segunda-feira, 18 de maio de 2015

SEMPRE (GUIMARÃES PASSOS)

SEMPRE
Guimarães Passos

Se eu não te disse nunca que te amava,
Perdoa-me, mulher, sou inocente:
Eu vivia de amar-te unicamente,
Unicamente em teu amor pensava.


Se os meus lábios calavam-se, falava
O meu olhar apaixonadamente,
Porque, se o lábio oculta o que a alma sente,
Conta o olhar o que o lábio não contava.


Meu rosto triste, meu cismar constante,
Meu gesto, meu sorrir, tudo exalava,
Tudo exprimia um coração amante.


Em tudo o meu amor se denunciava,
Via-me em toda a parte e a todo o instante,
Se estavas longe, se comigo estava.


(FONTE: ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 404, JOSÉ FELDMAN)

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