domingo, 30 de março de 2014

LIVRO DE POEMAS (ORAÇÕES) DE MARIA JOSÉ Z. TAUIL

Acabo de receber da escritora e amiga MARIA JOSÉ ZANINI TAUIL, uma preciosidade: seu mais recente livro REFÚGIO E FORTALEZA – Orações, publicado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, em Novembro de 2013. Agradeço a Maria José Tauil pelo livro e pela dedicatória. Eis um poema da Poetisa Maria José Zanini Tauil, transcrito do site www.prefacio.net -

POEMA TORTO

A dor visita meu coração
com traje rigor
revolto-me,
repico meus sinos,
congrego os loucos,
nego a validade
da metafísica

Aplico-a em versos insanos
e assim confirmo
o caráter alucinatório
do meu mundo interior

Sou poeta freelancer,
por isso não me importo
se o mar está revolto
Meu barquinho continua lá...

Bulino a inspiração
para versos imperfeitos
chega de tudo certinho,
como versos de soneto

Fecho os olhos
nada de céu estelar
ou voo de unicórnios

Rasgo a folha
porcaria de poesia
m.... de inspiração!

Amasso...faço bolinha,
jogo pela janela
Quem o recebe na cabeça,
nem pode imaginar
que era um poema torto,
inacabado...

Porque, na verdade,
a poeta esqueceu mesmo
a conjugação do verbo amar...

mjzt

sábado, 29 de março de 2014

LIVRO DO HUMBERTO DEL MAESTRO

Recebi do escritor e amigo HUMBERTO DEL MAESTRO seu mais novo livro QUADRAS E TERCETOS ESQUECIDOS – POEMAS DOLOROSOS (e outros mais amenos) E SONETOS, publicado agora em março de 2014. Grato pelo livro e pela dedicatória, amigo. Humberto Del Maestro foi focalizado no meu livro FAGULHAS, sob o título UM POUCO DO POETA HUMBERTO DEL MAESTRO, página 194. Trovador de primeira linha, sonetista nato. Um intelectual por excelência. Extraído do livro, o soneto MILAGRE, página 199:
      Contigo alcanço graça, fantasia
e mil momentos de felicidade.
Se longe estás, as horas de ansiedade
levam de mim a mais leve alegria.

És como uma nascente de poesia,
o brilho que me aponta a divindade.
Tua ausência me inunda de saudade,
de tristeza, de angústia e nostalgia.

Revelar tal fraqueza não me humilha.
És mais do que uma irmã, do que uma filha.
Contigo adentro mundos coloridos.

Nos braços teus encontro o meu asilo,
em teu peito me sinto mais tranquilo

e o teu sorriso canta em meus ouvidos.  

segunda-feira, 24 de março de 2014

ESCADA DE TROVAS

ESCADA DE TROVAS
                      Filemon F. Martins
SUBINDO:

“QUEM VIVE LEMBRANDO AMORES”
vai perdendo a emoção,
porque viver velhas dores
não faz bem ao coração.

“POIS VAI DE AMORES MATANDO”
momentos bons, sem iguais,
que a vida vai cultivando
ao longo dos ideais.

“PROVOCA MÁGOAS E DORES”
quem vai e fica também,
pois todos os dissabores
são as saudades de alguém.

“SAUDADE, DE QUANDO EM QUANDO”
sem ser plantada, floresce,
no peito já vai brotando
como se fosse uma prece.

NO TOPO:
 “SAUDADE, DE QUANDO EM QUANDO,
PROVOCA MÁGOAS E DORES,
POIS VAI DE AMORES MATANDO
QUEM VIVE LEMBRANDO AMORES.”

        Mário Barreto França
           (In memoriam)



domingo, 23 de março de 2014

FIM DA LINHA (PABLO DEMÉTRIO)

FIM DA LINHA
PABLO DEMÉTRIO

Moça recatada
Tem que andar na linha
Pessoas elegantes
Sempre andam na linha
A Maria fumaça
Também anda na linha
O pescador que sonha
Lança sua linha
A boa costureira
Pega na agulha e na linha
O jogador que se destaca
Sempre joga na linha
A garotada da minha rua
Joga amarelinha
A cafifa do menino
Voa presa à linha
Todo pensamento
Também segue sua linha
O homem que é sábio
Lê nas entre linhas
Deus escreve certo
Em qualquer linha
E se acabou a tua fé
Chegou o fim da linha.

(POSTAL CLUBE, ANTOLOGIA 15, PÁGINA 69)


sábado, 22 de março de 2014

ESTRADA DO "EU" (RACHEL KEKA ALVES)

ESTRADA DO "EU"- (Soneto) -


Ontem, percorri sozinha ruas obscuras,
Na ânsia louca do sentir,
Era uma estrada de sonhos,
Onde a brisa das palavras me acompanhavam.

Quero transformar o sonho
em voo...em liberdade,
Esquecer compromissos tolos e a racionalidade,
Hei de reencontrar a minha inocência perdida...!

Semearei flores nas madrugadas
Sem medo, da troca e da partilha,
Derrubando muralhas cultuadas.

