ambição desmedida
E tanta luta perdida!

Sozinhos...
No palco da terra.

(Postal Clube, Antologia 14, página 25)


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

POEMA SEM NOME

POEMA SEM NOME
Filemon F. Martins

Fui buscar na memória da saudade
o arrulho da juriti, no pé da serra,
o canto do sabiá nas mangueiras do pomar,
quando havia ainda floresta sobre a Terra.

Fui buscar na prece da tarde
a ternura do sol em pleno Ocaso.
Fui buscar o perfume da rosa
que, sorrindo no jardim,
torna a paisagem mais radiosa.
Busquei também nos passarinhos
que saltitam, em seus ninhos,
a canção dos amantes.

Busquei a luz no brilho das estrelas,
aquela mais brilhante e resplendente,
aquela luz dos teus olhos.
Busquei a fé, que renasce na alma do poeta,
quando sonha, quando ama, quando crê.

Busquei a plenitude da vida
nas vibrações do amor
quando o céu fica mais perto.
E, mesmo estando no deserto,
sinto que estou num prado tranquilo,
numa paisagem verde, deslumbrante,
onde ouço misteriosamente o som de um violino
e me reencontro enamorando o Mundo
em busca do meu sonho e do meu destino!





domingo, 27 de agosto de 2017

TROVAS

TROVAS DO FILEMON


O vento que vem do mar
entre as folhas e arvoredos
parece até soluçar
murmurando seus segredos.

                    Num vaivém sibila o vento
ruge forte a tempestade,
- e o som parece um lamento
de quem chora de saudade.

Ouço o marulhar das águas
varrendo a areia da praia,
só não varre aquelas mágoas
que em meu viver fez tocaia.

Lê e escreve o tempo inteiro
algo mais edificante...
É assim CARLOS RIBEIRO
ROCHA altaneira, pensante.





sábado, 26 de agosto de 2017

TROVA

TROVA DO FILEMON

NÃO LAMENTO A MINHA IDADE
QUE VAI, NO TEMPO, AVANÇANDO.
LAMENTO A DOR DA SAUDADE

QUE, AOS POUCOS, VAI ME MATANDO...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

ELEITA

ELEITA 


Nunca mais eu voltei àquela rua 
onde ficava sempre à tua espera. 
Por testemunha aquela mesma lua 
que me inspirava versos de quimera. 

E chegavas com uma voz só tua, 
- doce ternura que eu jamais tivera. 
Hoje meu coração que te cultua 
nunca esqueceu aquela primavera. 

Mas o tempo passou... Nossos destinos 
seguiram por caminhos peregrinos, 
nunca mais eu te vi nem tu me viste. 

E se me visses hoje, certamente, 
perceberias meu olhar ausente, 
porque sem teu amor, fiquei mais triste! 



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

JULGAMENTO

Não me passou jamais pela cabeça
julgar e condenar qualquer pessoa.
Quem não tiver pecado, que apareça,
- jogue a pedra que fere e que magoa.

“Não julgueis”. Que este mundo não esqueça
da mensagem do Mestre, que ressoa
para que a Luz divina resplandeça
sobre os homens que têm vontade boa.

Minha vida pautei pela Esperança,
pela decência do viver honesto,
- quantas vezes paguei um alto preço?

Não me fascina a glória da abastança,
prefiro o meu viver sempre modesto,
e tenho, com certeza, o que mereço!



