segunda-feira, 30 de novembro de 2015

TROVAS (AUTORES DIVERSOS)

TROVAS (AUTORES DIVERSOS)

Levanto cedo, não nego,
ando pescando a poesia,
na minha rede carrego
todo o mar de fantasia.
Filemon F. Martins

Felicidade – surpresa
que a vida um dia nos faz...
Não tem base nem firmeza
e, como é linda, é fugaz.
Colombina

Para que jamais te iludas
com fortunas e esplendores,
lembra que as plantas miúdas
também se cobrem de flores!
Humberto Del Maestro

Saudade – um suspiro, uma ânsia,
uma vontade de ver
a quem nos vê a distância,
com os olhos do bem-querer.

Bastos Tigre

domingo, 29 de novembro de 2015

TROVAS INESQUECÍVEIS

TROVAS INESQUECÍVEIS

NÃO BASTA EMPRESTAR AO POBRE
AS MIGALHAS DA RIQUEZA:
O GESTO CERTO E MAIS NOBRE
É LIVRÁ-LO DA POBREZA.
       FRANCISCO NOGUEIRA

LÁ SE VÃO OS RETIRANTES!
DEIXAM SEUS CAMPOS... SEUS BOIS...
- O CORAÇÃO MORRE ANTES!
- O CORPO MORRE DEPOIS...

       APARÍCIO FERNANDES

sábado, 28 de novembro de 2015

UMA GLOSA DE PORTO ALEGRE/RS

Uma Glosa de Porto Alegre/RS
Gislaine Canales
Mote:

Triste, a lua apaixonada
se esconde no céu moreno,
e a branca face marcada
chora gotas de sereno.
Dorothy Jansson Moretti (Sorocaba/SP)

Glosa:
Triste, a lua apaixonada
envolvida em solidão,
ansiosa, amargurada,
se vê só, na escuridão.

Um disfarce procurando,
se esconde no céu moreno,
e vai pelo céu girando
naquele espaço pequeno.

Segue assim sua jornada,
recordando um grande amor,
e a branca face marcada
mostra as marcas desse amor.

Por estar assim tristonha
nessa solidão veneno,
nem sonhar mais ela sonha,
chora gotas de sereno.


(ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS 437, JOSÉ FELDMAN)

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

TROVAS DE NILTON ARAÚJO

TROVAS DE NILTON ARAÚJO (SANTA IZABEL-SP)

Os poemas que componho
com sentimentos diversos,
são as telas dos meus sonhos
reproduzidas em versos.

Se o coração não parasse,
não deixasse de bater,
talvez ainda te amasse

mesmo depois de morrer.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

TROVAS DE ALOISIO ALVES DA COSTA

TROVAS DE ALOISIO ALVES DA COSTA

MESMO NOS DIAS TRISTONHOS
CHEIOS DE ANGÚSTIAS E ANSEIOS,
EU BUSCO À LUZ DOS MEUS SONHOS
DAR VIDA AOS SONHOS ALHEIOS.

AO VER O LEITO DAS ÁGUAS
E TANTA GENTE SEM LEITO,
TRANSBORDA O RIO DAS MÁGOAS,

QUE ENCHE DE MÁGOAS MEU PEITO.

sábado, 21 de novembro de 2015

COISAS DE AMOR

COISAS DE AMOR

Filemon F. Martins

É noite calma. A lua está brilhando,
namorados passeiam pela rua,
enquanto aqui a sós fico sonhando,
- como dói no meu peito a ausência tua.

Quisera, nesta noite, estar amando
tranquilo a contemplar a luz da lua
e seguirmos, unidos, procurando
novos sonhos, que a vida continua...

Meu coração, porém, desconfiado,
parece reviver triste passado,
- não acredita mais nesta emoção.

Se a vida não perdeu o encantamento
desse sonho de amor, desse momento,
- coisas de amor não têm explicação.

Caixa Postal 64
11740-970-Itanhaém – SP.




sexta-feira, 20 de novembro de 2015

FONTE DO AMOR (CECIM CALIXTO)

FONTE DO AMOR
CECIM CALIXTO

Sei agora onde é a nascente
da almejada inspiração.
Nasce e chega de repente
dos filões do coração.


(POEMAS DI VERSOS, PÁGINA 5)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

METRÔSAMPA

METRÔSAMPA

Filemon F. Martins 

Estação Sé. 
A plataforma está lotada. 
O povo espera impacientemente. 
O trem chega e para. 
De repente, já não é o povo, 
ouço o tropel da boiada 
e os bancos vazios ficam ocupados. 
O trem parte rumo à próxima estação, 
mas o povo num vaivém, 
parece o Brasil, 
não vai nem vem.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

No mundo do desamor
ao poeta, nada importa,
se na saudade e na dor
a inspiração o conforta.

