sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

JUDAS MODERNO

JUDAS MODERNO
Filemon F. Martins 



Tu que habitas palácios decantados, 
amante da aparência e do dinheiro. 
Os teus castelos ricos, chumaçados, 
nada serão no dia... derradeiro. 

Tens riquezas e carros importados, 
- contas bancárias pelo mundo inteiro, 
- trabalhadores pobres, explorados, 
tudo para chegares em primeiro... 

Esqueceste do exemplo verdadeiro, 
quando morreu o pobre carpinteiro, 
pregado ao lenho de uma rude cruz. 

Queres poder, és Judas do presente 
vendendo o que aparece pela frente, 
traindo, uma vez mais, Cristo Jesus!

(DO LIVRO SONETOS E TROVAS, 2014) 


PROPAGANDA POLÍTICA

A propaganda política do PT, na televisão, está incompleta. É preciso que o partido esclareça à sociedade a respeito da taxação dos inativos e pensionistas, que pagaram uma vida inteira para ter direito à aposentadoria e depois de aposentados, continuam pagando 11% dos seus salários, quando foram penalizados, graças ao mensalão (corrupção), já comprovado e julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Até quando vamos continuar pagando por algo que já está pago? Por acaso, depois da morte, teremos outra aposentadoria?

É preciso também que o PT informe aos brasileiros o prejuízo que causou à Petrobrás, conforme está sendo investigado pela operação Lava Jato, da Polícia Federal. Um esquema de lavagem e desvio de dinheiro, envolvendo a Petrobrás, grandes empreiteiras e muitos políticos. Segundo apuração da Polícia Federal, o dinheiro abastecia caixas de partidos como PT, PMDB e PP. E isto não é tudo. O que já foi divulgado é apenas uma pequena ponta de um iceberg. Parodiando: “Você sabe. Se você é do partido e precisa de dinheiro ilicitamente, é com o PT que você conta”. ACORDA, BRASIL!  

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

ESCADA DE TROVAS - FELICIDADE

ESCADA DE TROVAS – FELICIDADE
Filemon F. Martins

NO TOPO:
“Felicidade não é
Despejada como o vinho,
Vem de dentro, como a fé,
Pondo flores no caminho...”
Carlos Ribeiro Rocha (In memoriam)

SUBINDO:
“Pondo flores no caminho”
o Amor presente se faz
e mesmo estando sozinho
planta a semente da Paz.

“Vem de dentro, como a fé”
em silêncio, ela aparece,
é preciso estar de pé
que a bondade vem, floresce.

“Despejada como o vinho”
a Verdade humildemente
traz a Luz e de mansinho
ilumina a nossa mente.

“Felicidade não é”
impossível a ninguém,
é tão simples, pode até
ser a prática do Bem.


(DO LIVRO SONETOS E TROVAS, PÁGINA 111)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

TROVAS DE NEWTON VIEIRA

TROVAS DE NEWTON VIEIRA
CURVELO/MG.

“Eu volto!" - Falsa promessa
que ela ainda crê verdadeira,
pois, da varanda, não cessa
de contemplar a porteira...

Feliz Natal, com certeza,
promoverás, meu irmão,
se o pão que sobra na mesa
chegar às mesas sem pão.

Ficou mais lento o meu passo?
Caminharei, mesmo assim!
Só temeria o cansaço
se me cansasse de mim..

Mãos calosas... Entretanto,
cingem de amor o filhinho...
Roseira não perde o encanto,
apenas por ter espinho!…

(CHUVA DE VERSOS, 351, JOSÉ FELDMAN)



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

RAZÃO DE SER (PAULO LEMINSKI)

RAZÃO DE SER
Paulo Leminski
1944 – 1989

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

(CHUVA DE VERSOS, 346, JOSÉ FELDMAN)



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

AMO (GISLAINE CANALES)


AMO
Gislaine Canales

Amo com toda a força do meu ser.
Amo a beleza, a arte, uma canção.
Amo o eterno desejo de vencer.
Amo os versos que vêm do coração.

Amo as flores, é grande meu querer.
Amo essa amarga e triste solidão.
Amo os sonhos que estou sempre a tecer.
Amo o infinito em sua imensidão.

Amo também a morte, dura e fria.
Amo na morte, toda a ausência e dor.
Amo meu mundo em meio à fantasia.

Amo a tristeza, e mais, amo a alegria.
Amo a vida e esse mundo encantador.
Amo o amor, amo a paz, amo a poesia.

(CHUVA DE VERSOS, 349, JOSÉ FELDMAN)



domingo, 25 de janeiro de 2015

CURIOSIDADES DE ITANHAÉM I

Curiosidades de Itanhaém: segundo o livro Itanhaém Histórica, de André Caldas, algumas celebridades conhecidas do grande público nos anos 50, 60, 70 e 80 “tiveram estreitas ligações com Itanhaém. O apresentador J. Silvestre, conhecido pelo programa “O Céu é o Limite”, da TV Tupi, frequentava a cidade, em sua casa na Rua João Mariano, Centro, seu lugar preferido. O cantor Francisco Petrônio, manteve enquanto vivo uma casa no Cibratel I, próximo ao Pocinho de Anchieta. No mês de abril, aniversário da cidade, trazia seu inesquecível Baile da Saudade para o Calçadão da Praça Narciso de Andrade.

