domingo, 31 de maio de 2015

TROVAS DE DULCE A. SIQUEIRA

TROVAS DE DULCE A. SIQUEIRA
(RECIFE – PE)

Saudade... quanta lembrança
de um tempo bom que passou...
uma vida de esperança
que o tempo não apagou.

Há mistério neste mundo
que desafia a razão...
pois, só Deus tem o profundo

supremo poder na mão.

sábado, 30 de maio de 2015

O PERDÃO

O PERDÃO 
MOTE 
Soubesse perdoar mais, 
um gesto nobre e cristão, 
um mundo cheio de paz 
nasceria do Perdão. 
GLOSA 
SOUBESSE PERDOAR MAIS 
melhor a vida seria, 
que só o amor é capaz 
de nos trazer alegria. 

Enquanto houver neste mundo 
UM GESTO NOBRE E CRISTÃO, 
o amor duradouro e fundo 
fará bem ao coração. 

Bondade nunca é demais 
quando se vive em amor, 
UM MUNDO CHEIO DE PAZ 
longe da guerra e da dor. 

Seria o mundo decente 
vivendo sem ambição, 
a nossa paz, certamente, 
NASCERIA DO PERDÃO.

Filemon F. Martins

filemon.martins@uol.com.br

sexta-feira, 29 de maio de 2015

TROVAS DE GOUVEIA MARINHO

TROVAS DE GOUVEIA MARINHO

Saudade é flor que na jarra
do peito rasga o botão,
é doença de guitarra,
é gemido de violão.

Quis levar-te uma mensagem
de amor no mais adequado
estilo e clara linguagem...

O que fiz? Fiquei calado.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

PORQUE O JUIZ TEM QUE OUVIR AS DUAS PARTES

PORQUE O JUIZ TEM QUE OUVIR AS DUAS PARTES
EDILSON MENEZES/EDMEN


Eu também responderia que “estava ótimo”, ora essa!

Seu Zé, mineirinho, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:

- O Senhor não disse na hora do acidente 'Estou ótimo'? 

E seu Zé responde:

- Bão, vô ti contá o que aconteceu. Eu tinha acabado di colocá minha mula favorita na caminhonete... 

- Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado.
- Só responda à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: 'Estou ótimo'? 

- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia... 

O advogado interrompe novamente e diz:

- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta. 

Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé e disse ao advogado:

- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer. 

Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu:

- Como eu tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a Rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha Caminhonete bem du lado. Eu fui lançado fora do carro prum lado da rodovia e a mula foi lançada pro outro lado. Eu tava muito ferido e não podia me movê. Mais eu podia ouvir a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio. Em seguida o patrulheiro rodoviário chegou. Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava. Depois de dá uma oiada nela, ele pegou o revorve e atirou 3 vezes bem no meio dos ôio dela. Depois ele travessô a estrada com a arma na mão, oiô para mim e disse: 

- Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. E, como o senhor está se sentindo? 

- Aí eu pensei bem e falei: ... Tô ótimo!

FONTE: (academiavirtualbrasileiraalmaartepoesia@googlegroups.com)




TROVAS DO FILEMON

TROVAS DO FILEMON

Não julgue pela aparência,
não condene sem saber;
às vezes com paciência
algo bom temos de ver.

No livro da Natureza
as lições são sem iguais.
Tenho, por isto, certeza

que é onde se aprende mais.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

TROVAS DE EUGÊNIO DE FREITAS

TROVAS DE EUGÊNIO DE FREITAS

Depois de exame profundo
das impressões digitais,
provado está que no mundo
não há dois seres iguais.

Cinzas... é tudo o que resta
dos sonhos de qualquer um,
depois que a data da festa

se torna um dia comum.

domingo, 24 de maio de 2015

TROVAS DE ALOISIO DA COSTA

TROVAS DE ALOISIO ALVES DA COSTA

Mesmo nos dias tristonhos
cheios de angústias e anseios,
eu busco à luz dos meus sonhos
dar vida aos sonhos alheios.