“É um prazer bem diferente”
que sinto nos braços teus,
quando sorris, docemente,
dando vida aos sonhos meus.

Nenhum poema é mais belo
e inspira tanta esperança,
do que um sorriso singelo
no rosto de uma criança.

Quando a dor invade o peito,
castigando o coração;
amigo é aquele sujeito
que vem nos dar sua mão.

filemon.martins@hotmail.com


TROVAS DE VANDA F. QUEIROZ

TROVAS DE VANDA F. QUEIROZ

Quem sou? Andava cismando...
Afinal me definistes:
- uma sombra carregando
um feixe de rimas tristes.

Um cortejo dobra a esquina...
Dobra um sino tristemente...
Eu – deixo de ser menina
passo a ser órfã somente.

Passa uma pobre menina,
vê numa loja, um brinquedo,
cola o nariz à vitrina,
depois sai... chupando o dedo.

Muita vez tenho cismado
que, ao invés do coração,
muita gente traz guardado
dentro do peito, um cifrão.


(ANUÁRIO COLETÂNEA DE TROVAS BRASILEIRAS, 1981, PÁGINA 10, ORGANIZAÇÃO DE FERNANDES VIANNA)

sábado, 14 de novembro de 2015

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

“Sorriria de feliz”
e o mundo teria paz,
se o coração que maldiz
soubesse perdoar mais.

Cai a chuva na vidraça
e eu fico triste, porque
não há beleza nem graça
nesta casa sem você.

Felicidade é um sonho,
- por que deixar pra depois?
O amor é sempre risonho
na vida vivida a dois.

“Das coisas belas da vida”
que colhi, em profusão,
eis a mais nobre e querida:
- em cada TROVA um irmão!


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Falando de amor, Maria,
que saudades sinto agora
daquela doce alegria
que em teus olhos vi outrora.

Quero-te assim, carinhosa,
na singeleza da flor:
tão bonita e perfumosa,
essência de um puro amor.

Quantas noites, meu amor,
olhando, no céu, a lua,
eu me sinto um trovador
pensando na imagem tua.

No teu sorriso, criança,
vejo o mais belo perfil,
porque tu és a esperança
do futuro do Brasil!



segunda-feira, 9 de novembro de 2015

IPUPIARA

IPUPIARA

(Retratada no livro “Coronelismo no Antigo     Fundão de Brotas,” de Mário Ribeiro Martins)

Filemon F. Martins

Cravada no Sertão, jardim de flores,
nasceu uma cidade hospitaleira.
Seus campos coloridos, sedutores,
tornam a vida bela e corriqueira.

Berço de heróis, poetas, escritores,
produzem versos na cidade ordeira.
O clima é quente, bom e aviva as cores
da alegria que é sempre verdadeira.

Ipupiara é flor cheia de encanto,
cuja beleza inspira o bem, porquanto
as alegrias são puras e completas.

Há de brilhar no céu, mesmo à distância,
esta Terra de amor e de elegância,
pois tu és a cidade dos Poetas!

filemon.martins@uol.com.br

 





TROVAS DE JESSÉ NASCIMENTO (ANGRA DOS REIS/RJ)

TROVAS DE JESSÉ NASCIMENTO
(ANGRA DOS REIS/RJ)

A formiga, na labuta,
nos dá profunda lição;
não se curva ao peso e à luta,
vive em perfeita união.

Ah, relógio, meu amigo,
teus ponteiros, como correm!
O tempo voa contigo
e com ele os sonhos morrem...

Após tantos desenganos
e conselhos não ouvidos,
chego ao final dos meus anos
sem ter meus dias vividos.

“Aproveite a promoção”,
na loja, a faixa dizia;
aproveitou-a o ladrão,
num cochilo do vigia.


(ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 435/JOSÉ FELDMAN)

domingo, 8 de novembro de 2015

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Céu azul, todo estrelado,
sorrindo, ao clarão da lua,
e o meu peito, apaixonado,
a chorar a ausência tua.

Ciúme é cuidado e zelo
que temos do nosso bem,
pois não queremos perdê-lo
para os olhos de outro alguém.

Como é bom viver à toa
e sempre fazer o bem,
que a Natureza abençoa
quem vive em Itanhaém.

Criança és flor, és bonança
espargindo luz e amor,
porque trazes a esperança
de um futuro promissor.

(FONTE CHUVA DE VERSOS Nº 328/JOSÉ FELDMAN)