quinta-feira, 30 de abril de 2015

QUANDO EU PARTIR... (HILDA PERSIANI)

Quando eu partir
 
Hilda Persiani
 
 
A longevidade me permite
Fazer planos para o após vida,
Para onde eu for, onde quer habite,
Quero rever após minha partida
 
Tudo de belo que aqui deixei...
Rever a vermelhidão da aurora,
Entre as coisas que mais admirei ,
A pujança do sol indo embora,
 
O chilrear dos pássaros, o despontar
Das flores, o verde da campina,
Minha alma vibrará ao escutar
 
E rever, enfim, toda a beleza
Do murmurar da fonte cristalina.
Partir feliz, bendizendo a Natureza!...
 
Hilda Persiani
Curitiba, 28/09/2009

 

quarta-feira, 29 de abril de 2015

O TEMPO (MÁRIO QUINTANA)



O Tempo
Mário
Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho
a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mario de Miranda Quintana ( ALEGRETE – 1906 – PORTO ALEGRE – RS - 1994)


(ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 401, JOSÉ FELDMAN)

terça-feira, 28 de abril de 2015

FARRAPO HUMANO (ARY FRANCO)

FARRAPO HUMANO
Ary Franco (O Poeta Descalço)

Numa noite passada, estava calibrando os pneus do meu carro, quando vejo um homem andrajoso, barba e cabelos longos, sorvendo etanol de uma das bombas abastecedoras. Gritei estarrecido para os empregados do posto, apontando o inusitado da cena.
Um deles, vendo meu espanto, veio até mim e explicou-me que era um “cachaceiro” inveterado e já conhecido na região. Sempre que não conseguia dinheiro suficiente para manter o seu vício, recorria aos postos de gasolina para beber o álcool que ficava no bico das mangueiras.
- Mas isso é veneno! Vocês não poderiam deixar!
- Moço, o irmão dele já fez de tudo para interná-lo, mas ele consegue fugir e volta pras ruas, não tem jeito!
- Só queria saber o que leva uma pessoa a descer tanto como ser humano que é...
- Bom, conta o irmão que ele perdeu o filho único e a mulher, num acidente de carro, quando dirigia. Perdeu uma perna no acidente e quando teve alta médica no hospital, ficou pelas ruas sabendo que esposa e filho já tinham sido sepultados. Largou o emprego e não voltou pra casa, abandonando tudo. Já tem um ano que aconteceu o acidente e nem sei como ele ainda está vivo!
Fiquei chocado, vendo aquele homem se afastando sem tomar conhecimento da chuva que caía. Pedi ao rapaz uma folha de papel em branco e ganhei do Posto uma agenda de brinde. Manobrei para local mais iluminado, acendi a luz interna do carro e, com os óculos embaçados pelas lágrimas, no repente da emoção, rabisquei o seguinte poema:

Em passos lentos, sob a chuva, vai ele caminhando...
Sem abrigo e sem pressa, pro seu destino inclemente.
Voltando para sua solidão; ninguém lhe esperando...
Leva apenas consigo, seu pobre coração plangente!

Uma brisa sopra e enregela sua roupa encharcada,
Não mais do que a triste alma desse pobre coitado.
Avista uma acolhedora marquise, mas já está ocupada.
Talvez por outro excluído, mais um pobre desgraçado.

Comovente estória. Seu caminho é sem volta, só de ida.
Torce pra morte chegar, querendo acabar com sua vida.
Procurando esquecer sua desdita, abdicou da comida
E com esmolas que lhe dão, consegue comprar a bebida.

Desceu tanto que minha mão não consegue alcançar.
Impossível ajudar a quem não quer se recuperar...
Um Natal triste deverá ter esse meu irmão indigente.
Verdadeiro farrapo humano que deixou de ser gente!

Que Deus se apiede de sua alma, quando lá em cima chegar
E que ao lado de seu filho e esposa possa ele se aconchegar.
Pobre anônimo, pobre homem com seus poucos dias contados.
Sucumbiste com o peso da tua cruz e me deixaste abalado!

