quinta-feira, 31 de outubro de 2013

DOIS CORAÇÕES (MÁRIO RIBEIRO MARTINS)

DOIS CORAÇÕES
Mário Ribeiro Martins

Quando nós, pelas curvas dos caminhos, 
andarmos lado a lado, bem velhinhos, 
não teremos sequer um só desejo.
 
Os nossos dias idos de paixões 
serão lembrados por dois corações 
que se esgotaram sempre no festejo.
 
E, com nossos cabelos já branquinhos, 
seguiremos, enfim, de tal maneira, 
que, terminando nossa bel carreira, 
veremos bem de perto nossos ninhos.
 
E muitos dirão: Estes dois velhinhos 
passaram docemente a vida inteira, 
plantaram sempre nela uma roseira 
que lhes deu flores e não deu espinhos. 


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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

OS IDOS (MÁRIO RIBEIRO MARTINS)

OS IDOS
Mário Ribeiro Martins

Quando, nos tempos idos, mas lembrados, 
meu coração fervia nas paixões, 
os meus versos riquíssimos, amados, 
eram versos de amor, de corações.
 
Mas hoje são meus versos repassados 
de tristezas, misérias, ilusões. 
Meus dias de velhice, desfibrados, 
não me trazem senão recordações.
 
A musa me fugiu do coração 
e a dor se apoderou da minha vida: 
só faço versos tristes nesta lida.

Muitos lerão meus versos e dirão, 
e dirão para todos com certeza: 
ESTE VATE FOI FILHO DA TRISTEZA.


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terça-feira, 29 de outubro de 2013

MEDO DAS TREVAS (MÁRIO RIBEIRO MARTINS)

MEDO DAS TREVAS
Mário Ribeiro Martins

Nos dolentes caminhos desta vida, 
parei chorosamente pra pensar: 
vi o passado - que grande ferida! 
vi o presente - que tempo vulgar!
 
Com quase a minha fé desfalecida, 
desvendei o futuro a me acenar: 
contemplei minha nau quase perdida, 
do encapelado mar se retirar.
 
Encosta, encosta, encosta foi meu brado. 
Quando saiu meu grito desvairado, 
a nau chegou ao cais lá no porvir.
 
Que tremenda visão eu tive agora! 
Que sonho! Que beleza! Amável hora, 
pois acordei morrendo de sorrir.


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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

ESTRANHO MUNDO (MIGUEL EDUARDO GONÇALVES)

Estranho mundo
Miguel Eduardo Gonçalves

Porque no inferno de nós
Raios de luz que se enlaçam
Nas ideias tomam forma
Primores férteis que buscam
O que na mente se torna
Consciência do invisível
Delírio imenso, um nó.

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domingo, 27 de outubro de 2013

TROVAS DO FILEMON


TROVAS DO FILEMON

 

A trova é simples, pequena,

flor que vem do coração.

Brota no peito, serena,

- são gotas de inspiração.

 

São quatro linhas somente

para dizer o que sinto,

pois te quero loucamente,

essa é a verdade, não minto.

 

Gosto da vida pacata,

homens simples dos Sertões,

pois vejo usando gravata

por aqui muitos ladrões.

 

Corre, entre o povo, um ditado,

lição para ser lembrada:

“boi manso” – tome cuidado,

“nunca perde uma chifrada”.

 

(ANTOLOGIA 15, PÁGINA 47, POSTAL CLUBE)

APLAUSO (MIGUEL EDUARDO GONÇALVES)

APLAUSO
Miguel Eduardo Gonçalves

No salto do tempo
Personalíssimo
Senta-se o silêncio
Efêmero, contido
Em taça
Doce amante
Se farta
Como o som
De um soneto
Naquelas noites raras
Em que escassa a luz
E a intimidade aviva
Quando já é manhã.

(www.usinadeletras.com.br)


sábado, 26 de outubro de 2013

A FLOR DO MARACUJÁ (FAGUNDES VARELA)

A Flor do Maracujá
Luis Nicolau Fagundes Varela
(Rio Claro-RJ-1841-Niterói-RJ-1875)

Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá!

Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas do sereno
Nas folhas de gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá!

Pelas tranças da mãe-d'água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá!

Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!

Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá!
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová!
Pela lança ensanguentada
Da flor do maracujá!

Por tudo o que o céu revela!
Por tudo o que a terra dá
Eu te juro que minh'alma
De tua alma escrava está!...
Guarda contigo esse emblema
Da flor do maracujá!

Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em — a —
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ENTRE O SER E AS COISAS (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)

Carlos Drummond de Andrade (1902 / 1987 )

" Entre o Ser e as Coisas "

Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e a rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.

As almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago e brando
o que a de natureza corrosiva.

Nágua e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas a mais nuas.

E nem os elementos encantados
sabem do amor que o punge e que e, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.


Carlos Drummond de Andrade
Itabira, Minas. 31 de outubro de 1902
Botafogo, Rio de Janeiro 17 de agosto de 1987
in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
  J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed.   1963

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

SONETO DO AMOR TOTAL (VINICIUS DE MORAES)

Soneto do Amor Total

Amo-te tanto, meu amor... Não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

ÚLTIMA PÁGINA (ALCEU WAMOSY)

Alceu de Freitas Wamosy
1895 - Uruguaiana RS - 14 de fevereiro
1923 - Livramento, RS - 13 de setembro



 " Última Página "


Todo este grande amor que nasceu em segredo,
e cresceu e floriu na humildade mais pura,
teve o encanto pueril desses contos de enredo
quase ingênuo, onde a graça ao candor se mistura.

Entrou nos nossos corações como a brancura
de uma réstia de luar numa alcova entra a medo.
Nunca teve esse fogo intenso de loucura,
que há em todo amor que nasce tarde e morre cedo.

E quando ele aflorou tímido e pequenino,
como uma estrela azul no meu, no teu destino,
não sei que estranha voz ao coração me disse,

que este amor suave e bom, de pureza e lealdade,
sendo o primeiro amor da tua meninice,
era o último amor da minha mocidade.


(OS MAIS BELOS SONETOS, J. G. DE ARAÚJO JORGE)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

DIVAGAÇÃO

DIVAGAÇÃO

Filemon Martins


O sol se põe
e a tarde morre lentamente.
O céu está azul,
manchado de vermelho
como se fosse um espelho
a refletir minhas mágoas.


E absorto neste quadro lindo
com tanta luz e poesia,
eu me vejo assim:
- Pensando no teu silêncio...
... E como dói o teu silêncio em mim.

Caixa Postal 64

11740-970-Itanhaém-SP.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

AMOR SUPREMO

AMOR SUPREMO

Filemon F. Martins

Meu coração recorda, emocionado,
o amor que norteou a minha vida,
e continua presente e bem guardado
na inspiração dos versos meus, querida.

Envolto nas lembranças do passado
preservo o que vivi, de fronte erguida.
Vou galopando pelo verde prado
onde a Esperança mora e faz guarida.

E enquanto o coração bater sedento,
vou prosseguir buscando o meu intento:
- continuar feliz por onde eu for.

Quero rever a Luz da madrugada
e despertar ao som da passarada
para viver, contrito, o nosso Amor!

filemon.martins.uol.blog.com.br
Caixa Postal 64

11740-970-Itanhaém-SP.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

BEM VINDA (PAULO FRANCO)

BEM VINDA

(para minha filha, na noite em que ela nasceu).

PAULO FRANCO


Quero a noite mais bonita;
quero a estrela mais brilhante;
quero a flor de mais perfume,
pra receber você.

Quero as palavras mais doces;
quero a canção mais suave;
quero os versos mais bonitos,
pra receber você.

Seja bem vinda, com lua ou sem lua,
porque a poesia você traz no olhar,
porque lá fora, na noite, na rua,
a vida parou pra ver você chegar.


(www.prefacio.net)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

MUNDO PEQUENO (MANOEL DE BARROS)

Mundo Pequeno
do livro "O Livro das Ignorãças" - ed. Civilização Brasileira.

Manoel de Barros

I 
O mundo meu é pequeno, Senhor.
Tem um rio e um pouco de árvores.
Nossa casa foi feita de costas para o rio.
Formigas recortam roseiras da avó.
Nos fundos do quintal há um menino e suas latas
maravilhosas.
Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas
com aves.
Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os
besouros pensam que estão no incêndio.
Quando o rio está começando um peixe,
Ele me coisa
Ele me rã
Ele me árvore.
De tarde um velho tocará sua flauta para inverter
os ocasos.


