quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

NOITE E VERSOS

NOITE E VERSOS

Filemon F. Martins

Vai alta a noite. A madrugada é fria,
a insônia chega, fica e me namora.
Levanto-me à procura da poesia,
mas ela, impaciente, vai embora.

Percorro o céu do amor, da fantasia,
fico em vigília e vejo a luz da aurora:
- que paz a humanidade alcançaria,
se o amor reinasse pelo mundo afora.

Ouço distante, o farfalhar do vento,
e por que minha voz não tem alento,
- se o dia vai nascer como criança?

Surge, então, o cantar da passarada
e outros versos virão, na madrugada,
talvez mais coloridos de esperança.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

TEU LIVRO










          TEU LIVRO


                Carlos Ribeiro Rocha


Senhor, não tive estudos, nada sei,

mas recebendo a Tua inspiração

posso exaltar a Tua santa Lei,

cantar bem alto a Tua salvação.



Neste soneto, pois, render-Te-ei

meu preito de eviterna gratidão.

Na Tua Lei, Senhor, meditarei,

na dúvida, no gozo e na aflição.



Tua Lei revelaste aos pequeninos,

noite fizeste para os poderosos,

mistério para os Mestres e Rabinos.



Teu santo Livro tenho sempre aberto,

porquanto nestes traços sinuosos,

Tu sabes escrever perfeito e certo!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ESCADA DE TROVAS

ESCADA DE TROVAS


                                                         Filemon F. Martins

 SUBINDO:


“E VEM SONHAR NO MEU LEITO”


nesta noite enluarada,

quero ver-te junto ao peito

esperando a madrugada.



“INVADE A MINHA JANELA”

fique aqui, feliz e calma,

que o perigo da procela

não resiste a paz da alma.



“NUM CAPRICHO ASSIM DESFEITO”

ainda há luz e beleza

que o clima fica perfeito

-         o amor é paz e  certeza.



“ A LUA DIVINA E BELA”

reina perene no céu,

lua que a todos,  revela

quem ama, não vive ao léu.





“A LUA DIVINA E BELA,

NUM CAPRICHO ASSIM DESFEITO,

INVADE A MINHA JANELA

E VEM SONHAR NO MEU LEITO.”



                                                       Hedda Carvalho

                                                       Nova Friburgo – RJ.



                                               filemon.martins@uol.com.br

                                               www.prefacio.net

                                               Caixa Postal 64

                                               11740-970- Itanhaém – SP.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

O MORCEGO

O Morcego

Augusto dos Anjos

Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
morde-me a goela ígneo e escaldante molho.

"Vou mandar levantar outra parede..."
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o Ferrolho
e olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
circularmente sobre a minha rede!

Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!

A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ANSEIO II

ANSEIO II


Filemon F. Martins

Quero ficar aqui
em completo silêncio,
a teu lado
contemplando e vendo
a doçura do teu rosto.

Quero permanecer assim
- imerso no meu sonho,
sem nada fazer,
sem nada falar,
sem nada pensar,
sorrindo e assistindo
o nascer do sol
que brilha em teu sorriso,
vendo a beleza do céu
na luz do teu olhar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS

Filemon F. Martins

Às vezes eu me sinto entristecido
provando a amarga dor da solidão
que a própria vida tem me oferecido
no suplício da tua ingratidão.

O meu olhar procura, comovido,
a luz do teu olhar na imensidão,
e nada vejo além, estou perdido,
nesta busca sem fim, sem solução.

Só vejo aquele sonho meu frustrado,
cabelos brancos, restos do passado,
e à frente a noite cai enegrecida...

Enfim, não há mais luz, nem esperanças,
somente dores, mágoas e lembranças
para a consolação da minha vida!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ESCADA DE TROVAS - HUMILDADE

ESCADA DE TROVAS – HUMILDADE
Filemon F. Martins
SUBINDO:

“Sem dizer nada a ninguém”
semeia a paz e a esperança,
como o Cristo de Belém
deixando o amor como herança.

“E partir humildemente”
sem alarde pelo mundo,
pregando a fé, como crente,
no sentido mais profundo.

“Chegar e fazer o bem”
a todos sem distinção,
é ter, na vida e no Além
muita luz no coração.

“É um prazer bem diferente”
sentir a missão cumprida,
ver o mundo sorridente
dando mais valor à vida.
NO TOPO:
“É UM PRAZER BEM DIFERENTE
CHEGAR E FAZER O BEM,
E PARTIR HUMILDEMENTE
SEM DIZER NADA A NINGUÉM.”

Cipriano Ferreira GOMES
São Paulo

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

TOQUE DE SILÊNCIO

Toque de Silêncio

(Divenei Boseli - São Paulo SP)

Foi breve. Começou ao toque da alvorada,
quando este coração, herói de outra trincheira,
marchando de emoção entrou para a fileira
e logo improvisou a frágil barricada.

Foi lindo. Aconteceu da mística maneira
bem própria da paixão: manteve mascarada
a efêmera ilusão que envolve o tudo e o nada
e nem sequer doeu ver baixas na bandeira...

