sexta-feira, 26 de abril de 2013


           A CAVALGADA
                   Raimundo Correia (1860/1911)
A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
o som longínquo vem se aproximando
do galopar da estranha cavalgada.
 
São fidalgos que voltam da caçada;
vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando;
e as trompas a soar vão agitando
o remanso da noite embalsamada...
 
E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
perde-se após no centro da montanha...
 
E o silêncio outra vez soturno desce...
e límpida, sem mácula, alvacenta
a lua a estrada solitária banha...

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