quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

TROVAS PREMIADAS


TROVAS PREMIADAS
DE MARIA THEREZA CAVALHEIRO
 
Se anoitece no teu dia,
pega um facho de luar,
laça uma estrela vadia,
vai outro amor procurar!
 
Com tanta agressão e guerra
neste milênio, é preciso
que Jesus retorne à terra
e nos traga a paz e o riso!
 
A rosa-louca delira:
dança nos braços do vento;
ondula, volteia, gira...
e morre em deslumbramento!
 
No Natal de tua vida,
na caixa do coração,
sou a boneca escondida,
que foge da multidão!
 
 
 
 

 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

TROVAS ESCOLHIDAS

TROVAS ESCOLHIDAS
CALENDÁRIO 2014

Segui teus passos, no entanto,
Foi ferindo os pés na estrada
Que vi, no teu rastro, o quanto
Sofreste na caminhada!
        PROF. GARCIA – CAICÓ-RN

Quando a luz se faz escassa
Não renego os sonhos meus,
Abraço a treva que passa
E pego na mão de deus!!!
        ERCY MARIA M. DE FARIA-BAURU-SP

Nesta página franzina
De nossa existência breve,
Parece que deus assina
Tudo que o destino escreve.
        JOSÉ LUCAS DE BARROS – NATAL

Em meus delírios te vejo
Surgindo na escuridão,
Toda a vez que o vento andejo
Bate a tranca do portão...

        JOSÉ OUVERNEY-PINDAMONHANGABA-SP

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

TROVAS ESCOLHIDAS-CALENDÁRIO 2014

TROVAS ESCOLHIDAS
CALENDÁRIO 2014

Perfumando o meu jardim
com fragrância inebriante,
majestoso e alvo jasmim
traz alegria abundante.
RENATA CHRISTINA M.OLIVEIRA-CURITIBA

Tive o trem como uma escolta:
Da esperança preso ao trilho,
bem mais tarde ele me volta,
no brinquedo do meu filho.
DÁGUIMA VERÔNICAM – STA. JULIANA-MG

Para mantê-los me empenho
porque penso sempre assim:
Tendo os amigos que tenho
eu nem preciso de mim!
IZO GOLDMAN – SÃO PAULO

A palavra de conforto
na treva da dor mais viva
é luz que conduz ao porto
um pobre barco à deriva!

DOROTHY JANSSON MORETTI – SOROCABA-SP

domingo, 26 de janeiro de 2014

COLUNA DE TROVAS-MARIA THEREZA CAVALHEIRO, JORNAL O RADAR

Recebi, de MARIA THEREZA CAVALHEIRO, a coluna TROVAS, publicada em O JORNAL RADAR, de dezembro/2013, com 15 trovas alusivas ao Natal. Grato, grande Trovadora. Eis algumas trovas:
Natal revive a criança
que mora dentro de nós:
Jesus nos traz a Esperança,
faz do Amor a Sua voz!
            MARIA THEREZA CAVALHEIRO

Dezembro... Feliz Natal!...
Nascimento de Jesus.
E tudo brilha, afinal,
Deus Menino é a própria luz.
            JORGE FREGADOLLI

Dos meus Natais infantis,
deste fato não me esqueço:
Papai Noel jamais quis
saber o meu endereço...
            JOSÉ FABIANO

Confirmando as profecias,
foi no céu visto o sinal,
anunciando que o Messias
veio ao mundo – era o Natal!

            MANOEL FERNANDES FILHO

(JORNAL O RADAR,APUCARANA-PR)

sábado, 25 de janeiro de 2014

MINHA CASA

MINHA CASA 
Filemon F. Martins 

Em frente à minha casa há um jardim 
onde os pássaros cantam saltitantes. 
Lá dentro há café, beiju e aipim 
e a mesa é farta para os visitantes. 

A grama verde, as flores, o jasmim 
acolhem beija-flores cintilantes. 
Quatro palmeiras firmes dizem sim 
e fazem sombra aos corações amantes. 

Em minha casa tenho alguns armários, 
e os livros – meus amigos necessários 
que me ensinam a crer num sonho bom. 

Creio no amor e em dias fulgurantes 
enquanto os versos brotam abundantes, 
vou escrevendo e assino Filemon. 

filemon.martins@hotmail.com 
filemon.martins.blog.uol.com.br 
Caixa Postal 64 
11740-970- Itanhaém – SP.