Ao ver o leito das águas
e tanta gente sem leito,
transborda o rio das mágoas,

que enche de mágoas meu peito.

sábado, 23 de maio de 2015

TROVAS DE IRENE L. GUIMARÃES

TROVAS DE IRENE L. GUIMARÃES

Por uma estrada comprida,
Um carro segue gemendo...
- triste ironia da vida!
Os bois é que vão sofrendo...

Crianças abandonadas,
Sem ter rumo, sem ter guia,
Lembram folhas arrancadas

Ao sabor da ventania.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

TROVAS DO GERALDO DE OLIVEIRA

TROVAS DO GERALDO DE OLIVEIRA

Ouvi cantar a cigarra
lá no tronco da jaqueira,
ninguém sabe no que esbarra
se dormiu a vida inteira.

Minha Mãe já me dizia:
- não te vás ao léu do vento!
Pois não é qualquer Maria
que se pede em casamento.


(ANUÁRIO – COLETÂNEA DE TROVAS BRASILEIRAS, 1979, PÁGINA 123)

quinta-feira, 21 de maio de 2015

TROVAS DE WALTER WAENY

TROVAS DE WALTER WAENY
(S.VICENTE, 06/12/1924 – SANTOS, 04/06/2006)

Não te prendas mais à dor
nem lembres quem te esqueceu,
pois quem quer morrer de amor
vive do amor que morreu.

Lua e sol, de déu em déu,
vagam, ao longe, com ânsia.
- Tristão e Isolda do céu
que se amam sempre à distância!

Festa no asilo. E contesta
o velhinho, com razão:
- depois de um dia de festa,
um ano de solidão.

Quanta gente boba e fátua,
sem civismo nem moral,
aspira por uma estátua
e nem vale o pedestal.

Na alma, a esperança reflete
uma risonha mentira,
pois é o que a vida promete
em troca do que nos tira.

Louvas meus versos risonhos,
lidos hoje, em toda parte,
e é, com sucata de sonhos,
que eu forjo essas obras de arte!

Vitória nem sempre é quando
se pode vencer alguém:
às vezes, morrer lutando
é uma vitória também.

As noites! Que gosto é vê-las,
vendo vagar, tão risonhos,
neste céu cheio de estrelas,
teus olhos cheios de sonhos!

Ela se foi, porém vi
que jamais me abandonou
quem deixou tanto de si
na saudade que deixou...

Para não desanimar
na vida, é preciso ter
coragem para ganhar
e calma para perder.

No baile animado e amigo
deixei tristeza porque
levei a festa comigo,
quando saí com você!

Lembram, na vida, os segredos,
em lição que fundo cala:
água escorrendo entre os dedos
de quem, nas mãos, quer guardá-la!

Lei que é honesta, não susta
o seu castigo aos velhacos.
- Qualquer lei se torna injusta

quando só se aplica aos fracos.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

TROVAS DO JERRY FILHO

TROVAS DO JERRY FILHO (Ipupiara, Bahia)
(21/12/1950 – 19/05/2015)
(In memoriam)

Escolha um solo fecundo,
prepare-o com muito ardor,
e com fervor mais profundo
plante a semente do Amor!

Já dizia um certo nobre
ao filosofar aos seus:
“aquele que empresta ao pobre,
simplesmente dá... Adeus!”

Cada trovinha que escrevo,
muito feliz, qual um bravo
- de quatro folhas – é trevo,
- de amores – é lindo cravo!

Pela sombra do destino
o qual traça a diretriz,
viajo desde menino
na ilusão de ser feliz.

Nesta vida amargurada
onde o mal se opõe ao bem,
a poesia é nossa fada
no Universo ou mesmo além.

O mar revolto da vida
tenta abafar ideais,
e a gente – vaga perdida –
procura a praia da paz.

Por dinheiro, quanta lida,
o homem se julga esperto,
mas, na luta pela vida,
vem a morte – prêmio certo.





terça-feira, 19 de maio de 2015

MUDANÇA NOS CORREIOS

Esta foi a resposta que recebi da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos sobre o meu questionamento no texto MUDANÇA NOS CORREIOS. Depois de ler a resposta, NÃO HÁ COMENTÁRIOS A FAZER.



