domingo, 18 de setembro de 2011

TROVAS

TROVAS

À procura de um sorriso
nos lábios da multidão,
o cego tateia o piso
na rua da solidão.
         Jair Maciel Figueiredo

Acalanto de ternura,
que o coração adormece,
a trova é poesia pura
com ressonâncias de prece.
         Ferreira Nobre

Qual borboleta no prado
brinca ao sol, de flor em flor;
e o luar, desesperado,
só encontra restos de amor.
         Amaryllis Schloenbach

Quando a atrevida jangada
tuas águas serpenteia,
pareces tela afamada,
rendinha de encantos cheia.
         Reinaldo M. de Aguiar

(Coluna Trovas, de Maria Thereza Cavalheiro, em O RADAR, página 18)

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