Outros nomes igualmente famosos como Elias Gleiser, Décio Piccinnini e Raul Gil foram assíduos frequentadores da cidade nos anos 70”.

sábado, 24 de janeiro de 2015

PERFIL

PERFIL
(Declaração de amor à cidade de São Paulo)
Filemon F. Martins

Nasci Filemon, o Martins,
aquele que ama, o amante.
Aos 17 de janeiro de 1950,
em Ipupiara, Bahia.
Capricorniano, signo de Terra,
persistente, teimoso, mas emotivo.
Nasci na Terra de Castro Alves, de Rui, o Barbosa,
de Jorge, o Amado, de Carlos Ribeiro, o Rocha,
de João Ubaldo, o Ribeiro.
Mas amo São Paulo, a cidade grande e incomparável.
Amo São Paulo, a amiga contraditória e bela,
porque me acolheu, porque me ensinou,
porque me fez Homem.
Poeta sem registro, sem escola,
sem nome e sem compromisso,
mas Poeta do Amor e da Saudade,
do cantar dos pássaros e da canção da brisa.
Às vezes, cronista da rua e trovador da lua.
Não sei rezar, nem sei cantar,
mas sei, sobretudo, agradecer:
sou Poeta da Alegria e da Dor,
e se a vida tem fim,
minha Poesia é sem fim:
- Obrigado, Senhor!




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

TROVAS DIVERSAS

TROVAS DIVERSAS

Não sei se é pecado ou vício,
bobeira... sei lá mais quê...
esse agridoce suplício
de só pensar em você!
 Jeanete Monteiro De Cnop

O coração desprezado
pelo amor que lhe convém,
é relógio complicado:
- nunca mais trabalha bem!
Jacinto Barbosa

Espera que, nesta vida,
tudo tem explicação.
- Não há causa que, perdida,
não nos traga uma lição.
Jaime Ribeiro da Silva

Felicidade: um ranchinho...
uma viola afinada...
uma cabocla... um filhinho...
saúde... paz... e mais nada!
Jefferson Leão de Almeida

(CHUVA DE VERSOS, 345, JOSÉ FELDMAN)









segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

TROVAS DE VANDA FAGUNDES QUEIROZ

TROVAS DE VANDA FAGUNDES QUEIROZ

O sol, carimbo dourado,
sobre um fundo azul, bonito,
é um traço de Deus, timbrado
nas páginas do infinito!

Conheço gente que adora
matizar, a seu contento,
o fulgor de um céu de aurora,
em tons de negro e cinzento...

Creio que Alguém nos conduz,
pela ponte compreendida
entre uma estrela e uma cruz,
sobre a passagem da Vida.

Muito do bem que se alcança
não vem ao acaso, a esmo,
mas depende da confiança
que o homem põe em si mesmo.


(DO LIVRO MOTIVOS E MATIZES-2012)

sábado, 17 de janeiro de 2015

TROVAS DE MARIA THEREZA CAVALHEIRO

TROVAS DE MARIA THEREZA CAVALHEIRO

Celulose renascida,
o livro vem da floresta;
como árvore da vida,
vibra, reclama, protesta!

Pode o livro ser tesouro
que alguém garimpou por nós;
é o amigo imorredouro,
que não fala, mas tem voz!

O livro é um amigo mudo,
que nos pode compreender.
Revela em silêncio tudo
que precisamos saber.

O livro confere a chave
que abre a porta da Ciência.
É um sábio, sereno e grave,
que nos amolda a existência.


(DO LIVRO TROVAS PARA REFLETIR, PÁGINA 38)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

UM DOMINGO DE SOL

UM DOMINGO DE SOL
Filemon F. Martins

Domingo. Estou só, não há ninguém,
só caneta, papel e inspiração,
a saudade já chega a Itanhaém*
e agita, sem querer, meu coração.

Quero escrever um verso. Sou refém
deste sonho de amor, desta ilusão
de acreditar que o ser humano tem
poder para mudar esta opressão.

Quisera transformar este planeta
usando o livro e até minha caneta,
e partilhar a sensação do amor.

Talvez, agindo assim nosso futuro
possa ser mais feliz e mais seguro
neste Universo belo, encantador!

* Litoral sul de São Paulo.


domingo, 11 de janeiro de 2015

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Perpassa uma brisa mansa
beijando as águas do mar,
enquanto a tarde descansa
e espera a noite chegar.

A brisa passa e sussurra
uma canção de bonança,
e a praia, envolta em ternura,
lembra um lençol de esperança.

Como é bom viver à toa
e sempre fazer o bem,
que a natureza abençoa
quem vive em Itanhaém.

Vejo o mar azul e calmo.
ouço o sussurro do vento
que passa cantando um salmo
às nuvens no firmamento.


(DO LIVRO ANSEIOS DO CORAÇÃO)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

SONETO DA MUDANÇA (VICENTE DE CARVALHO)

SONETO DA MUDANÇA
Vicente de Carvalho
(1866 – 1924)

Não me culpeis a mim de amar-vos tanto
Mas a vós mesma, e à vossa formosura:
Que, se vos aborrece, me tortura
Ver-me cativo assim do vosso encanto.

Enfadai-vos. Parece-vos que, em quanto
Meu amor se lastima, vos censura:
Mas sendo vós comigo áspera e dura
Que eu por mim brade aos céus não causa espanto.

Se me quereis diverso do que agora
Eu sou, mudai; mudai vós mesma, pois
Ido o rigor que em vosso peito mora,

A mudança será para nós dois:
E então podereis ver, minha senhora,
Que eu sou quem sou por serdes vós quem sois.

(CHUVA DE VERSOS, 331-JOSÉ FELDMAN)