sexta-feira, 30 de setembro de 2011

LINDA ÁRVORE

Dueto -CatharinaDirce-ZANY LOPES

LETRA MAIÚSCULA: ZANY-Minúscula:Catharina Dirce

Linda árvore
SEMENTE GERMINOU
Lindas sombras
FRONDOSA SE TORNOU
Na chuva no sol
LINDAS FLORES BROTARAM
Nos acolhe
NOS ABRIGA
Com seus frutos
ALIMENTAM NOSSA FOME DE POETAR
Plantio com amor
SEU PERFUME ESPALHOU
Raiz da terra germinou
E AGORA AGONIZA
Sementes de carinho, amizade
TUDO DE BOM BROTOU
Sombras que acaricia
FOLHAS BALANÇAM NA VENTANIA
Nos abraça
NUM DOCE ACONCHEGO
No aroma da flor
EXALA SOMENTE POESIA
Na grandeza que contagia
O CORAÇÃO DE TODOS NÓS
Luz e calor
QUE INFELIZMENTE CHEGA AO FIM
Toca na pele
DESCEM-NOS LÁGRIMAS
Suave carinho amor
NO LENÇO DA DESPEDIDA
Amigos prefacianos
SOLTEMOS UM ÚLTIMO SUSPIRO
Carinho beijos
ACENOS E CHOROS
No coraçâo
PUNHAL AFIADO QUE FURA
Um até breve...
OU QUEM SABE UM "NUNCA MAIS"!!!

CatharinaDirce-ZANY LOPEZ


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ÁRVORES DO JORDÃO


 Árvores do Jordão

Joaquim Rodrigues Novais
        (Ipupiara-Bahia)

Árvore coisa divina
Enriquece a medicina, protege o ser humano
Nos manda oxigênio e
consome o gás carbônico
Alimenta os animais, atrai as águas dos rios fluviais.
Árvore: meu pequeno cajueiro,
Meu alto pé de buriti
Guardo na lembrança onde vivi minha infância
muita saudade de ti
Pau louro de IPUPIARA
Foi Assim que te conheci, era lindo o manguezal,
Nas árvores os passarinhos faziam o arraial.
Área que deveria estar preservada,
Mas por nosso descuido está desmatada,
Só resta a recordação, daquele lindo pomar
do nosso antigo Jordão.

(De Ipupiara, via e-mail para o Blog do Filemon)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DÁ-ME TUA MÃO

        DÁ-ME TUA MÃO

                Jurema Chaves

Dá-me tua mão
E caminharemos juntos
Rumo ao entardecer
Dá-me tua mão
E ensina-me a viver
Dá-me tua mão
E caminharemos juntos
Pela vida inteira
Já que me tornei prisioneira
Da doçura
Do teu coração!

(O RADAR, Apucarana, PR, página 18)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

BUSCA


                                                BUSCA

                                   FILEMON F. MARTINS                         

                    Quando a noite chegou apresentando a lua,
                    uma brisa soprou trazendo o teu perfume,
                    meu coração buscou, feliz, a imagem tua,
                    mas não estavas lá, daí o meu queixume.

                    E desde então, tristonha a vida continua
                    à procura de luz, buscando novo lume
                    que possa conduzir a nau que já flutua
                    no tenebroso mar que a vida se resume.

                    Eu já perdi o rumo e não sou mais criança
                    para viver submisso em troca da esperança
                    de te reencontrar, quem sabe, qualquer hora.

                    Tarde demais. O tempo passa cruelmente
                    levando a vida, o amor, a paz, deixando a gente
                    nesse vazio pesado e triste que apavora!

      

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FADA FALENA

Fada Falena

Delasnieve Daspet
.
Uma brisa ligeira,
Balança os cabelos
Cor de trigo maduro.
.
Explico a todos
Com sorriso de uva rosada,
Que no abraço de ferro,
Repousam mãos suaves da paz.
.
Mais cedo ou mais tarde,
Abrirei as asas, cor de laranja,
Num olhar de avelã.
.
E na dura viagem,
Que a dor não muda não,
Vou reinventando-me.
.
Mas sempre serei eu, de novo,
De novo e de novo...
Um traço novo
No papel.
.
O artista fantasia, cria,
Plasma e fecunda,
Expõe-se - crua e nua!
(Do site www.prefacio.net)

domingo, 25 de setembro de 2011

TROVAS

          TROVAS

Muitas vezes imagino,
nos meus dias desolados,
que o meu coração é um sino
dobrando sempre a Finados.
        BELMIRO BRAGA

Faz contraste com o céu
o pinheiro verdejante;
é uma taça erguida ao léu
em louvor do caminhante!
        MAFALDA DE SOTTI LOPES

No ocaso, em tarde sombria,
que à saudade nos conduz,
a sombra é o pranto do dia,
chorando a ausência de luz.
        FERREIRA NOBRE

Disse-me a fonte na mata,
nos ternos cânticos seus:
- O Poeta é a flauta de prata,
o Poema – o sopro de Deus!
        LEONARDO HENKE

(TROVAS PARA REFLETIR, de Maria Thereza Cavalheiro, página 102)

sábado, 24 de setembro de 2011

FELICIDADES

        FELICIDADES

                Hildemar de Araújo Costa

Quem se julga infeliz em demasia
às vezes, não merece o sofrimento.
Se podemos fitar a luz do dia,
o cego só percebe em pensamento!