(Fonte: AVBAP – www.academiavirtualbrasileiraalmaartepoesia.com)




40 LIÇÕES DE VIDA ESCRITAS...

40 LIÇÕES DE VIDA ESCRITAS POR UMA PESSOA DE 90 ANOS. NÃO HÁ INFORMAÇÃO SOBRE O NOME DA AUTORA.

11 – Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia de como é a jornada deles.
12 – Se um relacionamento tiver que ser em segredo, você não deveria estar nele.
13 – Tudo pode mudar num piscar de olhos... Mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
14 – Respire fundo. Isso acalma a mente.
15 – Se livre de tudo que não é útil. Desordem pesa de muitas maneiras.
16 – O que não te mata, realmente te torna mais forte.
17 – Nunca é tarde demais para ser feliz. Mas tudo depende de você e mais ninguém.
18 – Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
19 – Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

20 – Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

domingo, 26 de abril de 2015

40 LIÇÕES DE VIDA...

40 LIÇÕES DE VIDA ESCRITAS POR UMA PESSOA DE 90 ANOS. (REVISTA SE.DESTAK, REGIÃO DE ITANHAÉM. NÃO HÁ INFORMAÇÃO DO NOME DA AUTORA)
AS 10 PRIMEIRAS:

01 – A vida não é justa, mas ainda é boa.
02 – Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
03 – A vida é bem curta para não se divertir.
04 – Seu trabalho não cuidará de você, quando estiver doente. Seus amigos e familiares vão.
05 – Não compre coisas que você não precisa.
06 – Você não tem que vencer todo argumento. Mantenha-se fiel a si mesmo.
07 – Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
08 – Quando se trata de chocolate, resistir é em vão.
09 – Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

10 – Está tudo bem em deixar seus filhos te verem chorar.

APRENDENDO A VIVER (HERMAN MELVILLE)

Aprendendo a viver
Herman Melville (01/08/1819 a 28/09/1891)

Aprendi que se aprende errando.
Que crescer não significa fazer aniversário.
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve
uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você
até o fim.
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se
procura por ela.
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi
nada.
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.
Que amar significa se dar por inteiro.
Que um só dia pode ser mais importante que muitos
anos.
Que se pode conversar com estrelas.
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito.
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso.
Que se deve ser criança a vida toda.
Que nosso ser é livre.
Que Deus não proíbe nada em nome do amor.
Que o julgamento alheio não é importante.
Que o que realmente importa é a Paz interior.
"Não podemos viver apenas para nós mesmos.
Mil fibras nos conectam com outras pessoas;
e por essas fibras nossas ações vão como causas
e voltam pra nós como efeitos."


(ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS, 400, JOSÉ FELDMAN)

sábado, 25 de abril de 2015

REGRESSO

REGRESSO

Filemon F. Martins 


Hoje, pensei na paz daquela estrada 
que o teu amor, talvez, fosse me dar, 
imaginei a noite enluarada 
e as estrelas brilhando em teu olhar. 

Nos meus braços, bem sei, tu foste amada 
como jurei em frente de um altar, 
mas o frio chegou, de madrugada, 
e eu pude ver a solidão chegar... 

Nunca mais eu te vi nem tu me viste, 
fizeste-me sofrer quando partiste 
sem me ofertar qualquer explicação. 

Mas hei de vê-la um dia regressando, 
e a lua surgirá, no céu, saudando 
o nosso amor coberto de paixão! 


FELIZ (MÁRIO BARRETO FRANÇA)

FELIZ
Mário Barreto França

Feliz daquele que chegou ao meio
do seu abençoado itinerário,
sem mágoas, sem rancores, sem receio
da dor ou do suplício de um calvário...

Feliz o que ajudou o esforço alheio,
acendendo da fé o alampadário,
e teve a recompensa e o grato enleio
de festejar o seu cinquentenário...

Feliz quem pode envelhecer sorrindo,
sob o pálio das bênçãos, sob o lindo
docel das doces preces dos contritos...

Feliz és tu que, em pura consciência,
podes descer a encosta da existência
para o vale virente dos benditos!


(O LOUVOR DOS HUMILDES, PÁGINA 38)

sexta-feira, 24 de abril de 2015

SONETO 09 - CONSTANTINO GONÇALVES


SONETO 09
Constantino Gonçalves
Campos/RJ

Emergindo de lousa quieta e fria,
pairando na minha alma flagelada,
em angélico voo de harmonia,
a saudade é uma flor despetalada.


É uma escultura clássica e sombria
que mantém a minha alma atropelada.
É uma lembrança inquieta da porfia,
é uma dor, é uma vida embalsamada.