Foi tudo. Anoiteceu. Na última peleja,
derrota o antigo herói quem não o mereceu
e exibe o coração, sem honras, na bandeja...

Foi triste. Terminou... No peito que era meu,
aos toques do clarim, silente, não lateja:
sepulto no silêncio, o coração morreu!


Obs.: Por instrumentalidade do amigo Pedro Ornellas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

COLAR DE TROVAS

COLAR DE TROVAS
(parceria entre Marilene e Filemon)

Quando a dor invade o peito,
castigando o coração;
Amigo é aquele sujeito
que nos levanta do chão. (Filemon)

“QUE NOS LEVANTA DO CHÃO”
e nos mostra outro caminho,
seja qual for a ocasião
nunca nos deixa sozinho. (Mari)

“NUNCA NOS DEIXA SOZINHO”
mesmo na adversidade,
quem ama, planta carinho
e colhe amor à vontade. (Filemon)

“E COLHE AMOR À VONTADE”,
que brota da terra, do chão.
Amor com intensidade
que salta do coração. (Mari)

“QUE SALTA DO CORAÇÃO”
fazendo o bem com doçura,
quem ajuda algum irmão
vence a própria desventura. (Filemon)

“VENCE A PRÓPRIA DESVENTURA”
quem pratica gentileza,
apaga a dor e a amargura
e espanta toda a tristeza. (Mari)

“E ESPANTA TODA A TRISTEZA”
que paira no meu viver,
pois a fé me dá certeza:
“neste mundo hei de vencer”. (Filemon)

“NESTE MUNDO HEI DE VENCER”
todo dia a trabalhar
fazendo por merecer
tudo que venha a ganhar. (Mari)

“TUDO QUE VENHA A GANHAR”
para viver com decência,
vale uma vida exemplar
em nossa curta existência. (Filemon)

“EM NOSSA CURTA EXISTÊNCIA”
devemos saber discernir
o bem da malevolência
para um melhor existir. (Mari)

“PARA UM MELHOR EXISTIR”
é preciso pensar forte,
que a vida pode sorrir
nascendo depois da morte. (Filemon)

“NASCENDO DEPOIS DA MORTE”
através de nossos legados
nos caminhos sul e norte
que deixamos já traçados. (Mari)

“QUE DEIXAMOS JÁ TRAÇADOS”
para um caminhar perfeito,
os amigos são chamados
QUANDO A DOR INVADE O PEITO. (Filemon)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

COLAR DE TROVAS

COLAR DE TROVAS – (FILEMON E MIGUEL)

Monumento de Cultura
que o mundo já conheceu:
é Portugal que fulgura,
porque Camões não morreu. (Filemon)

“Porque Camões não morreu”
o soneto sobrevive:
pelos versos que me deu,
melhor rima que já tive. (Miguel)

“Melhor rima que já tive”
quando falo de emoção,
minha poesia convive
com a luz da inspiração. (Filemon)

“Com a luz da inspiração”
no sonhar da eternidade,
eis aí o meu refrão
de manhã até de tarde. (Miguel)

“De manhã até de tarde”
quero promover o amor,
amor com intensidade
que apaga do mundo, a dor. (Filemon)

“Que apaga do mundo, a dor”
eis aí o bom motivo,
pois amar tal uma flor
como um sonho, faz sentido. (Miguel)

“Como um sonho, faz sentido”
crer e amar, como ninguém,
que este gesto desprendido
não machuca, só faz bem. (Filemon)

“Não machuca, só faz bem”
como encantos, sonolentos
viram brasa, e se mantêm
com o desatar dos ventos. (Miguel)

“Com o desatar dos ventos”
farfalhando em arvoredos
nascem sonhos, sentimentos
que sufocam nossos medos. (Filemon)

“Que sufocam nossos medos”
e anunciam a beleza,
pela parte dos enredos
toda cheia de firmeza. (Miguel)

“Toda cheia de firmeza”
a vida começa agora,
prometendo, com certeza,
a luz de uma nova aurora. (Filemon)

“A luz de uma nova aurora”
faz tremer as sensações,
não fosse eu quem te adora
quem seria teus senões. (Miguel)

“Quem seria teus senões”
no prazer desta leitura,
só Luís Vaz de Camões
MONUMENTO DE CULTURA. (Filemon)



(Parceria entre Filemon F. Martins e Miguel Eduardo Gonçalves)


sábado, 4 de fevereiro de 2012

POR TANTO AMOR

POR    TANTO    AMOR
Angela Faria de Paula Lima

Por tanto amor te dei a minha vida
Por tanto amor curaram-se as feridas
Por tanto amor vivi em devaneios
Por tanto amor cedi a teus enleios

Por tanto amor eu percorri estradas
Encantei-me com tuas alvoradas
Ri o teu riso, chorei a tua mágoa
E mergulhei no mar das tuas águas.

Por tanto amor perdi-me no universo
E compus para ti mais lindos versos
Resgatando meu pobre coração...

Por tanto amor, eu vivo essa loucura
Sentimento maior que em mim perdura
Por tanto amar. Por tão densa paixão!...

04/02/2012