sábado, 26 de novembro de 2011

NATUREZA

NATUREZA

         DJANIRA PIO

NA POLUIÇÃO INTENSA
DESSA METRÓPOLE DECADENTE
FLORZINHAS COLORIDAS
RESISTEM.
APRESENTAM-SE
MODESTAS E MIMOSAS.
A MÃO DE DEUS
É PODEROSA
E A DO HOMEM,
MINÚSCULA
É CONTUDO PREDADORA.


(O JORNALZINHO-POSTAL CLUBE, SET/OUT-2003, PÁGINA 12).

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

TROVA

TROVA ANÔNIMA.2

Cruz pesada, carrego eu
por este mundo sem fim,
sem achar um Cirineu
que tenha pena de mim.

Obs.: se alguém souber o nome do autor,
entre em contato comigo.

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11740-970-Itanhaém – SP.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TROVAS

TROVAS DE GRANDES POETAS IV

Fui menino, moço, e, agora
por que mudei tanto assim?
Lembrando os tempos de outrora,
tenho saudades de mim... (Mário Barreto França)

“Matar saudades”, querida,
é uma expressão simplesmente,
pois, em verdade, na vida,
saudade é que mata a gente... (J.G. de Araújo Jorge)

Na carta, ao dizer-te quanto
a saudade me consome,
as reticências do pranto
quase apagaram meu nome. (Carlos Guimarães)

No meu livro da Lembrança,
ainda sem conclusão,
saudade é aquela esperança
que compôs a introdução... (Vanda F. Queiroz)

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

TROVAS DE GRANDES POETAS III

TROVAS DE GRANDES POETAS III

Amor, palavra que inspira
todo um mundo de ternura,
no fundo é a eterna mentira,
que não mata – mas tortura. (Colombina)

Eu vi o rio chorando,
quando te foste banhar,
por não poder, te banhando,
dar-te um abraço, e parar... (Adelmar Tavares)

Quero ser livre, é verdade.
Entretanto, os olhos meus,
vivem minha liberdade
na prisão dos olhos teus! (Lilinha Fernandes)

Riste de mim, e, portanto,
o nosso amor já não vive...
- Foi culpa do teu encanto
o desencanto que tive. (Walter Waeny)

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

INSIGNIFICÂNCIA

Insignificância

Pedro Ornellas

Efêmera ilusão de um breve instante
perdido nos senões da eternidade...
Bruma que se desfaz, nuvem minguante
- eis da existência humana a realidade.

Toma consciência e vê, ser arrogante,
riqueza e glória vã - tudo é vaidade!
Nunca se julga mais que o semelhante
quem compreende e aceita essa verdade.

Cala teu ego se te faz gigante
que o fim te espera logo mais adiante
e tudo então será coisa esquecida.

Busca a Jeová, na curta permanência,
para alcançar, além dessa existência,
a vida eterna - a verdadeira vida!

(Via e-mail para o blog do Filemon) 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

TROVAS DE GRANDES POETAS II

TROVAS DE GRANDES POETAS II

A saudade é altar festivo,
que tenho no coração,
onde a rezar sempre vivo
uma infinita oração... (Inocêncio Candelária)

Dia a dia, mais se expande
e minha alma triste a aceita:
- esta saudade é tão grande,
que o próprio tempo a respeita! (Carolina Ramos)

Esta mágoa, sem remédio...
Esta esquisita ansiedade...
Esta doçura que é tédio...
- É o que chamamos Saudade. (Luiz Otávio)

Estranha fidelidade
na minha vida acontece:
eu não esqueço a saudade,
e a saudade não me esquece... (Izo Goldman)

(Do livro MIL TROVAS DE AMOR E SAUDADE, de P. de Petrus/Noel Bergamini-da UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES)

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

TROVAS DE GRANDES POETAS I

TROVAS DE GRANDES POETAS I

Amor é o garoto arteiro,
que tem o dom surpreendente
de, com seu arco flecheiro,
flechar o peito da gente. (P. de Petrus)

Amar – a todos é dado.
Basta viver, simplesmente.
Mas amar e ser amado
é sina de pouca gente. (Corrêa Júnior)

Dá-me as pétalas de rosa
desta boca pequenina:
vem com teu riso, formosa,
vem com teu beijo, divina! (Olavo Bilac)

Deslumbra, quando está nua,
a mulher que eu vivo a amar:
- seu corpo é feito de lua
e leva estrelas no olhar! (Eno Teodoro Wanke)

(Do livro MIL TROVAS DE AMOR E SAUDADE – de P.de Petrus/Noel Bergamini-UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES)

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

TROVA ANÔNIMA

TROVA ANÔNIMA.1

A tristeza se acentua,
a saudade é quase dor,
quando vai naquela rua
indo embora, o meu amor.

