terça-feira, 29 de março de 2016

HOMENAGEM SINGELA A MÁRIO RIBEIRO MARTINS

HOMENAGEM SINGELA A MÁRIO RIBEIRO MARTINS
    Com saudades doridas e vivas lembranças, 
                                                                    Pastor Britto
MÁRIO, PARTISTE ANTES DE MIM, DEPRESSA, 
E INDA TE LEMBRO PARA MIM SORRINDO. 
E RICA ESSA LEMBRANÇA QUE NÃO CESSA
IRÁ ME ACOMPANHAR... BREVE ESTOU INDO.

        UM DIA ME ENVIASTE UMA PROMESSA:
        IRIAS ME ESCREVER, FIQUEI PEDINDO...
        MINH'ALMA AGORA ESTE SOFRER CONFESSA ...
        "CASTELO FORTE" CONTIGO ESTOU OUVINDO...

MEU IRMÃO, MEU AMIGO, MEU COLEGA,
ACOMPANHEI A CRISTO A TUA ENTREGA
TEU BRILHANTISMO E A VASTA PRODUÇÃO.

        EU SEI QUANTO ME AMAVAS COM APREÇO
        DEDICAÇÃO ME TINHAS, NÃO MEREÇO, 
        MAS TUDO GUARDO NO MEU CORAÇÃO.
                             J. Pessoa, 27/03/2016
                                 



sábado, 26 de março de 2016

QUEM FOI MÁRIO RIBEIRO MARTINS?

QUEM FOI MÁRIO RIBEIRO MARTINS?