Caso queira adicionar algum comentário ou questionamento sobre a resposta abaixo, clique aqui.

Resposta: 
Informamos que os objetos que são destinados ás Caixas postais , que sua origem são de Códigos de Barra, como por exemplos-Sedex- Cartas Registradas, Encomendas, esses são objetos de códigos de barras e os mesmos teem seus tempo de guarda estabelecidos pela Empresa, passando do prazo eles tem que ser devolvidos á origem. Se for correspondencias Simples as mesmas ficam dentro das Caixas Postais á disposição do Cliente até o vencimento da Caixa Postal.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

SEMPRE (GUIMARÃES PASSOS)

SEMPRE
Guimarães Passos

Se eu não te disse nunca que te amava,
Perdoa-me, mulher, sou inocente:
Eu vivia de amar-te unicamente,
Unicamente em teu amor pensava.


Se os meus lábios calavam-se, falava
O meu olhar apaixonadamente,
Porque, se o lábio oculta o que a alma sente,
Conta o olhar o que o lábio não contava.


Meu rosto triste, meu cismar constante,
Meu gesto, meu sorrir, tudo exalava,
Tudo exprimia um coração amante.


Em tudo o meu amor se denunciava,
Via-me em toda a parte e a todo o instante,
Se estavas longe, se comigo estava.


(FONTE: ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 404, JOSÉ FELDMAN)

domingo, 17 de maio de 2015

RECUSA (A. ISAIAS RAMIRES)

RECUSA
A. ISAIAS RAMIRES

Eu te falei de amor e não me ouviste...
De beijos, de carinhos, de ternura;
ao teu ouvido disse um verso triste
dos muitos que escrevi nesta clausura.

Eu te falei de sonhos... tu fugiste.
Busquei te conquistar – cruel loucura!
Sei que outro alguém em teu caminho existe
para o meu sofrimento e desventura!

Que importa o teu desdém, o teu desprezo,
se ao teu amor eu sinto que estou preso
para a minha tortura e solidão...

Lembra o passado e volta... aqui te espero
para te dar o meu amor sincero
com gestos de renúncia e de perdão!...


(A FIGUEIRA, setembro/1994, editor Abel Pereira, página 4)

MUDANÇA NOS CORREIOS

MUDANÇA NOS CORREIOS
Filemon F. Martins

Recebi um folheto informativo dos Correios sobre mudança visual em sua marca. Segundo diz o folheto, “Afinal, nosso compromisso é estar junto com você sempre”. A mudança ocorre, porque segundo informa os correios, eles estão “atentos às mudanças que acontecem no mundo, acompanhando a inovação e a tecnologia que transformam a vida das pessoas”.
E, sendo assim, sugiro uma mudança fundamental no procedimento adotado até agora, a meu ver, errado. Explico melhor: tenho uma caixa postal em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, cujo período de vigência está devidamente pago. Pois é, quase sempre recebo livros, revistas e correspondências através desta caixa postal. Ocorre que, por um motivo ou outro e até mesmo de saúde, às vezes, demoro ir a minha caixa postal retirar a correspondência e quando lá chego, o livro, a revista, a correspondência foi devolvida para o remetente. Ora, se o período em vigor da caixa postal está pago, se a correspondência, o livro ou a revista já foram pagos na origem, por que o correio tem que devolver o material para o remetente? Como já disse trata-se de livro, revista, correspondência, portanto, não é produto perecível, como se poderia alegar. Na verdade, é um desserviço à cultura, à educação. Está faltando sensibilidade aos gerentes para esta questão social. Não foi a primeira vez, mas agora em abril, por exemplo, quando fui à minha caixa postal, encontrei um aviso de que havia alguma coisa a ser retirada e quando fui ao balcão, recebi a informação de que já fora devolvido ao remetente. A partir daí, não há mais nada a fazer. A única informação que obtive é a de que a correspondência era procedente de João Pessoa, na Paraíba. O contrário também ocorre com muita frequência, ou seja, envio o material e também por este ou aquele motivo, a correspondência é devolvida.
Este procedimento depõe contra a Empresa Brasileira de Correios que, em outros tempos, já teve seu conceito em alta. Hoje, nem tanto!