Quando a pressa em chegar, nos angustia,
devemos refletir neste momento:
Muita gente mais lenta é mais tardia
porque falta nas pernas, movimento!

Às vezes lamentamos ordenado
esquecendo o mortal, desempregado,
que vê faltar na mesa o simples pão.

Outras vezes, família, na verdade,
parece não trazer felicidade,
para quem desconhece a solidão.

(Revista A FIGUEIRA, de Abel B. Pereira, junho de 2004, página 8)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

LEITURA AO ENTARDECER

LEITURA AO ENTARDECER

        Miguel Russowsky  (1923 - 2009)

Leio um soneto triste enquanto o dia
vai se envolvendo em auras de tristeza...
Cada esperança escolhe uma devesa
para sumir, sem vez, na fantasia...

- Uma réstia de luz, ainda acesa,
põe cores desiguais na ramaria...
Há soluços fazendo a travessia
nos mares lusco-fuscos da incerteza...

Como se fosse um moribundo calmo
o sol cochicha o derradeiro salmo
e a lágrima deforma os olhos seus.

Tange ao longe uma voz na voz do sino:
- Ninguém pode mudar o seu destino!...
- Todo encontro é prenúncio de um adeus!

(O RADAR, Apucarana-PR, página 18)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

AMOR?

AMOR?

SP- LY- 2011.

QUEM DISSE
QUE
NA
TERRA
NÃO HÁ
MAIS AMOR?
E O QUE
DIZER
DA
RENOVAÇÃO
DO DIA
E DA BELEZA
DA FLOR....
(Do site www.prefacio.net)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SEM SAÍDA

Sem Saída*

KARINA*

o que fazer sem a poesia
se o sol esconde-se no horizonte
se a lua sequer murmura
a agonia do soletrar do teu nome?

o que rezar sem a poesia
se teu rosto me é tesouro
esculpido em pedra jade
no templo que erigi crente
no meu peito sem trono?

o que pensar sem poesia
se o mar ainda teima em me molhar
a razão, a mente, a descrença
dos pensares que joguei na areia
subestimando o verbo amar?

o que sonhar sem poesia
se fechas teus olhos para a estrela
perdes-te nos sons silenciosos da música
que meu coração soprou-te na despedida
como um beijo de alvas e formosas letras?
o que fazer sem Poesia?

(Do site http://www.prefacio.net/)


domingo, 18 de setembro de 2011

TROVAS

TROVAS

À procura de um sorriso
nos lábios da multidão,
o cego tateia o piso
na rua da solidão.
         Jair Maciel Figueiredo

Acalanto de ternura,
que o coração adormece,
a trova é poesia pura
com ressonâncias de prece.
         Ferreira Nobre

Qual borboleta no prado
brinca ao sol, de flor em flor;
e o luar, desesperado,
só encontra restos de amor.
         Amaryllis Schloenbach

Quando a atrevida jangada
tuas águas serpenteia,
pareces tela afamada,
rendinha de encantos cheia.
         Reinaldo M. de Aguiar

(Coluna Trovas, de Maria Thereza Cavalheiro, em O RADAR, página 18)

sábado, 17 de setembro de 2011

TROVAS QUE DEFINEM SAUDADE

TROVAS QUE DEFINEM SAUDADE

Saudade dentro do peito
é qual fogo de monturo...
Por fora tudo perfeito,
por dentro fazendo furo.
            Patativa do Assaré - CE         
O que seria a saudade
se não fosse o que ela é:
viver hoje, com vontade,
de sonhar de marcha à ré.
            Ilnea Miranda
A saudade é um passarinho
em teimosa migração...
vem do passado, e faz ninho
nos beirais do coração.
            Héron Patrício - SP                 
Saudade, no descampado
do meu coração descrente,
é semente do passado
germinando no presente...
            João Paulo Ouverney - SP



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

TROVAS QUE DEFINEM SAUDADE

Trovas que Definem Saudade - parte 1


Saudade é tudo que fica,
de uma ventura fugaz...
No pranto que não se explica!
No verso que não se faz!
            Erasmo Silva – SP
Saudade, mágoa sentida,
barco distante do cais;
pedaço da própria vida
que a gente não vive mais...
            Marta Maria Paes de Barros – SP
Vou andando e, sem barulho,
vem à tona um triste fato:
a saudade é um pedregulho
que não sai do meu sapato!
            Olivaldo Júnior - SP                
Sodade, uma dô que dá,
mas num é dô de doê;
é vontade de alembrá
cum vontade di isquecê!
            Luiz Peixoto - RJ                   


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A FIGUEIRA

A FIGUEIRA

Pedro Ornellas

Orgulho da casa de outrora, na frente,
altiva figueira, frondosa se erguia...
Seu porte soberbo me fez reverente
sem nunca supor que tombasse algum dia!