                                                                    Filemon F. Martins


         Mário Ribeiro Martins nasceu a 07/08/1943, no agreste da Bahia, na cidade de Ipupiara, Região da Chapada Diamantina. Filho de Adão Francisco Martins e Francolina Ribeiro Martins. Aprendeu as primeiras letras nas cidades de Ipupiara, Morpará e Xique-Xique, tendo concluído o curso ginasial no Colégio São Vicente de Paulo, em Bom Jesus da Lapa.
        No Recife, fez o curso Clássico no Colégio Americano Batista Gilreath, onde também estudara Gilberto Freyre nos idos do ano de 1907. No Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil bacharelou-se em Teologia em 1970. Na Universidade Católica de Pernambuco licenciou-se em Filosofia Pura, onde também fez Licenciatura em Sociologia. Em 1972, bacharelou-se em Ciências Sociais, na Universidade Federal de Pernambuco. Ainda em 1972 terminou o Mestrado em Teologia, com especialização em História do Cristianismo, defendendo a tese “O Radicalismo Batista Brasileiro”. 
        Tornou-se professor na Universidade Católica de Pernambuco, na Universidade Federal Rural, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e na Escola Superior de Relações Públicas.
        Escreveu para os jornais, “DIÁRIO DE PERNAMBUCO” e “JORNAL DO COMMERCIO”, ambos do Recife, ao lado de MAURO MOTA, ORLANDO PARAHYM, NILO PEREIRA, ALBERTO CUNHA MELO e outros.
        Em 1973, na Espanha, fez cursos de Especialização na área de Educação Moderna e Sociologia, no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid, além de Administração Pública, na Escuela Nacional de Alcalá de Henares. De volta ao Brasil, publicou: “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (São Paulo - Imprensa Metodista, 1973), uma contribuição biográfica focalizando aspectos interessantes da vida do Mestre de Apipucos, posteriormente traduzido para o espanhol por Jorge Piñero Marques.
        Em 1975, transferiu-se para Anápolis – Goiás, onde se dedicou ao Magistério Superior, como professor da Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão e da Faculdade de Direito. Depois de ter concluído o curso de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de Anápolis, em 1976, tornou-se, através de Concurso Público de Provas e Títulos, em 1978, Promotor de Justiça de Abadiânia, atuando também em Corumbá de Goiás e depois, Anápolis.
        Aposentado em abril de 1998, como Procurador de Justiça do Estado de Goiás, transferiu-se para Palmas, Tocantins, onde passou a residir. Desde então, tem-se dedicado a atividades literárias, fazendo palestras, seminários e conferências sobre literatura goiana e tocantinense, bem como pesquisando material para novos livros. Fez curso de Pós-Graduação em Administração Pública, no III Ciclo de Estudos de Política e Estratégia, num convênio entre a Universidade do Tocantins e a ADESG (Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra), quando estudou no Rio de Janeiro para complementação do curso, através de visitas aos diversos Ministérios e Instituições Públicas.
        Escritor, Cronista, Poeta, Sociólogo, Pensador, Mestre em Teologia, Ecologista, Filósofo, Jurista, Dicionarista, Biógrafo, Historiador, é autor de vários livros, entre outros: “CORRENTES IMIGRATÓRIAS NO BRASIL” (1972), “SUBDESENVOLVIMENTO-UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA” (1973), “SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE” (1973), “MISCELÂNEA POÉTICA” (1973), “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (1973), “ESBOÇO DE SOCIOLOGIA” (1974), “FILOSOFIA DA CIÊNCIA” (1979), “SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL” (1982), “LETRAS ANAPOLINAS” (1984), “JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS” (1986), “ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS” (1995), “ESCRITORES DE GOIÁS” (1996), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS” (1999), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS” (2001), “CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS” (2004), “RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS” (2005), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS” (2007), “DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS” (2007), “A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS” (2008), “MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS” (2009), “ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDEIAS” (2009) “CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES” (2010) “RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES” (2011).
