terça-feira, 30 de abril de 2013

O CATA-VENTO


     O CATA-VENTO

 

         Filemon F. Martins

 

Observando o cata-vento

que, girando, girando e girando

vai embalado pelo vento

sem direção qualquer,

vejo que o nosso Brasil

é como o cata-vento,

a rodopiar todo momento,

mas para o lado

que o capitalismo quer.

 


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segunda-feira, 29 de abril de 2013

CICATRIZES


            CICATRIZES

                        Zeno Cardoso Nunes

 

Marcas perenes, velhas cicatrizes,

marcas de sangue e fogo, marcas fundas,

que vindes de passados infelizes,

que dos golpes da dor sois oriundas!

 

Obedecendo estranhas diretrizes,

misteriosas, esfíngicas, profundas,

de lampejo de estrelas sois matrizes

e de brilho solares sois fecundas.

 

Tétricas marcas de um ferrete duro,

nas penumbrosas sendas do futuro

vos transformais de estigma em brasão.

 

Marcas de dor deixadas pelo açoite

de quem acende o dia e apaga a noite,

sois treva que o porvir torna clarão.

 

(Do livro ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS-PORTO ALEGRE-RS-2001, PÁGINA 97)

domingo, 28 de abril de 2013

ETERNA MÁGOA


 

ETERNA MÁGOA



 Augusto dos Anjos

 

O homem por sobre quem caiu a praga

 Da tristeza do Mundo, o homem que é triste

 Para todos os séculos existe

 E nunca mais o seu pesar se apaga!

 

 Não crê em nada, pois, nada há que traga

 Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.

Quer resistir, e quanto mais resiste

 Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.

 

 Sabe que sofre, mas o que não sabe

 É que essa mágoa infinda assim, não cabe

 Na sua vida, é que essa mágoa infinda

 

 Transpõe a vida do seu corpo inerme;

 E quando esse homem se transforma em verme

 É essa mágoa que o acompanha ainda!

 

sexta-feira, 26 de abril de 2013


           A CAVALGADA
                   Raimundo Correia (1860/1911)
A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
o som longínquo vem se aproximando
do galopar da estranha cavalgada.
 
São fidalgos que voltam da caçada;
vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando;
e as trompas a soar vão agitando
o remanso da noite embalsamada...
 
E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
perde-se após no centro da montanha...
 
E o silêncio outra vez soturno desce...
e límpida, sem mácula, alvacenta
a lua a estrada solitária banha...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

COMPONDO VERSOS


COMPONDO VERSOS

Filemon F. Martins

Eu quisera compor uns lindos versos

que falassem do amor e da paixão,

destes sonhos antigos e dispersos

que ocuparam meu pobre coração.

 

Teus olhos cor de mar, (quase perversos),

pousaram sobre mim, que perdição,

e meus sonhos agora estão imersos

neste mar de beleza e solidão.

 

Por que partiste assim, sem dizer nada,

deixando apenas tua gargalhada

que em saudade se fez e em mim convive.

 

Peço para que voltes, doce amada,

porque sem luz não há mais alvorada,

sem teu amor meu coração não vive!

 



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quarta-feira, 24 de abril de 2013

CÂNTICO DA ESPERANÇA


CÂNTICO DA ESPERANÇA

Filemon F. Martins

Depois de palmilhar estrada afora,
a vida, sutilmente, me ensinou
que cada dia nasce nova aurora
e me diz que a Esperança não findou.

Na vida, muitos sonhos vão embora,
outros chegam. Nem tudo terminou.
A Luz há de brilhar a qualquer hora,
que um futuro melhor já começou.

- Ó vós que andais sozinhos pelo mundo
achando que o passado é charco imundo,
praticai sempre o bem seja a quem for...

Cuidai do coração – templo sagrado,
que o sonho voltará – iluminado:
lembrai-vos todos das Lições do Amor!


filemon.martins@uol.com.br


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terça-feira, 23 de abril de 2013

ASSIM COMO AS NUVENS...


ASSIM COMO AS NUVENS
Maria José Zanini Tauil

Em plena tempestade
Asas encharcadas
Procuro energia
Nas migalhas aterradas
O barro pegajoso
Prende-me ao chão

Lágrimas mais grossas
Pretas de rímel
Como as nuvens negras
Levadas pelo vento

Consola-me saber
Que nascerão outras nuvens
E percorrerei caminhos
Que não me esperam
Porque tudo finda...