sábado, 19 de agosto de 2017

REMINISCÊNCIAS

REMINISCÊNCIAS

Filemon F. Martins

Hoje não deu praia e nem caminhada. O dia amanheceu chuvoso e triste, propício para a poesia, para a leitura e para as lembranças. Preferi, então, mergulhar meus pensamentos no passado e andei me indagando sobre tantos amigos que conquistei pela vida, especialmente por onde passei e trabalhei.
Primeiro, na Empresa Folha da Manhã, (Folha de São Paulo), quando eram Diretores, o Dr. Renato Castanhari e o Sr. João Marques da Silva. Convivi com inúmeras pessoas amigas e competentes. Muitas ainda estão por aqui e permanecem em contato, como é o caso de José Roberto Procópio, Paulo de Almeida Costa, Hilda Delatorre, Sueli Godoy, Josemar Maia Reis, Maria Lúcia Nascimento, Ivan Leite, Pedro Luis Nosse e Ricardo Antonio de Oliveira. Com o passar do tempo, alguns entram em contato por e-mail, como é o caso dos amigos Emilio Carlos Daguani, Gilson de Souza, Frederico Valente Coelho, Eunice Mendes, Ana Patrícia Silva, Valmir José, José Carlos Bacalhau e Moacyr Galvão, bons tempos. Alguns, já não estão mais conosco, partiram para o andar de cima deixando saudades, entre outros, José Abdala Rodrigues, Ildefonso Moura Acyoli, Geraldo Lúcio Costa, Zenaide S. Oliveira, Dr. Tomanik, João Arci Netto e Armando Pereira.
Outros, como num passe de mágica, simplesmente desapareceram e não entraram mais em contato. Por onde andarão? Eis alguns nomes: Paulo César Cheida, Luis Carlos Gugoni, Nelson Riton, Orlando Teixeira, Nelson Arci, Marina, Fátima, Pedro Casimiro, Pedro Montes Segura, Drª Reveka, Setímio e Simone Argentati, Antonio Aguiar, Antonia e Diná (Soc. Médica), Arnaldo Natal, Cicuto, Claúdia Santos, Daniel Felipe Javaroni, Vanda, Dionísio Rodrigues, João Gouveia, José Marques, Mário da Conceição, Nelson Mucci, Tarcísio Pereira, Cláudio Vinhola e tantos outros que a memória não me ajuda a lembrar.
Da Prefeitura do Município de São Paulo, (Hospital Alípio Correa Neto, na zona Leste), na gestão de Luíza Erundina de Sousa e início da Administração de Paulo Maluf, também fiz muitos amigos, como Jorge Higa, Celso Costa Santos, Eunice Cunha Brandão, Lídia Ferreira Lima, Raquel Maria Ap. Carlos Fantazia Santos, Felipe, Sandra de Renan, Sandra Nascimento, Paulo Ferreira, Paula (hoje, professora de matemática, pode?) Rubens Aparecido dos Santos, Jurandir Brito e Expedito Querubins Deus Dará (com este nome só poderia ser e é gente fina). Aliás, todos, sem exceção, bons amigos.
Por fim, do Tribunal Regional Federal – 3ª Região, nas gestões dos Desembargadores: Drs. AMÉRICO LACOMBE, OLIVEIRA LIMA, MÁRCIO MORAES, JORGE SCARTEZZINI, JOSÉ KALLÁS E ANA MARIA PIMENTEL, onde me aposentei, depois de ter trabalhado com tantos amigos, às vezes direto ou indiretamente, entre outros: Silvia Martini (Diretora de Secretaria), Lucilene Rodrigues Santos (Diretora, competente e justa), Arlete Gonçalves Muniz, Regina Maria Cerqueira de Souza, Maria José Terra (Supervisora, inteligente e sensata), Doralice Pinto Alves, Suzana Maria Castro Baptista (com quem aprendi muito a analisar Precatórios), Fernanda Benevides de Carvalho (escritora), Nelson Pereira dos Santos, Waldomiro Rodrigues da Silva, Manuel Francisco de Sousa, Rosa Maria Felipe, José Lorecy G. Ferreira.
Outros ainda, como Ruy Leão da Rocha Neto (de Barra do Rio Grande), Maria Izabel Valente Penteado, Fábio Carlos Werneck Lorenzi, Miriam Ferrari Szylovec, Célia Regina Martins, Aurora Granado Navarro, Nerci de Freitas, Eneida Gagete, Célia Santos Morais, Manuel Veras, Ezequiel, Fábio Cardoso Marques, Virgínia Brandão, José Monteiro do Paço, Edmilson Ferraroli, Wladimir Wagner Rodrigues (Artista Plástico e Poeta), Maria da Consolação F. Mendes, Maria Cristina M. Luz e Amadeu (ambos de saudosa memória), Gisleide Varandas, Reginaldo da Silva Paranhos (Acadêmico de Direito), Vladimir Gonçalves, Edison H. Momosaki (hoje fiscal do ICMS de MG), Sandra Maria Lozardo, Dirce Bautista Pliger, Andréa Regina dos Santos (Diretora, competente, bonita e justa), Edson Mazakina (Supervisor de Pagamento de Precatórios), José Toshio, Otávio Augusto, Milton, Fernando Salinas (amigo e astrólogo) e Maricler Kfouri dos Santos.
Há outros nomes, mas não me lembro no momento. Bons tempos aqueles. Mas hoje, com certeza, está melhor. Tenho o mar, a praia e a pacata cidade de Itanhaém, onde vivo e escrevo, como fiz hoje. Mas a chuva não dá trégua e continua...
Acho que vou continuar escrevendo...



filemon.martins@uol.com.br