        Em “MISCELÂNEA POÉTICA” revelou-se um excelente sonetista compondo sonetos como estes: MEDO DAS TREVAS – “Nos dolentes caminhos desta vida,/parei chorosamente pra pensar:/vi o passado – que grande ferida!/Vi o presente – que tempo vulgar! Com quase a minha fé desfalecida,/desvendei o futuro a me acenar:/contemplei minha nau quase perdida,/do encapelado mar se retirar. Encosta, encosta, encosta foi meu brado./Quando saiu meu grito desvairado,/a nau chegou ao cais lá no porvir. Que tremenda visão eu tive agora!/Que sonho! Que beleza! Amável hora,/pois acordei morrendo de sorrir.”
         VERGEL – “No meu lindo vergel de experiências,/colho versos de amor e de saudade;/vejo neles excelsa claridade/dos sonhos meus e das reminiscências. Passo horas e horas vendo estas essências,/do meu jardim, da rica mocidade;/busco aqui, busco ali sublimidade,/todos são versos, são resplandecências. Vivo dias e noites escrevendo/e minuto por hora vou relendo/os versos que me traz a inspiração. Extingue-se o prazer se perco um verso/e sinto toda a dor deste universo/quando me falta a rima em perfeição.”
         Em “CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES” uma série de artigos e crônicas publicadas em jornais e revistas ao longo de sua trajetória literária: “A história jamais resolverá o conflito entre a juventude e a velhice. Não é que a juventude seja inevitavelmente inimiga da velhice. O fato é que o ponteiro de equilíbrio entre as duas gerações tem estado em direção da juventude. Constituindo a maioria populacional, os jovens, como não poderia deixar de ser, brilham mais intensamente. Daí o uso de expressões, como “o mundo é dos jovens” e outras. Isto, porém, não dá o direito de negar à velhice grandes realizações em todos os tempos.” Do mesmo livro, o artigo sobre a IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA, “Não se pode negar a importância da Filosofia em qualquer faceta da vida humana. Embora o centro de gravidade dos interesses do homem esteja, modernamente, no campo da ciência e da tecnologia, exerce a Filosofia um atrativo impar e tem sua presença marcante no mundo moderno... A Filosofia tem um presente e terá um futuro como teve um passado de vinte e cinco séculos. Não tivesse ela a sua grandeza e a sua significação já teria sido abandonada pelo homem, como sói acontecer com tudo aquilo que é inútil ou que se torna desnecessário.”
        Considerado o maior Biobibliógrafo do Brasil, segundo LICINIO LEAL BARBOSA, advogado criminalista, professor titular da Universidade Católica de Goiás, manteve via Internet o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL com mais de 40 (quarenta) mil biografias, dentro de ENSAIOS, no site www.usinadeletras.com.br, além de publicar crônicas, artigos e discursos.
        É membro da Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira de Escritores de Goiás, da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, de Anápolis e da Academia Goianiense de Letras.
        Em outros Estados, é membro da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil, da Academia de Letras Municipais do Brasil, em São Paulo, da Academia Tocantinense de Letras e da Academia Pernambucanas de Letras e Artes.
        Algumas opiniões sobre o autor: “Mário Ribeiro Martins foi lançado por este jornal com uma série de artigos sobre Gilberto Freyre e sua adolescência religiosa, sendo hoje um dos melhores articulistas deste e de outros órgãos da imprensa”. José dos Reis Pereira (Jornal Batista-Rio de Janeiro, 31.12.74). “Um simpático Dr. Mário Ribeiro Martins publicou há pouco um opúsculo – GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. Pena que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coisas talvez de interesse para o seu estudo”. Gilberto Freyre (Folha de São Paulo-SP, 29.03.81). “Quero cumprimentá-lo pelo seu livro “FILOSOFIA DA CIÊNCIA”, de excepcional qualidade, pela modernidade do texto, onde faz referência não somente às minhas obras, entre as quais, FILOSOFIA DO DIREITO, mas também ao Instituto Brasileiro de Filosofia que tive o prazer de fundar, em 1949, na capital paulista”. Miguel Reale, (in O Popular-Goiânia-23.10.79). “O presente trabalho – FILOSOFIA DA CIÊNCIA – publicado pela Editora Oriente, em Goiânia, de autoria do ilustre professor Mário Ribeiro Martins, não se restringe aos seus objetivos pedagógicos, mas busca, sobretudo, reafirmar a grandeza e a significação da investigação filosófica, através da qual o homem se descobre como ser no mundo, daí a razão por que se trata de um livro do mais alto valor, essencial à reflexão filosófica”. Benedicto Silva (Informativo da Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro – 10.06.81).