Obs.: se alguém souber o nome do autor,
entre em contato comigo.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

APLAUSO

APLAUSO

MIGUEL EDUARDO GONÇALVES

No salto do tempo
Personalíssimo
Senta-se o silêncio
Efêmero, contido
Em taça
Doce amante
Se farta
Como o som
De um soneto
Naquelas noites raras
Em que escassa a luz
E a intimidade aviva
Quando já é manhã.

(Transcrito do site www.usinadeletras.com.br)

domingo, 6 de novembro de 2011

POSSE

POSSE

Filemon F. Martins

Eu quero a luz
que existe em teu olhar.
Quero a ternura
que há em tua voz.
Quero a meiguice
que há no teu sorriso.
Quero a paz
que há em tua vida.
Quero a beleza
que emana de tua alma.
Quero a pureza
que vem de ti.
Quero os segredos
do teu pensamento.
Quero a sinceridade
do teu sentimento.
Quero o fogo
de tua paixão.
Eu quero ter, enfim,
a posse do teu coração.


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sábado, 5 de novembro de 2011

DOCE CORAÇÃO

DOCE CORAÇÃO

CATHARINA DIRCE

Empresta-me esse coração?
Seguro nas minhas mãos
Para uma perfeita Comunhão
Sentir doce pulsação
Um Olhar sincero
Tecer o amor com fios
Desfiados do coração

Alma perfeição
Amor Sonhar ousar
No prelúdio da alvorada
Na beleza da natureza
Vida... Amor.
Num doce coração ...

(Transcrito do site www.prefacio.net)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

HAICAIS

         HAICAIS

                   Maria Regina da Silva

NO FINAL DA RUA
ALEGREMENTE APARECE
O IPÊ-ROXO EM FLOR...

CESSOU O TEMPORAL.
DESPONTA NO CÉU O ARCO-ÍRIS
CRIANÇAS NA RUA...

A ÁGUA DA BICA
SUAVEMENTE DESLIZA
NO CORPO DOURADO.

VELHO CHAPÉU-DE-SOL
NA CALÇADA DA PRAIA
BELAS LEMBRANÇAS...

GOTAS DE ORVALHO
SILENCIOSAMENTE CAEM
ALEGRIA NAS FOLHAS.

(DO LIVRO CAMINHO DAS ÁGUAS, PÁGINA 18)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PENSANDO NA VIDA

PENSANDO NA VIDA

         EDIMO GINOT

Vivi apressado
pensando na vida
como se na vida
valesse pensar

Apertei o passo
em quase corrida
como se correr
me fizesse chegar

Cheguei atrasado
perdi a partida
se nem houve ida
como hei de voltar?

(Do livro POETA VENCIDO, página 37)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

HAICAIS

         HAICAIS

                   Madô Martins

Longa caminhada.
Redescobrindo a cidade
sob o sol de inverno.

Tempo de colher.
No balanço das peneiras
o café cereja.

Sopra o minuano.
Velha saudade dos pampas
gela o coração.

Do galho ao chão
espetáculo silente:
a queda de folha.

Silêncio total.
Um pardal de inverno pousa
esperando o sol.

(Do livro CAMINHO DAS ÁGUAS, página 14, Santos-SP)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

HAICAIS

         HAICAIS

         DULCE REIS

Levantam-se tarde
Tímidos raios de sol
Cobertor de nuvens.

Outono avançado
Tímida lua me espia
Em quarto minguante.

Observa o tempo
Um urubu solitário.
Chove, não chove?

Tubarão à vista
Cardume de sardinhas
Busca um atol.

Pinceladas rubras
Do bico-de-papagaio
No verde da cerca.

(Do livro CAMINHO DAS ÁGUAS, página 10- Santos-SP)