quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

MAIS TROVAS

MAIS TROVAS
 
FILEMON MARTINS
 
 
 
“O futuro a Deus pertence”

não ao destino também;

é preciso que se pense

“o Presente é o que convém”.

 

Se a mulher é assim bonita,

por que pressa pra casar ?

Veja que alguma desdita

pode teus sonhos toldar.

 

O Tempo passa levando

nossos doces ideais.

Mas, quando estamos chorando,

ele vem trazendo mais.

 

Este cigarro, este fumo

que você traga com gosto,

será depois, em resumo,

o seu mais forte desgosto.
 
 
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

TROVAS

TROVAS
 
FILEMON F. MARTINS
 
 
Falando de amor, Maria,

que saudades sinto agora

daquela doce alegria

que em teus olhos vi outrora.

 

No teu sorriso, criança,

vejo o mais belo perfil,

porque tu és a esperança

do futuro do Brasil!

 

No livro da Natureza

as lições são sem iguais.

Tenho, por isto, certeza

que é onde se aprende mais.

 

Nenhum poema é mais belo

e inspira tanta esperança,

do que um sorriso singelo

no rosto de uma criança.
 
 

 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

TROVAS DO FILEMON


TROVAS DO FILEMON

     


Tenho certeza que a trova

- poema feito de amor,

é um sonho que se renova

na vida do Trovador.

 

Do fruto vem a esperança,

depois da bonita flor.

Assim também a criança,

depois de um florido amor.

 

Quero-te assim, carinhosa,

na singeleza da flor:

tão bonita e perfumosa,

essência de um puro amor.

 

Quem conversa sem saber,

querendo ser sabichão,

cuide, que vai receber

severa repreensão.

 


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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

ESCADA DE TROVAS


ESCADA DE TROVAS

                         

Filemon F. Martins          

                                                                                     

SUBINDO:

 

 

“SURGE NOS BRAÇOS DE UM SONHO”

numa beleza sem fim,

e a poesia que componho

fica mais perto de mim.

 

“DE REPENTE, A LUA MANSA”

aparece sorridente

dando vivas à esperança

e sorrindo à minha frente.

 

“O ESPAÇO É VASTO E MEDONHO”

quase sempre me dá medo,

que às vezes fico tristonho

pensando no teu segredo.

 

“É FRIO, A NOITE DESCANSA”

e sonho com as estrelas

tão belas, ninguém alcança,

- só é permitido vê-las.

 

NO TOPO:

 

“É FRIO, A NOITE DESCANSA;

O ESPAÇO É VASTO E MEDONHO.

DE REPENTE, A LUA MANSA

SURGE NOS BRAÇOS DE UM SONHO.”

                                                      

 

Humberto Del Maestro

Vitória – ES.

 

 

                                                                

       

 

domingo, 27 de janeiro de 2013


SUBINDO

 

CARLOS RIBEIRO ROCHA

 

“MINHA ALMA ESTARÁ TE AMANDO”

ainda depois da morte,

o amor sobrevive, quando

é firme, grandioso e forte.

 

“MEU CORPO ESTARÁ DORMINDO”

enquanto minha alma sonha

com o paraíso mais lindo

em que te aguardo, risonha.

 

“DE OLHOS FECHADOS, SONHANDO,”

o meu mundo descortino,

vejo os anjos poetando,

ouço o som de um violino.

 

“QUANDO ME VIRES, SORRINDO,”

enxugarás o teu pranto,

e terás um gozo infindo

nesse vergel onde canto.

 

NO TOPO

 

“QUANDO ME VIRES, SORRINDO

DE OLHOS FECHADOS, SONHANDO,

MEU CORPO ESTARÁ DORMINDO...

- MINHA ALMA ESTARÁ TE AMANDO...”

 

APARÍCIO FERNANDES

      (In Memoriam)

sábado, 26 de janeiro de 2013

MELANCOLIA


      MELANCOLIA

        Filemon F. Martins

 

A tarde começou chuvosa e triste,

no coração bateu uma saudade,

parece que a tristeza ainda insiste

em ditar moda após a mocidade.

 

A noite surge bela e não resiste

à luz da lua bailando na cidade,

meu coração é forte e não desiste

desse amor sensual que o peito invade.