Uns chegarão
Outros partirão
Assim como as nuvens
Esvai-se o tempo
Levado pelo vento

Não adianta...
O encontro está marcado
Tem dia e tem hora
Haverá sol nascendo...
Tempestade chegando
Nuvens brancas...nuvens negras

E eu, aqui
Morrendo...
E fazendo poesia!
 

(Do www.prefacio.net )

segunda-feira, 22 de abril de 2013


AMOR SUPREMO

Filemon F. Martins

Meu coração recorda, emocionado,
o amor que norteou a minha vida,
e continua presente e bem guardado
na inspiração dos versos meus, querida.

Envolto nas lembranças do passado
preservo o que vivi, de fronte erguida.
Vou galopando pelo verde prado
onde a Esperança mora e faz guarida.

E enquanto o coração bater sedento,
vou prosseguir buscando o meu intento:
- continuar feliz por onde eu for.

Quero rever a Luz da madrugada
e despertar ao som da passarada
para viver, contrito, o nosso Amor!

 

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

DOMINGO

                                              DOMINGO

               Filemon F. Martins

Domingo de manhã. Já sopra o vento

e o frio vai chegando, de mansinho.

Na cozinha, o café está quentinho,

leio o jornal, não quero perder tempo.

 

E fico ali, cismando, um sentimento

para escrever um verso com carinho,

quero espalhar o amor pelo caminho

e partilhar do meu contentamento.

 

Porque o amor jamais se desespera,

tudo suporta, vence, crê e espera

que o mundo vença a voz da insensatez.

 

E enquanto o dia passa lentamente

meu coração, aflito, apenas sente

que pode ser feliz mais uma vez.

 



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TROVAS DO FILEMON


TROVAS DO FILEMON
 
Eu sinto nos braços teus,
um carinho, um aconchego,
e me torno um semideus
vivendo em paz, no sossego.
 
Como é bom viver à toa
e sempre fazer o bem,
que a Natureza abençoa
quem vive em Itanhaém.
 
No meu balaio carrego
sonhos de amor e venturas,
mas muitos sonhos, não nego,
se tornaram desventuras.
 
Gosto da vida pacata,
homens simples dos Sertões,
pois vejo usando gravata
por aqui muitos ladrões.
 
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Nova Aurora


NOVA AURORA
Filemon F. Martins

Eu me tornei um pobre vagabundo
quando partiste pela vida afora,
talvez sonhaste conquistar o mundo
deixando aqui um coração que chora.

De luz, amor e inspiração me inundo
e vislumbro o romper de nova aurora,
acredito no amor puro e profundo
que mitiga a tristeza que apavora.

Creio no amor intenso, verdadeiro,
sempre perdoa, espera e crê primeiro
sem julgamento, ofensa ou coisa assim.

Quero colher a paz em farta messe,
sentir a graça singular da prece
para buscar o amor dentro de mim!
 
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terça-feira, 16 de abril de 2013

Visita à Peruíbe-SP.


VISITA À PERUÍBE

                                                         Filemon F. Martins

Dia 11 de abril de 2013, eu e minha esposa Celene Jinkings, fomos visitar a cidade de Peruíbe, nossa vizinha aqui em Itanhaém, distante apenas 29 ou 30 km. Passamos pelo centro comercial e aproveitei para visitar a Biblioteca Municipal Manoel Castan, onde deixei meus livros ANSEIOS DO CORAÇÃO (Poemas-2011-Scortecci Editora) e FAGULHAS (Miscelânea de textos-2013-Scortecci Editora).

Estávamos acompanhados por Dona Olga Azevedo, tia da Celene e moradora em São Paulo. Assim, fomos à praia e descansamos um pouco, observando e vendo a beleza do mar, a beleza da orla.

Visto e revisto, voltamos ao centro comercial, onde almoçamos tranquilos, acompanhados por um suco de laranja delicioso. Após breve descanso, retornamos à Itanhaém.

 



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segunda-feira, 15 de abril de 2013

LEMBRANÇAS


LEMBRANÇAS
Filemon F. Martins

Às vezes eu me sinto entristecido
provando a amarga dor da solidão
que a própria vida tem me oferecido
no suplício da tua ingratidão.

O meu olhar procura, comovido,
a luz do teu olhar na imensidão,
e nada vejo além, estou perdido,
nesta busca sem fim, sem solução.

