sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

SONETO

Um Poema de Maceió/AL
Guimarães Passos (1867 - 1909, Paris/França)
SONETO

À terra torna o que da terra veio;
A água que sai do vasto mar, um dia
Mais pura do que quando ao céu subia
Torna de novo ao primitivo seio.

Assim, todo o momento de alegria
Que feliz de ilusões eu via cheio;
As horas de ventura e de receio,
Tudo eu te entrego, como te pedia.

De ti, nem quero a pálida lembrança,
Viverei sem uma única esperança,
Sem o mínimo amor de uma mulher.

Mas no teu peito, que viveu mentindo,
Põe uma cruz – ao mundo prevenindo.
Que és o sepulcro do teu próprio ser.

(ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS, 473, JOSÉ FELDMAN)


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

É DESANIMADOR...

É desanimador. A revista Veja, que vai para as bancas dia 22/02 traz na capa a seguinte manchete: ELES NÃO ESTÃO NEM AÍ e pergunta POR QUE OS POLÍTICOS RESISTEM TANTO ÀS DEMANDAS ÉTICAS DA SOCIEDADE? Logo abaixo as fotografias de 3 (três) políticos, com uma legenda em cada foto: A CEGUEIRA MORAL DE ALEXANDRE DE MORAES, A SURDEZ OPORTUNA DE MICHEL TEMER e O SILÊNCIO CÚMPLICE DE ELISEU PADILHA.

Parece que a minha irmã Marli, de 72 anos tem razão quando me diz: Filemon, a corrupção só ia diminuir se uma bomba explodisse no Congresso Nacional, bem lotado. Porque nem a Lava-Jato está conseguindo prender e punir todos os ladrões corruptos e corruptores do Brasil. Pobre povo brasileiro!