Mas num vendaval que se armou de repente,
partiu-se a figueira e, sem crer no que via,
então constatei que a gigante imponente
por dentro era podre e ninguém percebia!

Também muita gente que bem nos parece
perdendo valores por dentro apodrece
mantendo por fora a aparência altaneira.

Ilude algum tempo com falsa nobreza,
porém, cedo ou tarde, terá com certeza
o mesmo destino da velha figueira!

(Via e-mail para o Blog do Filemon)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MAIS TROVAS

MAIS TROVAS

POUCO IMPORTA A DESPEDIDA                   
QUASE NÃO ME FAZ SOFRER
POIS SEMPRE APÓS A PARTIDA
A VOLTA ME DÁ PRAZER.
         JOÃO BATISTA – CE.

MUTIRÃO, COISA DECENTE,
QUE DEVEMOS CULTIVAR,
É GENTE AJUDANDO GENTE
SEU CASEBRE LEVANTAR.
         ARLINDO NÓBREGA – SP.

MEUS VERSOS FALAM DE FLORES,
DE LUZES E MELODIAS,
POR ISSO É QUE EXISTEM CORES
EM TODA A MINHA POESIA.
         HUMBERTO DEL MAESTRO – ES.

DA INFÂNCIA ALEGRE E SADIA
GUARDO UMA ETERNA LEMBRANÇA.
MEU DEUS, OH! QUANTO QUERIA
SER NOVAMENTE CRIANÇA!
         JESSÉ NASCIMENTO – RJ.

(Jornal O RADAR, página 15)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

LEMBRANÇA QUE VEM...

LEMBRANÇA QUE VEM...

         Symaco da Costa

De minha terra, um dia de surpresa
é o que quero viver no meu enlace,
um pôr de sol tinindo de beleza
e o riso de Izabel vindo me abrace!

Tive amor, tive amigo e essa grandeza
de não mentir para que a vida andasse...
Falei com Jesus Cristo – em natureza... –
e abri o Evangelho, face a face.

Dobrei os joelhos por Nossa Senhora
e ajudei, quanto pude, ao semelhante,
por mim nada pedi, graças a Deus.

E acostumado a lutas vivo agora
buscando inda ajudar, não obstante
essa velhice dos pecados meus!

(Anuário de Poetas do Brasil, página 382, 1º volume)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

GRINALDA DE TROVAS

GRINALDA DE TROVAS

         Aparício Fernandes

Sei que estou agindo certo
(mesmo sendo esquisitice)
quando prego no deserto:
“Ama sempre!” – eu sempre disse.

É divino este preceito,
porém reconheço, irmão,
que fico meio sem jeito
ante a minha imperfeição.

Deus tenha pena de mim
se não pratico o que disse.
Esta lei de amor sem fim
quem me dera que eu seguisse!

Por isso venho implorar
à Virgem da Conceição
que me ajude a praticar
minha própria pregação!

“Ama sempre!” – eu sempre disse.
- Ante a minha imperfeição,
quem me dera que eu seguisse
minha própria pregação!

(Anuário de Poetas do Brasil, 1980-1° volume, página 55)

domingo, 11 de setembro de 2011

ALGUMAS TROVAS

ALGUMAS TROVAS

De todo provérbio posto,
creio ser este o mais certo:
- Por que o beijo no rosto,
quando a boca está tão perto?
         Jacy Gê de Almeida

Ter fibra é saber que a vida
não nos pode devolver
a estrela talvez perdida,
mas voltar no céu a crer!
         Maria Thereza Cavalheiro

Na dor que cega e embrutece,
na penumbra que desgosta,
a centelha de uma prece
traz a luz como resposta!
         Josué de Vargas Ferreira

Minha vida é como a rede,
onde se embala a esperança,
Fica à beira da parede,
vem o destino e a balança.
         Maria São José Alves

(O RADAR, Maria Thereza Cavalheiro, página 18)

sábado, 10 de setembro de 2011

RASTRO DE LUZ

               RASTRO DE LUZ

                     Brandina Rocha Lima (1916-1999)

Não vou deixar o mundo, assim, sem meu recado
de vida de poeta e eterno sonhador...
Ou sem deixar um rastro, ao léu, qual meu legado
para a posteridade... o errante pensador!

Meu rastro vou deixar... Do amor inacabado,
tão cheio de ternura... e cheio de esplendor:
- o exemplo edificante, o exemplo edificado
de se saber amar... de se exaltar o amor...

É rastro assaz profundo... é rastro luminoso...
que ensina às gerações a amar com mui ternura
e desse amor fazer seu Mito esplendoroso!

De amor que tudo vença... amor audaz e forte...
e, em culto, se transforme essência rara e pura:
- Amor que se eternize aquém e além da morte!

(“Meu Canto de Cisne”)