Só vejo aquele sonho meu frustrado,
cabelos brancos, restos do passado,
e à frente a noite cai enegrecida...

Enfim, não há mais luz, nem esperanças,
somente dores, mágoas e lembranças
para a consolação da minha vida!

 

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sábado, 13 de abril de 2013

UTOPIA


UTOPIA

Filemon F. Martins

Uma ternura infinda estou sentindo
já no ocaso do meu viver tristonho.
Meu coração se abriu, feliz, sorrindo,
pois a Esperança renasceu num sonho.

Meu desejo é cantar um hino lindo
para falar de paz tudo eu transponho,
que toda Humanidade siga ouvindo
os acordes do amor que já componho.

Eu quero ver o povo trabalhando,
construindo, vivendo e se educando
para que todos sejam mais felizes.

Que os políticos sejam mais honestos
e possam nas ações e nos seus gestos
construir um País livre das crises!

 

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Correspondência


Recebi correspondência de Maria Thereza Cavalheiro, datada de 08 de abril, acusando o recebimento do meu livro FAGULHAS, lançado recentemente em São Paulo.

Neste livro há um texto na página 129 sobre Maria Thereza e seu trabalho. Em sua carta, ela teceu comentários sobre figuras importantes de nossas letras e que são focalizadas no meu livro, como, por exemplo: Gióia Júnior, Benedito Calixto de Jesus, C.A. Beiral, Mário Barreto França, entre outros.

Enviou-me dez (10) trovas primorosas sobre o tema MÃE, como esta: AS ESTRELAS INFINITAS/QUE O CÉU MISTERIOSO ENCERRA,/SÃO OLHOS DE MÃES AFLITAS/VELANDO OS FILHOS NA TERRA.

Vou publicá-las na íntegra no meu blog – www.filemon-martins.blogspot.com – no mês de maio, o mês das mães, embora todos os dias sejam (ou deveriam ser) das mães.

 

                           Filemon F. Martins

quarta-feira, 10 de abril de 2013

DIVULGAÇÃO


                               DIVULGAÇÃO

 

Lançado em São Paulo o livro FAGULHAS (de Filemon F. Martins), com 220 páginas, uma miscelânea de textos, abordando temas atuais, com artigos, cartas, crônicas, ensaios e algumas histórias.

O livro pode ser adquirido nas seguintes lojas: Livraria Cultura – virtual – http://www.livrariacultura.com.br/scripts/index.asp

Livraria Martins Fontes – virtual – http://www.martinsfontespaulista.com.br/ch/index.aspx

Livraria Asabeça – Loja física e virtual – www.asabeca.com.br

Em Itanhaém, na Livraria Jut’z Som – Eloi Comercial Ltda, Rua João Mariano, 193 – fone (13) 3422-1260 – Centro.

Desejando obter um exemplar, com dedicatória personalizada, envie seu endereço e R$ 35,00 em cheque nominal cruzado ou vale postal, em nome de Filemon Francisco Martins para a Caixa Postal 64 – Itanhaém – SP, CEP 11740-970.

 

CANTANDO O AMOR...


CANTANDO O AMOR

 Filemon F. Martins

É belo o amor sublime do meu sonho
que em minha vida já se fez real.
Não há razão para viver tristonho,
se estás comigo eu venço o vendaval.

O céu está mais lindo e mais risonho,
saudando a nossa paz transcendental.
O tempo passará, mas - pressuponho,
nosso amor subirá ao pedestal.

Viver este momento tão singelo
sempre foi meu desejo e meu anelo
sentindo o teu carinho e teu calor.

Querer-te assim numa expressão sincera,
Verão, Outono, Inverno ou Primavera,
hei de te amar com todo o meu amor.

 


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terça-feira, 9 de abril de 2013

A VIDA...


A VIDA

Filemon F. Martins

Gozar! Grita a minha alma já cansada,
de sofrer nos caminhos desta vida,
minha esperança em dor foi sepultada,
tristeza e mágoa sobram nesta lida.

Não desejo lembrar o meu passado,
- felicidade em um minuto passa.
Antes viver sozinho e desprezado,
que juntos e infelizes na desgraça.

Ama! Grita a minha alma pensativa,
não amei com ardor aquela ingrata?
- Amei, mas a paixão é passageira...

Mas nossa vida é incerta e fugitiva,
é transitória e bela e nos maltrata
e ainda mais é grande traiçoeira!