Andanças minhas dos pés e da memória,
De uma distância sentida... perdida...
E encontrar-me-ei na maresia de uma noite de luar.

*(By Rachel KeKa Alves)*


(www.prefacio.net)

ESCADA DE TROVAS - AMOR

ESCADA DE TROVAS – AMOR
FILEMON F. MARTINS

Por que só me dizes não,
sabendo que és amada?
Há ternura na canção
de nossa noite estrelada.

Se nosso amor é profundo,
meu coração não duvida,
não quero ser vagamundo
nem leviano na vida.

E o que diz teu coração
quando te beijo, sorrindo?
Não sentes mais afeição?
- Por que viver só fugindo?

Não compreendo teu mundo
de insegurança e segredo.
Quase sempre me confundo
e às vezes, morro de medo.

NO TOPO:
NÃO COMPREENDO TEU MUNDO
E O QUE DIZ TEU CORAÇÃO.
- SE NOSSO AMOR É PROFUNDO,
POR QUE SÓ ME DIZES NÃO?

(DO LIVRO ANSEIOS DO CORAÇÃO, PÁGINA 132)


quinta-feira, 20 de março de 2014

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Perpassa uma brisa mansa
beijando as águas do mar,
enquanto a tarde descansa
e espera a noite chegar.

Velhos tempos – que saudade
da infância que tive outrora!
Meus sonhos – fatalidade,
um por um foram embora.

De manhã, sinto o perfume
das flores no meu jardim,
e um beija-flor – que ciúme,
chegou bem antes de mim.

Não reclamo da jornada,
dos problemas que são meus.
Quanto mais íngreme a escada,
mais perto fico de Deus.


(DO LIVRO ANSEIOS DO CORAÇÃO)

quarta-feira, 19 de março de 2014

AH! NÃO SEI... (VERA DE BARCELLOS)

AH! NÃO SEI...
VERA DE BARCELLOS (vera.de.barcellos@gmail.com)

Não sei...
Se sigo as linhas
que se descortinam... ou
se me passo a valsear
os passos de uma valsa de verão.
O sino da capela
toca em surdina iluminada
e lampejos de brilhos seguem
um mesmo caminho que o meu...
Ah! Um vesperal de cantos
surge vagarosamente nos cantos
mais distantes de minhas recordações.
As brumas de um frio energizante
toca um corpo nu,
sedento de paixão...
Não sei se sigo as linhas
que se descortinam
ou se abraço as brumas
de um encanto que já passou...
Quem sabe em outras voltas, que a vida dá
nos valseios em direção ao sonho meu...


(POSTAL CLUBE, O JORNALZINHO, PÁGINA 6)

terça-feira, 18 de março de 2014

PALAVRA (DOUMERVAL TAVARES FONTES)

PALAVRA
DOUMERVAL TAVARES FONTES

Na Bíblia, livro sagrado,
É onde encontramos o registro
Daquilo que Deus quis dizer
A nós... desde o Gênese até o Apocalipse.

Cristo, divino mestre nos guia
Com suas sábias mensagens
Nelas, encontramos respostas
Para nossas indagações.

São mensagens de coragem e exortação.
Quando a consultamos, abrimos
Nosso coração ao que Ele
Espera de nós...


(POSTAL CLUBE, ANTOLOGIA 14, PÁGINA 31)

segunda-feira, 17 de março de 2014

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Poema soberbo e lindo
escrito por Deus, em cores:
é a Natureza sorrindo
atapetada de flores.

Esta saudade faceira
que chega e logo se ajeita,
vai roubando, sorrateira,
minha vida já desfeita.

Um sentimento profundo
vem meu poema compor:
querer transformar o mundo
usando o poder do amor.

A brisa passa e sussurra
uma canção de bonança,
e a praia, envolta em ternura,
lembra um lençol de esperança.


(DO LIVRO ANSEIOS DO CORAÇÃO)

sábado, 15 de março de 2014

TROVAS DE LUIZ HÉLIO FRIEDRICH

Trovas de Luiz Hélio Friedrich (UBT DE CURITIBA)

Meu pai, sisudo e calado,
não me deu muito conselho.
Porém, seu exemplo, honrado,
segue sendo o meu espelho.

O poeta quando canta
a sua dor que é infinda
até a Deus ele encanta:
-Ganha mais dores , ainda!

Debruçada sobre o berço
do seu querido filhinho
busca a mãe, rezando o terço,
indicar-lhe um bom caminho.

Com letras, hoje trabalho,
em meu sonho de escritor;
é com elas, que encascalho,
meu caminho trovador.


Trovador lute com garra
na expressão do sentimento
pra romper qualquer amarra
que aprisione o pensamento.


Trova, pequena poesia,
que tantos encantos traz,
canta o amor, canta a alegria,


canta a pureza da paz.

quinta-feira, 13 de março de 2014

TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

À noite, chega a saudade,
vem de longe essa danada,
vai ficando, sem alarde,
e mata sem dizer nada.

Quanto mais penso na vida,
neste mundo de festim,
sinto que a minha corrida
chega mais perto do fim.

Pela praia, andando a esmo
ouvindo o som da maré,
sinto crescer em mim mesmo
o poder que vem da fé.