A saudade é uma chama adormecida
que está bem viva em nosso pensamento.
Ela é a cinza patética da vida,


é uma luz de alegria e de tormento,
é uma fonte de angústia indefinida,
é a essência vesperal do sentimento.


(FONTE ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 399, JOSÉ FELDMAN)

CHUVA (THÉO DRUMMOND-04/02/1927 - 20/03/2015)

CHUVA
Théo de Castro Drummond (04/02/1927 – 20/03/2015)



“Olho em minha janela a chuva fina:
é como a lágrima do lampião
que parece chorar na minha esquina,
em sua interminável solidão.

Eu já me acostumei a esta rotina
de tanto tempo te aguardar, em vão.
Sempre a esperar que surjas, repentina,
abrindo, alegremente, o meu portão.

Mas na verdade a vida nos ensina
que é inútil sustentar uma ilusão,
um belo dia ela se esvai, termina.

E olhando a chuva que ainda cai no chão,
percebo esta verdade cristalina:
chove, mas dentro do meu coração”.

(FAGULHAS, DE FILEMON F. MARTINS, PÁGINAS 142/146)


quinta-feira, 23 de abril de 2015

AMOR PLATÔNICO (THÉO DRUMMOND-IN MEMORIAM)

AMOR PLATÔNICO

THÉO DRUMMOND (IN MEMORIAM)


A distância que sempre nos separa
só podemos medir pela saudade.
E cada coração sempre repara
que é maior, cada dia, a intensidade.

Amar, de longe, nem é coisa rara,
embora doa mais, pois nos invade,
a enorme dor que cada qual mascara:
o querer estar perto, por vontade.

Platônico é um amor que sempre existe,
e com toda a saudade que carrega
a tudo e a todos este amor resiste.

Mesmo de longe, quando o amor se apega,
pode, na solidão parecer triste
contra tudo ele luta e não se entrega.

(LEIA MAIS EM FAGULHAS, DE FILEMON F. MARTINS, PÁGINAS 142/146)


ADEUS A MIM (THÉO DRUMMOND - IN MEMORIAM)

ADEUS A MIM
THÉO DRUMMOND (IN MEMORIAM)

Adeus à minha casa tão querida
que à sua paz há anos me entreguei.
Adeus à verde grama, à flor nascida
em profusão na terra em que as plantei.

Adeus mangueiras, festa colorida
das manhãs de que nunca esquecerei.
Adeus cachoeira gélida e escondida
que me banhava em noites que acordei.

Adeus às coisas todas que eu amava,
aos latidos dos cães quando chegava,
adeus ao cheiro forte do jasmim.

Adeus aos beija-flores, às cigarras,
romperam-se, afinal, todas as amarras,
adeus tempo feliz, adeus a mim!


(LIVRO FAGULHAS, DE FILEMON F. MARTINS, PÁGINA 144)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

EXPLICATIVAS...

EXPLICATIVAS...

A partir de 22/04/2015, meus trabalhos serão inseridos apenas nos blogs www.filemon-martins.blogspot.com , filemon.martins.blog.uol.com.br e no site www.prefacio.net – bem assim no Facebook, eventualmente. A colaboração com o site www.usinadeletras.com, em razão da minha NÃO renovação de contrato, cessou. Agradeço a todos os leitores que, com sua paciência e inteligência, me acompanharam até aqui e os convido a continuarem acessando os meus blogs e o site do prefacio.net. Continuaremos nosso trabalho de divulgação não só dos nossos escritos, mas também de leitores e intelectuais do Brasil e do mundo. Abraços do Filemon Martins.


SOL DA VIDA (PITA PAIVA)

SOL DA VIDA
Pita Paiva (Laranjeira de Uibaí – Bahia)

Chove
É fria noite de inverno
A cabeça, num velejar incerto
Navega sobre um livro

Não sei em qual dimensão
Encontro-me agora
Se nos pensamentos involuntários
Que me arrastam eu afora
Se nas revelações
Do lento passar das folhas
Ou se embriagado pela música
Desta interminável noite chuvosa

A única certeza é a janela
É que há janelas
E a vida com o sol por elas.


(DO LIVRO TUDO DÁ POESIA, PÁGINA 114)

terça-feira, 21 de abril de 2015

QUANDO A NOITE...