         “Pelo inestimável valor e magnitude de sua gigantesca obra, Mário Ribeiro Martins tem lugar garantido na honrosa galeria dos maiores escritores e homens de letras do Brasil”. Adrião Neto – Teresina, Piauí, 25.11.2004. “Prezado acadêmico Mário Martins, agradeço, sensibilizado, o obséquio de 2 (dois) exemplares (para a Academia e para mim), de seu belo DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, de fina sensibilidade e de importância histórica para as letras nacionais, retribuindo-lhe com o meu CEM SONETOS, publicado em 2006”. Ives Gandra da Silva Martins (Presidente da Academia Paulista de Letras, 07.12.2006).
           Seus trabalhos literários estão publicados em vários jornais e revistas, entre os quais, “Revista Nacional”, do Rio de Janeiro; “Correio do Ceará” de Fortaleza; “Diário da Manhã”, de Goiânia; “Jornal da Paraíba”, de Campina Grande; “O Progresso” de Dourados, MS; “Tribuna Piracicabana” de Piracicaba, SP; jornal “Manchester”, jornal “O Popular” de Goiânia, “Revista Brasília”, DF.
        Publicou artigos de crítica literária, em diferentes jornais, sobre uma infinidade de autores goianos e nacionais, entre os quais, José Mendonça Teles (O Anápolis-30.08.82); Modesto Gomes da Silva (O Anápolis-13.09.82); Gilberto Mendonça Teles (Correio do Planalto-31.1181); Bernardo Élis (Correio do Planalto-12.12.81); Jaime Câmara (Correio do Planalto-28.11.81); Paulo Nunes Batista (Correio do Planalto-29.05.81); Carlos Ribeiro Rocha (O Popular-10.07.77); Ursulino Leão (O Popular-13.11.77); Gilberto Freyre (O Popular-30.07.78, Correio do Planalto-série de 18 artigos, 5.07.80 a 13.09.80, Jornal do Commercio, Recife-04.10.72, Jornal Batista-RJ-16.07.72, Diário de Pernambuco-09.01.75.
        Outros artigos do autor na Internet, www.usinadeletras.com.br, sobre LICINIO BARBOSA E SEUS DEUSES E DEMÔNIOS, O GOVERNO DO TOCANTINS E A SEDE DA ACADEMIA, A INJUSTIÇA DOS CORREIOS COM AS BIBLIOTECAS, MIRORÓS (Bahia) – UM PROJETO INACABADO, RESTRIÇÕES À ENCICLOPÉDIA BARSA, VIAGEM PELOS RIOS TOCANTINS E ARAGUAIA, QUEM FOI JÚLIO PATERNOSTRO? O BRASIL ESTÁ VIRANDO UM PAÍS DE CORRUPTOS? A LEI BURLANDO A LEI, A SOJA COMO DESASTRE ECOLÓGICO, IOGA: RELIGIÃO OU TERAPIA? A CONSTRUÇÃO DO ROMANCE EM MOURA LIMA E OUTRAS FACETAS, ENCICLOPÉDIA LITERÁRIA E A ENTREVISTA DE JOÃO UBALDO RIBEIRO, UM BAIANO ILUSTRE (Milton Santos), CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS E DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL DE A a Z.   
        Está vinculado à “Sociedade de Homens de Letras do Brasil”, no Rio de Janeiro, à “União Brasileira de Escritores do Amazonas” e à “Associação Goiana do Ministério Público”.
        É biografado por Luiz Vital Duarte no livro “RUY BARBOSA – SUA OBRA, SUA PERSONALIDADE”, 1984. Figura no livro de José Mendonça Teles “GENTE & LITERATURA”, como um dos nomes ligados à literatura goiana. É biografado também no “DICIONÁRIO DE ESCRITORES PIAUIENSES DE TODOS OS TEMPOS”, de Adrião Neto, no “DICIONÁRIO DE ESCRITORES DE BRASÍLIA”, de Napoleão Valadares e no livro “A POESIA GOIANA no Século XX”, de Assis Brasil. 
        É verbete na “ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA”, de Afrânio Coutinho, edição do MEC-1990 e no “DICIONÁRIO LITERÁRIO BRASILEIRO”, de Raimundo Menezes. É referenciado no “DICIONÁRIO DE POETAS CONTEMPORÂNEOS”, de Francisco Igreja-1991. Citado no “DICIONÁRIO DA INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION”, de Teresinha Pereira, USA-1994. Mencionado no livro “SOCIEDADE GOIANA”, de Artur Rezende e presente em várias Antologias de poesia e prosa, entre as quais, “VENTANIA”, de Gabriel Nascente, “PLURICANTO”, de Joanyr de Oliveira e “ANUÁRIO DE POETAS BRASILEIROS”, de Aparício Fernandes-RJ.
        Por tudo isso e muito mais, Mário Ribeiro Martins foi um dos nomes mais expressivos na Literatura Brasileira, em especial nos campos da Sociologia, Filosofia e História.
Faleceu a 18/03/2016 em Palmas, Tocantins, onde residia, tendo sido velado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de Palmas e recebido homenagens da Academia Tocantinense de Letras, Academia Palmense de Letras e do Ministério Público do Tocantins. Seu corpo foi velado também no salão da Igreja Batista de Ipupiara, tendo sido sepultado no cemitério da cidade de Ipupiara, onde nasceu, com a presença de parentes, amigos e admiradores.
Deixou a mulher e duas filhas do primeiro casamento e quatro netos. No campo da Literatura deixou 36 obras publicadas.