Caixa Postal 64

11740-970 – Itanhaém – SP.

sábado, 16 de maio de 2015

ESCADA DE TROVAS

ESCADA DE TROVAS 
FILEMON F. MARTINS
 
E colhe amor à vontade 
quem aprendeu conviver, 
que a própria felicidade 
é pelo amor convencer. 

Planta a paz, planta carinho 
quem cultiva só o bem. 
Nunca se sente sozinho, 
nunca magoa ninguém. 

A semente da bondade 
floresce no coração, 
para o bem da Humanidade 
o amor não faz distinção. 

Quem semeia em seu caminho 
bondade, paz e perdão, 
espalha amor, de mansinho, 
ajudando o seu irmão!
NO TOPO:

 
QUEM SEMEIA EM SEU CAMINHO 
A SEMENTE DA BONDADE 
PLANTA A PAZ, PLANTA CARINHO 
E COLHE AMOR À VONTADE. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A VIDA

A VIDA

Filemon F. Martins

Gozar! Grita a minha alma já cansada,
de sofrer nos caminhos desta vida,
minha esperança em dor foi sepultada,
tristeza e mágoa sobram nesta lida.

Não desejo lembrar o meu passado,
- felicidade em um minuto passa.
Antes viver sozinho e desprezado,
que juntos e infelizes na desgraça.

Ama! Grita a minha alma pensativa,
não amei com ardor aquela ingrata?
- Amei, mas a paixão é passageira...

Mas nossa vida é incerta e fugitiva,
é transitória e bela e nos maltrata
e ainda mais é grande traiçoeira!



quinta-feira, 14 de maio de 2015

O PRAZER DE SERVIR (GABRIELA MISTRAL)

O Prazer de Servir

Gabriela Mistral (07/04/1889 a 1957)


Toda natureza é um anseio de serviço
Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva
Onde haja uma árvore a plantar, planta-a tu
Onde haja um erro a corrigir, corrige-o tu
Onde haja um esforço que todos se esquivam,
aceita-o tu
Seja o que remove a pedra do caminho,
o ódio entre os corações e as dificuldades do problema
Há uma alegria de ser são e de ser justo, mas há,
sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.
Que triste seria o mundo se tudo estivesse feito,
se não existisse uma roseira a plantar, uma obra a
iniciar.
Que não chamem somente os trabalhos fáceis
É tão bonito fazer o que os outros se recusam
Mas não caia no erro de que só há mérito
nos grandes trabalhos; há pequenos serviços
que são bons serviços: arrumar a mesa,
organizar os livros, pentear uma criança
Aquele que critica, este é o que destrói;
seja você o que serve.
O servir não é trabalho de seres inferiores.
Deus, que dá o fruto e a luz, serve
Poderia chamar-se assim: “Aquele que serve”.
E tem seus olhos fixos em nossas mãos e
nos pergunta a cada dia: Você serviu hoje? A quem?
À árvore? Ao seu amigo? À sua mãe?

(FONTE ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 403, JOSÉ FELDMAN)







quarta-feira, 13 de maio de 2015

FILOSOFANDO (LYGIA THEREZINHA F. AMBROGI)

FILOSOFANDO

Lygia Therezinha Fumagalli
Ambrogi


Devia nesta vida estar cansada...
Desci ladeiras e escalei montanha...
Foi longa e árdua minha caminhada,
de sombra e luz, mas, de beleza estranha...


Sofri revezes na áspera jornada...
Venci, porém, com esta fé tamanha.
Os espinhos abriram-se em florada
nos desertos e matas que o sol banha...


Sobre os fiordes da vida fiz castelo,
enfeitei-o com tudo de mais belo,
que passava sonhando o viajor...


Sob as manhãs douradas colhi flores...
Sempre a cantar desfiz os dissabores
e nesta vida, só colhi amor…



(FONTE ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 402, JOSÉ  FELDMAN)