QUANDO A NOITE...

Filemon F. Martins  



Quando a noite chegar, a mesma lua 
há de brilhar, serena, em meu semblante 
e, andando, solitário, pela rua 
hei de lembrar do meu passado errante. 

E no meu peito uma saudade tua 
há de apertar meu coração amante 
e ficarás a sós na noite nua, 
se de mim continuares tão distante. 

Se quiseres que eu vá, estou partindo, 
melhor sofrer do que viver fingindo, 
que o nosso amor é apenas brincadeira. 

E quando a lua brilhar mais uma vez, 
não sofrerei de amor, porque talvez, 
- uma paixão não dure a vida inteira!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

VERSOS DE DJANIRA PIO

VERSOS DE DJANIRA PIO

SEU RETRATO

Na caixa velha
esquecida num canto
encontrei coisas antigas.

Lembranças tão esquecidas
de estradas esmaecidas.
Bem no fundo havia seu retrato.
Um três por quatro desbotado
mostrando um quase sorriso.

Rememorei esse tempo
tão longe que tenho certeza
foi nosso.
E lá se foi o seu retrato.


(ANTOLOGIA 16, POSTAL CLUBE, PÁGINA 52)

SERÁ QUE SOU UM CHATO?

SERÁ QUE SOU UM “CHATO”?
Filemon F. Martins

Que coisa mais chata é você ter um “chato” por perto. Pior, eles estão em toda parte. Em casa, no ambiente de trabalho, na condução, no ponto de ônibus, nas reuniões da empresa ou reuniões familiares.
“Chato” aqui é a pessoa que reclama demais. Reclama de tudo.
É muito comum, especialmente, pelas redes sociais as pessoas reclamarem da chuva, do calor, do frio, das árvores que deixam cair suas folhas, do trânsito caótico, enfim não faltam motivos para reclamações.
Não é agradável ficar ouvindo reclamações o tempo todo, por mais paciência que se tenha. Na opinião do psicólogo João Alexandre Borba, em entrevista à revista PONTO DE ENCONTRO, o nível e a quantidade de reclamações feitas por uma pessoa servem somente para revelar o quão pessimista e amarga ela pode ser. “Elas são do tipo que veem o copo meio vazio e não meio cheio, e costumam perceber sempre o que está faltando e não o que já foi feito. Esse comportamento faz com que, no decorrer do tempo, as pessoas a sua volta comecem a se afastar. Afinal, ninguém consegue permanecer perto de alguém cheio de razão e que está sempre insatisfeita”, afirma.
De fato, existem “chatos” de todos os tipos:
Desagradável – aparece sempre fazendo comentários antipáticos e são chamados “os sem noção”. Inconveniente – aborda questões de saúde, assuntos particulares. Arrogante -  aposta que só ele sabe de tudo. Tudo o que ele tem ou faz, é melhor que o dos outros. Agressivo – chega a ofender com suas “brincadeiras” de mau gosto, emitindo opiniões desastradas sobre tudo o que os colegas fazem. Dono da verdade – elege um tema no qual se julga um mestre, torna-se um juiz, um julgador infalível.  Repetitivo – onde quer que ela vá, diz: o meu médico, a minha academia, o meu dentista, que é sempre o melhor e essa ladainha você ouve todos os dias.
Mas há outros que eu considero uns chatos: aqueles que atropelam as pessoas nas ruas, porque não desgrudam dos celulares, smartphones e tablets, como se eles fossem morrer, sem estes aparelhinhos.    
Na minha classificação, há também um tipo novo: aqueles que, diante de tantas evidências de má administração do dinheiro público, falcatruas e desvios já comprovados, inclusive alguns já condenados pelo Supremo Tribunal Federal, ainda acreditam piamente no governo do PT e seus aliados.
Mas, segundo a Dra. Priscila Gasparini Fernandes, psicóloga clínica e psicanalista, em entrevista à revista PONTO DE ENCONTRO, nem tudo está perdido: “Por pior que seja a situação, sempre haverá uma maneira de lidar com ela, com clareza e responsabilidade, delimitando até onde o problema é nosso ou não, para não corrermos o risco de querer resolver também os dilemas dos outros, mas apenas orientá-los”.

Caixa Postal 64
11740-970 – Itanhaém – SP.