 

Meu sonho já não é tão colorido,

por isso, às vezes, fico comovido

sentindo a dor de quem nunca viveu...

 

E vou levando a minha desventura

cantando um salmo alegre de ternura

para esquecer que a vida me esqueceu!

 


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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

JULGAMENTO


        JULGAMENTO

                Filemon F. Martins

 

Não me passou jamais pela cabeça

julgar e condenar qualquer pessoa.

Quem não tiver pecado, que apareça,

- jogue a pedra que fere e que magoa.

 

“Não julgueis”. Que este não esqueça

da mensagem do Mestre, que ressoa

para que a Luz divina resplandeça

sobre os homens que têm vontade boa.

 

Minha vida pautei pela Esperança,

pela decência do viver honesto,

- quantas vezes paguei um alto preço?

 

Não me fascina a glória da abastança,

prefiro o meu viver sempre modesto,

e tenho, nesta vida, o que mereço!

 


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

AMOR POR CARTAS


AMOR POR CARTAS

JÔ TAUIL

Amei o amor distante
O beijo ausente
O abraço imaginado
Envelopes sugerem epifanias

Adentrei o labirinto
De tuas palavras
Busquei consolo nas ausências
Acendi o fogo da paixão
Tomei posse da terra
Que me foi prometida

Ansiava pela chegada
Que abriria o mar vermelho
Da minha vida

Um dia, tua voz
Gritou meu nome
Enfim te conheci!

A quem me visitava
Só com palavras
Novo sentimento
Se estabeleceu:
Dobrei-o como papel
E mandei-o de volta...

Não pode haver alguém
Melhor que cartas
Promessas de espera
Motivos não cabem em palavras

A pessoa que chegou
Não era aquela
Que a correspondência habitou

Ficou a triste descoberta:
O homem que amo
Ainda não nasceu...

 

(Do www.prefacio.net)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Estrangeira


Estrangeira

Delasnieve Daspet
.
Na ponta do lápis
Nesta existência descubro-me
Sem medos, sem remorsos, sem lamentações,
Uma incógnita!
.
Tudo é estranho na vida
O ambiente muda
E a apatia é total.
.
Crise de saudade
Do que não sei...
Do nascer e não saber.
.
Incomunicação total
Não poder dizer a ninguém
O que se houve e o que não há.
.
Sou de onde,
De que raça,
De qual cultura,
Quem me ama,
O sistema de valores é igual?
.
Tudo é estranho e irreal,
Neste mundo de regras exóticas,
Não consigo compartilhar meus anseios,
Sou estrangeira em meu meio.

 
Campo Grande - MS -29.01.2012

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

PERFIL

PERFIL
(Declaração de amor à cidade de São Paulo)

 
Nasci Filemon, o Martins,
aquele que ama, o amante.
Aos 17 de janeiro de 1950,
em Ipupiara, Bahia.
Capricorniano, signo de Terra,
persistente, teimoso, mas emotivo.
Nasci na Terra de Castro Alves, de Rui, o Barbosa,
de Jorge, o Amado, de Carlos Ribeiro, o Rocha,
de João Ubaldo, o Ribeiro.
Mas amo São Paulo, a cidade grande e incomparável.
Amo São Paulo, a amiga contraditória e bela,
porque me acolheu, porque me ensinou,
porque me fez Homem.
Poeta sem registro, sem escola,
sem nome e sem compromisso,
mas Poeta do Amor e da Saudade,
do cantar dos pássaros e da canção da brisa.
Às vezes, cronista da rua e trovador da lua.
Não sei rezar, nem sei cantar,
mas sei, sobretudo, agradecer:
sou Poeta da Alegria e da Dor,
e se a vida tem fim,
minha Poesia é sem fim:
- Obrigado, Senhor!

 

domingo, 20 de janeiro de 2013

TROVAS DO FILEMON


TROVAS DO FILEMON

 

No mundo do desamor

ao poeta, nada importa,

se na saudade e na dor

a inspiração o conforta.

 

“É um prazer bem diferente”

que sinto nos braços teus,

quando sorris, docemente,

dando vida aos sonhos meus.

 

Nenhum poema é mais belo

e inspira tanta esperança,

do que um sorriso singelo

no rosto de uma criança.

