sábado, 12 de março de 2016

PISANDO NA BOLA...

PISANDO NA BOLA...
(Este artigo foi escrito em 14/02/2012 e publicado nos sites www.usinadeletras.com, www.prefacio.net, e nos blogs do Filemon, mas como se vê o problema continua...)
                                                                            Filemon F. Martins
         Foi o que fez o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab com os moradores da Vila Itaim e região, no Itaim Paulista. A Vila Itaim, no extremo leste de São Paulo, é vizinha ao Jardim Romano e os dois bairros sofrem com as enchentes do Rio Tietê que, nestes últimos anos, têm sido mais frequentes.
        Embora os engenheiros neguem o fato, quem mora ou morou nestes bairros há muitos anos, sabe que alguma “obra” errada foi feita por lá. Só assim se explica a situação: basta uma chuva e água fica esborrando nas ruas da Vila Itaim, até mesmo sem chuva.
        Em entrevista à TV, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que o Jardim Romano tinha um projeto para a construção de um dique que evitaria a enchente, mas a Vila Itaim não tinha esse projeto. É preciso lembrar que há 2 anos mais ou menos, a tragédia do Jardim Romano foi mostrada pela Rede Record, que alugou uma casa na região, para transmitir diariamente o problema. Ocorre que a enchente também atingia a Vila Itaim e região na mesma época.
        Ora, Senhor Prefeito, por que não houve também um projeto abrangente para a construção do dique, englobando a Vila Itaim, o Jardim Pantanal, em São Miguel Paulista e todas as regiões próximas ao Rio Tietê?
        Primeiro houve a promessa de que a construção do Parque Linear, anunciado com estardalhaço pelo governo do Estado, viria sanar o problema da enchente até 2014. Em segundo, a construção do dique seria a solução das enchentes na Vila Itaim e demais bairros da região.
        Com a inauguração de uma creche da Prefeitura na Rua Aramaçã, na Vila Itaim, a solução encontrada pelas autoridades foi enviar para a região três ou quatro carros com bombas para sugar a água das ruas. Assim que começa a chuva, a rua já fica alagada. E os carros entram em ação. Não se sabe, porém, até quando a creche vai permanecer por lá e muito menos os caminhões para sugar a água.
        Voltando à entrevista ao jornal SPTV, da TV Globo, o prefeito afirmou que a solução só virá em 2016, quando todos os moradores deverão sair do local. Ora, se o prefeito está esperando que os moradores abandonem suas casas, vai esperar por muito tempo, porque isso não vai acontecer, com água ou sem água.
        Vale registrar que muitos moradores têm suas escrituras e estão à disposição do Poder Público.
        Contudo, é necessário que recebam uma notificação informando que foram desapropriados e recebam, em contrapartida, o pagamento justo, aí, sim, deverão deixar suas casas, Senhor Prefeito.
        Afinal, quem fez a “obra errada”, que conserte!
Como se pode ver estamos em 2016 e a situação está pior cada dia que passa. Os moradores daquela região estão com suas casas e ruas cheias de água. Nenhuma solução foi dada ao problema que existe há mais de 30, 40 anos.
Numa linguagem bem clara, é preciso que o povo, na hora de votar, crie vergonha na cara e risque de uma vez por todas, o nome destes politiqueiros, que só lembram do povo em época de eleições. Esta atitude vale para todos os níveis: municipal, estadual e federal. Do contrário, ficaremos “deitados eternamente em berço esplêndido”.

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