terça-feira, 22 de março de 2016

SOBRE A MORTE DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS

SOBRE A MORTE DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS:

Mário Ribeiro Martins nasceu a 07/08/1943 em Ipupiara, Bahia e faleceu a 18/03/2016, em Palmas, Tocantins.
Seu corpo foi velado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de Palmas, tendo recebido homenagens do Ministério Público, da Academia Tocantinense de Letras, amigos, parentes e admiradores.
De lá, seu corpo foi trasladado para Ipupiara, sua cidade natal, tendo sido velado no salão da Igreja Batista. Na ocasião, usaram da palavra o Pastor Clóvis de Sousa Nogueira, Pastor da Igreja Batista de Ipupiara, a quem agradecemos, Filemon F. Martins, irmão do escritor e por fim Kenned Gláucio, um dos genros do Mário Martins. Após o cerimonial o corpo foi levado para o cemitério da cidade e às 16:30hs do dia 19/03/2016 foi sepultado, com a presença da família, amigos, parentes e admiradores. Cumpriu-se assim o último pedido do filho ilustre de Ipupiara: o chão que o acolheu, foi o mesmo que um dia o viu nascer.


                                                        Filemon F. Martins

sexta-feira, 18 de março de 2016

NOTÍCIA TRISTE




NOTÍCIA TRISTE:


Cremos que a morte é a passagem para uma vida espiritual e plena. Chegou a hora. O mano Mário Ribeiro Martins nos deixou esta manhã, em Palmas, Tocantins, onde residia. Ainda não temos informações onde será seu sepultamento. É possível que seja em Ipupiara, na Chapada Diamantina, Bahia, onde nasceu, cresceu e iniciou seus primeiros estudos. Mário deixou duas filhas, Nívea Zênia dos Santos Martins e Nívea Keila dos Santos Martins e quatro netos: Da Nívea, Danilo Martins Mendes e Letícia Minas Novas Martins Mendes. Da Keila, Samara Minas Novas Martins Morais e Manuela Martins Morais. 

quinta-feira, 17 de março de 2016

TROVAS DE VANDA FAGUNDES QUEIROZ

TROVAS DE VAND
que na paisagem se A FAGUNDES QUEIROZ

A primavera, suponho,
que tendo sonhos de amor,
faz, sim, com que cada sonho
nasça em forma de uma flor.

Aquela duna imponente,alteia,
tem na origem, certamente,
minúsculos grãos de areia.

Arrumei minha bagagem
com sonhos e fantasia,
e agora, no fim da viagem,
abro a mala… está vazia.

A vitória que se alcança
tem lição para ensinar.
– Não fique na praia mansa,
saiba as ondas enfrentar!

(O ENCANTO DAS TROVAS, JOSÉ FELDMAN)


quarta-feira, 16 de março de 2016

A QUE NÃO FOI...

Um Poema de São Paulo/SP
Amaryllis Schloenbach
A QUE NÃO FOI

Você não me embalou o berço,
mas construiu o meu leito;
não me amamentou,
mas escolhe e prepara,
com cuidado, o meu alimento;
não viu meu primeiro sorriso,
mas enxuga os meus prantos;
não me cuidou da catapora,
mas vigia, com desvelo,
minhas dores maiores.
Você não me ensinou o bê-á-bá,
mas escavou com paciência
o curso de minha palavra;
não me deu castigos,
mas apara os golpes
que o Destino me desfere;
não foi minha mãe de sangue,
mas o é pelo coração;
não foi quem me deu à luz,
mas é quem me dá a Luz.


(ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 445, JOSÉ FELDMAN) 

segunda-feira, 14 de março de 2016

OPINIÃO

OPINIÃO
Filemon F. Martins

Somente um fanatismo tolo e inexplicável pode levar alguém a aceitar os desmandos do PT e seus aliados. Não há um órgão, ministério, repartição pública, ou qualquer outro segmento administrado pelo PT e seus aliados que não haja muitas falcatruas e roubalheira. Se estiver enganado, o leitor pode entrar em contato e me citar, pelo menos um. Nunca o velho dito popular foi tão verdadeiro: “Dize-me com quem andas, e eu direi quem tu és”.
Diante de tantos fatos, já comprovados pelas investigações e olha que não foram denunciados pela oposição e sim por líderes do governo, políticos e parceiros, é preciso que o povo, numa linguagem bem clara, crie vergonha na cara e risque uma vez por todas os nomes destes politiqueiros, enganadores, corruptos e corruptores na hora do voto. Esta atitude vale para todos os níveis: municipal, estadual e federal. Do contrário, continuaremos “deitados eternamente em berço esplêndido”, enquanto estes lobos disfarçados de cordeiro, roubam o dinheiro que é destinado à Saúde, Educação, Segurança e bem-estar da população.


sábado, 12 de março de 2016

PISANDO NA BOLA...