(JORNAL DE POESIA, SOARES FEITOSA)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

ANTOLOGIA 15 (Continuação)

TROVADORES EM “O JORNALZINHO” (CONTINUAÇÃO)

Outono, sonho desfeito,
A primavera, ilusão...
Veio o inverno, e o pobre peito
Não viu chegar seu verão!
         ADALTO MACHADO

Brasil de céu tão sereno,
liderança em cada pólo,
és o que há de mais ameno,
és poema! És meu solo!
         ARITA DAMASCENO PETTENÁ

Minha mãe, Deus a levou...
Foi uma verdadeira Santa!
Na vida sempre doou
A bondade que encanta.
         ALFREDO ALENCAR ARANHA

Enquanto a cruz carregava,
Jesus morria de dor.
E junto a ele chorava
Maria, prantos de amor.
         HENNRY KROPF


(ANTOLOGIA 15, PÁGINA 96) 

domingo, 13 de outubro de 2013

TROVADORES (ANTOLOGIA 15)

TROVADORES EM “O JORNALZINHO” (CONTINUAÇÃO)

Árvore, tu és bendita,
foste o berço de Jesus
e depois, graça infinita,
na forma da Santa Cruz.
         PORPHIRIO RODRIGUES

Às margens deste velho rio
desfaço-me num espelho d´água:
minha história se desfaz num cio
ao transformar minha antiga mágoa.
         RONALDO CAGIANO

Um varal de roupas leves
pelo vento sacudidas
são bandeiras desfraldando
os sonhos de muitas vidas.
         HELENA ROTTA CAMARGO

Dentre os sonhos que se vão
Só um ficou para trás,
O de ter no coração
O gosto amigo da paz.
         AFONSO MARIA DA PAIXÃO

(ANTOLOGIA 15, PÁGINA 95)

sábado, 12 de outubro de 2013

CRUZEIRO DO SUL (PAULO FRANCO)

CRUZEIRO DO SUL
PAULO FRANCO

Hoje eu parei só pra ver o sol nascer,
e parei mais uma vez, vendo o sol se esconder.
Quando o horizonte se abriu, feito um imenso portão,
eu senti nascerem asas no meu coração.

Foi tanto ouro no céu, tanto brilhante no mar...
Foi como se o criador quisesse recriar.
Abri o peito e deixei o coração voar.

Chorei, vendo o sol se esconder e o portão se fechar,
pois eu, nesse deslumbramento, esqueci de entrar.
Porém, uma imensa janela se abriu
e um céu com mil diamantes surgiu,
e eu saltei a janela e lancei-me no azul;
braços abertos no espaço: Cruzeiro do Sul.

(www.prefacio.net)


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

TROVADORES EM "O JORNALZINHO" (CONTINUAÇÃO)

TROVADORES EM “O JORNALZINHO” (CONTINUAÇÃO)

A bigorna vejam bem,
suporta os golpes do malho,
mas na ferrugem também,
morreria sem trabalho!
        C. A. BEIRAL

As vagas cobrem as praias,
Pra descobrir a seguir;
Tal as procelas humanas,
Estão sempre a ir e vir.
        LEONE CAVALCANTE

A vida pôs por maldade,
Tanta distância entre nós;
Que quando eu canto é a saudade,
Que faz a segunda voz.
        IZO GOLDMAN

Fosses menos orgulhoso,
dissesses o que não dizes,
serias mais venturoso
e nós dois bem mais felizes...
        AMÉLIA THOMAZ


(ANTOLOGIA 15, PÁGINA 96)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

TROVAS (ANTOLOGIA 15, POSTAL CLUBE)

TROVAS (ANTOLOGIA 15, PÁGINA 48)
Filemon F. Martins

Quase sempre fico mudo
quando a razão perde a cor.
Calar, às vezes, diz tudo
para um bom entendedor.

Às vezes me ponho mudo
ante o mistério profundo,
porque Deus já disse tudo
nas maravilhas do mundo.

Neste mundo conturbado,
nada me causa mais dor,
que ver sofrer, desprezado,
um coração sem amor.

Eu trago lá do Nordeste
do povo alegre, a bravura,
da terra boa do agreste,
simplicidade e ternura.


filemon.martins.blog.uol.com.br

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ANTOLOGIA 15

TROVADORES EM “O JORNALZINHO” (CONTINUAÇÃO)

O Jornalzinho é bacana,
ninguém pode contestar...
Araci tem raça e gana,
não ousamos duvidar!
FRANCISCO C. ROCHA
A dor que meu peito encerra,
dói muito e digo porquê:
É por causa da saudade,
que eu sinto de você!
IRINEU KLING
O teu rosto lindo e casto,
é meu mais raro tesouro,
um camafeu de alabastro,
com incrustação de ouro!
LUIZ ALFREDO
Coração que bate-bate,
coração do meu viver,
quero sempre estar contigo,
sentindo grande prazer.
GIOVANA AF SANTOS