 



 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

RELATÓRIO DE VIAGEM


                        RELATÓRIO DE VIAGEM

                                   Filemon F. Martins

 Sábado, dia 23 de março de 2013, eu, Filemon, minha esposa Celene Jinkings, meu amigo Flávio Mendonça e sua esposa Carlota, saímos de Itanhaém por volta das 11:00 horas com muita chuva. Aliás, a chuva já havia começado na sexta à noite e choveu torrencialmente. Subimos a serra com destino à cidade de Olímpia, mais precisamente ao Parque Aquático Thermas dos Laranjais. Dormimos em Ribeirão Preto, no Hotel Nacional Inn. No domingo, após um farto café da manhã, seguimos viagem para Olímpia.

Lá chegando, eu e esposa ficamos no apartamento de nº 1503 e o Flávio e esposa, no nº 1515. Depois de instalados foi uma festa só. O Parque possui uma estrutura magnífica, piscinas aquecidas de todos os tamanhos, de todas as profundidades. Piscina de surf, toboáguas, rio de corredeiras, piscina com ondas, bolha gigante, uma piscina salgada e muita água. Uma maravilha. Nossa dieta foi para o brejo, como se diz na Bahia. Café da manhã, almoço, sobremesa, jantar, sobremesa. Não há quem resista à tamanha tentação. As fotos deste paraíso estão no Orkut de Celene e Filemon.

Ficamos neste paraíso, domingo, segunda, terça, quarta e quinta até às 12:00 horas. Foram dias de muito mergulho e muito banho naquelas piscinas. Mas, chegou a hora de irmos para Mendonça, próximo a São José do Rio Preto. Estávamos em companhia de Flávio MENDONÇA e íamos visitar os sobrinhos do Flávio, todos Mendonça, que moram e trabalham na cidade de MENDONÇA-SP.

Esta ilustre família é composta por D. Laura (mãe) e por seis (6) filhos, Francisco Araújo Mendonça (Neto), Gilmar Araújo Mendonça, Rildo Araújo Mendonça, Telma Araújo Mendonça, Maria Araújo Mendonça e Devanir Mendonça. Fomos recepcionados pelo Francisco (Neto), que, digamos, é o capitão da “equipe”, e nos hospedou em sua residência, onde moram sua mãe, D. Laura, sua esposa Cristiane F. Souza e seus filhos, Wesley Silva Mendonça e os menores Alexandre, João e Laura.

 O Neto nos levou a conhecer, além de sua empresa, sua fazenda, e também, o Rio Tietê, lá em Mendonça e Adolfo, como ninguém imagina: largo, limpo, bonito e com peixes. Há também seus afluentes, como o Rio Bagres e o Barra Mansa, que nos proporcionou até uma pescaria com alguns amigos de Mendonça. (Fotos no Orkut de Filemon e Celene).

Foi muito bom conhecer este lado da família MENDONÇA, que tem uma história interessante e promete ser contada em livro pelo Francisco Araújo Mendonça (Neto), que tem sua origem em Ipupiara, Bahia, a mesma cidade onde nasceu o autor destas notas. Lá deixei os meus livros ANSEIOS DO CORAÇÃO e FAGULHAS, lançado recentemente em São Paulo.

Assim, no dia 31/03/2013, domingo pela manhã deixamos Mendonça e rumamos para São Paulo a caminho de Itanhaém, aonde chegamos às 14:00 horas.

 



Itanhaém – SP.

 

domingo, 7 de abril de 2013

GRINALDA DE TROVAS


GRINALDA DE TROVAS

 

Filemon F. Martins

 

 

A noite chega tão bela,

o céu se torna um bordado,

e eu vejo pela janela,

CÉU AZUL, TODO ESTRELADO.

 

Céu azul, todo estrelado,

a brisa sopra na rua

e eu fico bem acordado,

SORRINDO, AO CLARÃO DA LUA.

 

Sorrindo, ao clarão da lua,

pensando no ser amado,

meu coração te cultua,

E O MEU PEITO, APAIXONADO.

 

E o meu peito, apaixonado,

por teu amor se insinua.

Sou, agora, um desolado,

A CHORAR A AUSÊNCIA TUA.

 

CÉU AZUL, TODO ESTRELADO,

SORRINDO, AO CLARÃO DA LUA,

E O MEU PEITO, APAIXONADO,

A CHORAR A AUSÊNCIA TUA.