PISANDO NA BOLA...
(Este artigo foi escrito em 14/02/2012 e publicado nos sites www.usinadeletras.com, www.prefacio.net, e nos blogs do Filemon, mas como se vê o problema continua...)
                                                                            Filemon F. Martins
         Foi o que fez o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab com os moradores da Vila Itaim e região, no Itaim Paulista. A Vila Itaim, no extremo leste de São Paulo, é vizinha ao Jardim Romano e os dois bairros sofrem com as enchentes do Rio Tietê que, nestes últimos anos, têm sido mais frequentes.
        Embora os engenheiros neguem o fato, quem mora ou morou nestes bairros há muitos anos, sabe que alguma “obra” errada foi feita por lá. Só assim se explica a situação: basta uma chuva e água fica esborrando nas ruas da Vila Itaim, até mesmo sem chuva.
        Em entrevista à TV, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que o Jardim Romano tinha um projeto para a construção de um dique que evitaria a enchente, mas a Vila Itaim não tinha esse projeto. É preciso lembrar que há 2 anos mais ou menos, a tragédia do Jardim Romano foi mostrada pela Rede Record, que alugou uma casa na região, para transmitir diariamente o problema. Ocorre que a enchente também atingia a Vila Itaim e região na mesma época.
        Ora, Senhor Prefeito, por que não houve também um projeto abrangente para a construção do dique, englobando a Vila Itaim, o Jardim Pantanal, em São Miguel Paulista e todas as regiões próximas ao Rio Tietê?
        Primeiro houve a promessa de que a construção do Parque Linear, anunciado com estardalhaço pelo governo do Estado, viria sanar o problema da enchente até 2014. Em segundo, a construção do dique seria a solução das enchentes na Vila Itaim e demais bairros da região.
        Com a inauguração de uma creche da Prefeitura na Rua Aramaçã, na Vila Itaim, a solução encontrada pelas autoridades foi enviar para a região três ou quatro carros com bombas para sugar a água das ruas. Assim que começa a chuva, a rua já fica alagada. E os carros entram em ação. Não se sabe, porém, até quando a creche vai permanecer por lá e muito menos os caminhões para sugar a água.
        Voltando à entrevista ao jornal SPTV, da TV Globo, o prefeito afirmou que a solução só virá em 2016, quando todos os moradores deverão sair do local. Ora, se o prefeito está esperando que os moradores abandonem suas casas, vai esperar por muito tempo, porque isso não vai acontecer, com água ou sem água.
        Vale registrar que muitos moradores têm suas escrituras e estão à disposição do Poder Público.
        Contudo, é necessário que recebam uma notificação informando que foram desapropriados e recebam, em contrapartida, o pagamento justo, aí, sim, deverão deixar suas casas, Senhor Prefeito.
        Afinal, quem fez a “obra errada”, que conserte!
Como se pode ver estamos em 2016 e a situação está pior cada dia que passa. Os moradores daquela região estão com suas casas e ruas cheias de água. Nenhuma solução foi dada ao problema que existe há mais de 30, 40 anos.
Numa linguagem bem clara, é preciso que o povo, na hora de votar, crie vergonha na cara e risque de uma vez por todas, o nome destes politiqueiros, que só lembram do povo em época de eleições. Esta atitude vale para todos os níveis: municipal, estadual e federal. Do contrário, ficaremos “deitados eternamente em berço esplêndido”.

Caixa Postal 64
 11740-970 – Itanhaém – SP.




quinta-feira, 3 de março de 2016

TROVADORES DE SÃO PAULO


TROVADORES DE SÃO PAULO
MARINA BRUNA (1935/2013)

A ciranda traz lembranças,
que a saudade perpetua,
de um tempo em que nós, crianças,
éramos todas de rua...

Afeto infinito eu leio
nos olhos, cheios de brilho,
da mãe que desnuda o seio
e oferta seu leite ao filho!

Amena e doce ebriedade,
que a adega do tempo apura,
o amor, na terceira idade,
é um vinho de uva madura!

À noite, a areia da praia,
com rendas à beira-mar,
lembra um lençol de cambraia
onde se deita o luar...


(O Encanto das Trovas . . . Tomo IV – São Paulo vol. 1, JOSÉ FELDMAN)