(ANTOLOGIA 15, PÁGINA 95)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

TROVADORES EM "O JORNALZINHO" (CONTINUAÇÃO)

TROVADORES EM “O JORNALZINHO” (CONTINUAÇÃO)

A saudade é tão grande
que eu não suporto mais
viver aqui tão distante
do bem que você me faz.
       JOSÉ CARLOS SANTANA
Aos talentosos confrades,
irmãos no verso e na Trova,
almejo felicidades
e uma vida sempre nova.
       FILEMON F. MARTINS
Eu sigo no meu caminho,
as pegadas do Senhor:
só com gestos de carinho
e com palavras de amor.
       NEALDO ZAIDAN
O poeta ao versejar
com rapidez de memória
tem o poder de narrar
numa quadrinha uma história.
       JOSÉ CORRÊA FRANCISCO


(ANTOLOGIA 15, PÁGINA 95)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ANTOLOGIA 15

Acabo de receber de ARACI BARRETO, a ANTOLOGIA 15, uma coletânea editada pelo Postal Clube, com 96 páginas e 34 participantes. A organização traz a marca registrada de Araci Barreto: competência e dedicação. Quem tiver a felicidade de ler o livro, com certeza, não se arrependerá. Algumas informações importantes e excelente poesia, como estas trovas, por exemplo, TROVADORES EM “O JORNALZINHO”:

Vencendo as dificuldades
a gente jamais se cansa
quando transforma as saudades
em cantigas de esperança.
       WALTER SIQUEIRA
Quando a vida não nos dá
tudo aquilo que queremos,
não é a vida que é má,
somos nós que mal vivemos.
       LUIZ CARLOS DO COUTO
A criança pelas ruas
pede restos de comida.
O político pede votos
e goza os prazeres da vida.
       ARACI BARRETO
Deixe eu passar bem de manso,
como o vento passa leve.
Não tenho pressa no avanço,
que esta vida é tão breve.

       HUMBERTO DEL MAESTRO 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CIRANDA DE TROVAS - TEMA CRIANÇA

CIRANDA DE TROVAS – TEMA CRIANÇA
Filemon F. Martins

NO TEU SORRISO, CRIANÇA,
VEJO O MAIS BELO PERFIL,
PORQUE TU ÉS A ESPERANÇA
DO FUTURO DO BRASIL.

CRIANÇA ÉS FLOR, ÉS BONANÇA
ESPARGINDO LUZ E AMOR,
PORQUE TRAZES A ESPERANÇA
DE FUTURO PROMISSOR.

CRIANÇA, TEU SORRISO É TUDO,
TRAZ UM BRILHANTE PORVIR,
SE AMPARADA COM ESTUDO,
O MUNDO VOLTA A SORRIR.

QUE O TEU FUTURO, CRIANÇA,
SEJA DE LUZ E ESPLENDOR,
VISLUMBRE DE CONFIANÇA
NO MUNDO DO DESAMOR.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

UM GRANDE AMOR

UM GRANDE AMOR

Filemon F. Martins

Acordo cedo e a saudação começa,
um pássaro cantando na ramada,
não para de pular, trinando à beça,
talvez para acordar a sua amada.

Emplumado a trinar, mesmo sem pressa,
ele quer conquistar a namorada.
Um grande amor em seu cantar confessa
sem demonstrar cansaço na empreitada.

Igual a mim, amigo passarinho,
que espero receber algum carinho
de quem o coração nunca esqueceu...

E igual a ti, também acordo cedo,
e professo em meus versos sem segredo,
o grande amor que a vida não me deu!


filemon.martins@uol.com.br
filemonmartins@bol.com.br
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terça-feira, 1 de outubro de 2013

TROVAS DO FILEMON

TROVAS
Filemon F. Martins

Não me queixo desta vida,
apesar da minha idade.
Queixo, sim, da despedida
que me trouxe esta saudade.

Quando a amargura me assalta
e a tristeza o peito invade,
eu sinto que a tua falta
vai me matar de saudade.

Nesta manhã reluzente
de sol aquecendo a terra,
vejo a beleza presente
no teu olhar cor de serra.

Entre flores, no meu sonho
estavas nos braços meus.
Mas de repente, tristonho,
acordei ouvindo “adeus”.

www.filemon-martins.blogspot.com
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