 

Quando a dor invade o peito,

castigando o coração;

amigo é aquele sujeito

que vem nos dar sua mão.

 

“Nos golpes frios do vento”

nem sempre há só desventura,

que às vezes o sofrimento

traz mais vida à criatura.

 


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sábado, 19 de janeiro de 2013

LOUVOR A DEUS


LOUVOR A DEUS

       Harley Clóvis Stocchero

Senhor, quando eu te louvo e te bendigo,

com a certeza da misericórdia,

por seres sempre bom e sempre amigo,

venho pedir perdão, paz e concórdia.

 

Senhor, eu sei que o mal, nosso inimigo

e que produz na vida só mixórdia,

quer que façamos a guerra contigo

ao plantar as sementes da discórdia.

 

Por isso venho aqui saudar a cruz,

glorificando os passos de Jesus,

que tanto amor deixou contra a maldade;

 

Senhor, que o teu amor e tua luz,

que ao caminho do bem todos conduz,

produza bênçãos para a Humanidade!

 

(Antologia II, Sete Poetas, Curitiba-Paraná, página 36)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

PRECE DE ANIVERSÁRIO


PRECE DE ANIVERSÁRIO

Filemon F. Martins

Janeiro, dezessete.
Uma primavera a mais em minha vida,
mais uma dádiva dos céus.
Nada importa se o meu aniversário
não tem flores, nem bolos ou festas.
Importa que a poesia no correr do tempo
tem sido a minha grande companheira.

Apesar dos imprevistos, dos desencontros,
dos dissabores, das ilusões,
eu tenho muito que agradecer:
- A esposa, filhos e filhas, netos e netas,
a vida, a bênção da saúde,
os amigos que conquistei,
o incentivo que me deram
e o carinho que deles sempre recebi...

Mas, agora, SENHOR,
depois de tudo que me deste,
ainda quero Te pedir,
não o orgulho da riqueza,
nem a glória que seduz,
eu quero muito mais:

Quero subir ao Calvário,
quero deixar aos pés da cruz
minha descrença, meu pessimismo,
minha vaidade, meu egoísmo,
minha fraqueza e o meu sofrer.
E que estes versos do “poeta errante”
possam levar ao moço, ao velho e à criança,
um vislumbre de paz e de esperança
e o verdadeiro Amor,
que tudo suporta e crê,
Amor que se fez Luz
REFLETIDO NOS OLHOS DE JESUS!


filemon.martins@uol.com.br
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ESCADA (FILEMON E TÂNIA)


ESCADA DE TROVAS – Sonhos Sepultados

Filemon Martins e Tânia Voigt

SUBINDO:

SEPULTOU OS SONHOS MEUS
sem nenhuma piedade...
Rogo que diga, por Deus,
por que tamanha maldade?! (Tânia)

MEU CORAÇÃO, DESOLADO,
não sabe o que aconteceu
ao ver um sonho encantado
num olhar que se perdeu. (Filemon)

QUANDO ME DISSESTE ADEUS
tu levaste a minha vida
grudada nos passos teus...
Ah, que sina imerecida! (Tânia)

NÃO ME ESQUEÇO DO PASSADO
e do teu beijo também,
como era doce o pecado,
como te quero, meu bem. (Filemon)


NO TOPO:

NÃO ME ESQUEÇO DO PASSADO
QUANDO ME DISSESTE ADEUS.
MEU CORAÇÃO, DESOLADO,
SEPULTOU OS SONHOS MEUS.

Filemon F. Martins
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

METAFÍSICA


      METAFÍSICA

            Sávio Soares de Sousa

 

Em Destino eu não creio. Desconfio

que uma Suprema Inteligência Eterna,

criadora do mundo, é que governa

astros, homens, marés, águas de rio...

 

Às vezes, uma dúvida me inferna,

que procuro driblar, por desfastio:

- Move, de fato, amor, a Alma Paterna,

no trato com seus filhos, correntio?

 

Mas a dúvida esvai-se, inútil, quando

me recolho à penumbra do meu quarto,

humilde, ante os silêncios do Absoluto.

 

E me acalmo. E me curvo, sopesando

meus pensamentos fúteis, que eu descarto,

e os critérios de Deus, que eu não discuto.

 

(Coletânea Letras no Brasil, página 68)