Vejo o mar azul e calmo,
ouço o sussurro do vento
que passa cantando um salmo
às nuvens no firmamento.


(Do livro ANSEIOS DO CORAÇÃO) 

quarta-feira, 12 de março de 2014

PARA MINHA FILHA (PAULO FRANCO)

Para minha filha.
Paulo Franco


Se os passarinhos cantavam
e as florezinhas sopravam
seu perfume no ar,
não sei.
Eu nunca reparei,
até você chegar.

Se abelhas faziam mel;
se havia estrelinhas no céu
e peixinhos no mar,
não sei.
Juro que não notei,
até você chegar.

O céu não era tão azul,
até você chegar,
e não havia o cruzeiro do sul,
até você chegar.

E eu que jurava não ter
mais nada para aprender
a respeito de amar...
Nem sei:
chego a pensar que não amei;
eu acho sim que nunca amei
até você chegar.


(www.prefacio.net)

terça-feira, 11 de março de 2014

NO PALCO (CÉLIA LAMOUNIER)

NO PALCO
Célia Lamounier

Estamos todos sozinhos,
Entregues a nosso destino:
Vede uma dor que aparece,
Uma criança que chora,
Um grande amor que se esquece,
Um homem velho que tomba!

Vede também quanta guerra,
Quanta ambição desmedida
E tanta luta perdida!

Sozinhos...
No palco da terra.


(Postal Clube, Antologia 14, página 25)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pablo Neruda (Poeta Chileno)

Pablo Neruda (Poeta Chileno, 1904 - 1973)


Lembre que qualquer momento é bom para começar
E que ninguém é tão terrível para claudicar.
Não esqueça que a causa de
Teu presente é
Teu passado assim como a causa de
Teu futuro será
Teu presente.
Aprende dos audazes, dos fortes
De quem não aceita situações,
De quem viverá apesar de tudo,
Pensa menos em teus problemas
E mais em teu trabalho
E teus problemas sem alimentá-los morrerão.
Aprende a nascer com a dor
E a ser maior que o maior
Dos obstáculos.

(Postal Clube, O Jornalzinho, Jan/Fev, página 10)


domingo, 9 de março de 2014

A MULHER (CATHARINA DIRCEARCOVERDE)

A MULHER
Catharina DirceArcoverde

Canção é poesia
Aliança é comunhão
Células somos
Eterna mutação
Concede-nos a graça de ser mulher
Força... Energia do amor
Sabedoria madura
Saber viver com ternura
Amor é sua essência
Ser perseverante no ato do querer
Ter na alma vigor
A chama do amor
A mulher sabe amar ser amada
Silêncio do olhar é amor
Guerreira contorna obstáculos
Evoluir prosseguir
Suprema soberania do Mestre Criador
Acreditar...
Ser simplesmente mulher. 



(www.prefacio.net)

RESSURREIÇÃO

RESSURREIÇÃO
Filemon F. Martins

Já não lamento o fim daquele sonho
que o tempo, impiedoso, me levou.
- Venturas e alegrias – pressuponho
tombaram pelo chão, nada sobrou.

Por que sofrer, chorar, viver tristonho?
Se o vendaval que assusta já passou?
Reconstruir é tudo o que me imponho
e gritar para o mundo: aqui estou.

Tal como a fênix ressurgir da morte
e as cinzas sacudir buscando a sorte,
embora os olhos marejados d´água.

Meus versos jorrarão como uma fonte
fervilhando de amor vencendo a ponte,
mesmo cobertos de saudade e mágoa!


(Do livro ANSEIOS DO CORAÇÃO, página 103)

sábado, 8 de março de 2014

PROMESSAS

Promessas
Filemon Martins


Se não consigo obter o teu carinho
e essa rotina não me satisfaz,
serenamente deixo o teu caminho,
- há tempo ainda de buscar a paz.


No silêncio das noites, tão sozinho,
meus pensamentos turvos são reais,
as esperanças fogem de mansinho
e as amarguras chegam logo atrás.


Por que será que a vida só promete
e quando a gente cobra, ela repete
promessas que já fez e não cumpriu?


Assim, meu coração desesperado
não consegue entender, está cansado:
- o amor chegou, entrou, mas já partiu!


Caixa Postal 64
11740-970-Itanhaém-SP.





sexta-feira, 7 de março de 2014

LENDO O JORNAL (ARACI BARRETO)

LENDO O JORNAL
ARACI BARRETO

A roda do tempo, rodando
O tempo da vida, seguindo
O corpo no espaço, girando
A alma sem calma, subindo
O som do silêncio, alarmando
A força do mal, avançando
O ente na vida, vivendo
A vontade de viver, morrendo
O sol no rosto, aquecendo
A mente assustada, rezando
A chuva bem fina, molhando
O pó, sem querer, sufocando
As mãos ansiosas, pedindo
A dor caprichosa, aumentando
A fé no horizonte, surgindo
A noite sem lua, assustando
O povo na terra, sofrendo
O mundo rodando, caindo, sumindo...


(POSTAL CLUBE-ANTOLOGIA 14, PÁGINA 18)