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

TROVAS ESCOLHIDAS-CALENDÁRIO 2014

TROVAS ESCOLHIDAS-CALENDÁRIO 2014

Chora, lira, o desencanto
do falso amor que vivi...
São sete gotas de pranto:
Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si.
         F. PESSOA – FORTALEZA

Para sanar todo mal
em horas de roxo tédio,
bebo em taça de cristal
a esperança por remédio.
         CÉLIA RODRIGUES – BELO HORIZONTE

Pequenina, mas grandiosa
E, aqui, tento descrevê-la:
quatro versos, “rubra rosa”,
com o brilho de uma estrela!
         LUCÍLIA DECARLI – BANDEIRANTES – PR

Por tudo que o amor permite,
paga-se um preço!... E, eu sabia...
Mas por te amar sem limite,
paguei mais do que devia!
         PROF. GARCIA – CAICÓ – RN

Meu passado é meu refúgio
das lembranças mais vividas.
Não há mais tempo e o relógio
marca saudades na vida.

         MARIA DE FÁTIMA BEZERRA CERQUEIRA

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

TROVAS ESCOLHIDAS-CALENDÁRIO 2014

TROVAS ESCOLHIDAS
CALENDÁRIO 2014

Fecho os olhos... Sou cativo
da saudade que me escolta
e teima em me dar motivo
para crer na sua volta.
MAURÍCIO CAVALHEIRO – PINDA – SP

Morreu pregado na cruz
um homem bom, de verdade;
Esse homem era Jesus,
que nunca teve maldade.
ANA MARIA NASCIMENTO – ARAÇOIABA – CE

Direi ao sol, ao se pôr,
quando da minha partida:
nem sombra foste do amor
que iluminou minha vida!
LOTHAR BAZANELLA – SÃO PAULO

Se eu não fosse trovador
minha dor tinha que ser
inspiração do fervor
que trova no meu sofrer.

MARCOS MEDEIROS – LAGOA NOVA - RN

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

TROVAS ESCOLHIDAS - CALENDÁRIO 2014

TROVAS ESCOLHIDAS
CALENDÁRIO 2014

Eu não quero monumento
para mim, nem quero busto...
Homem de ferro e cimento
sempre que vejo me assusto.
GERALDO AMÂNCIO – FORTALEZA

Ao crepitar da fogueira,
sob o encanto do luar,
era linda a brincadeira
das crianças a dançar.
MYRTES SPINA DE MORAES – ATIBAIA – SP.

Pra falar de um Grande Amor
reflito e uso o bom tino,
falo do Amor do Senhor
Jesus, que é AMOR DIVINO.
ROSA RÉGIS – NATAL

A distância é que nos mata
porque vem logo a saudade;
saudade – presença ingrata
de antiga felicidade.
FILEMON MARTINS – ITANHAÉM – SP.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

GRINALDA DE TROVAS


GRINALDA DE TROVAS 
Filemon F. Martins 


Vive sem paz, meu amigo, 
sem cultivar a harmonia 
sem pressentir o perigo 
quem aos outros calunia. 

Quem aos outros calunia 
sem procurar a verdade, 
tem a vida mais vazia 
por interesse ou maldade. 

Por interesse ou maldade 
é burrice e covardia 
quem age sem humildade 
não pode ter alegria. 

Não pode ter alegria, 
quem vive sem amizade. 
Não há luz, sabedoria, 
nem paz e felicidade. 

Os versos em negrito formam a trova mãe, do autor. 

Quem aos outros calunia 
por interesse ou maldade, 
não pode ter alegria 
nem paz e felicidade. 


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filemon.martins@uol.com.br 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

TROVAS ESCOLHIDAS-CALENDÁRIO 2014


TROVAS ESCOLHIDAS

CALENDÁRIO 2014

 

No silêncio da moldura,

vejo ainda em seu olhar,

o momento em que a ternura

se deixou fotografar.

CAMPOS SALES – SÃO PAULO

 

Plantei sementes de Trovas

nos pagos por onde andei

e as Amizades são provas,

das Trovas que, então, plantei!

DELCY CANALLES – PORTO ALEGRE

 

MÃE – cofre da sementinha,

a mais preciosa do mundo,

que recebe, e lá se aninha,

pois nasceu do amor profundo...

ÂNGELA GUERRA – RIO DE JANEIRO

 

Há flores nos teus caminhos

mas... atenção, meu rapaz:

Se temeres os espinhos,

as flores não colherás.

ARY RODRIGUES DA SILVA – CAMPANHA – MG

 

 

domingo, 12 de janeiro de 2014

REVISITANDO A INFÂNCIA

REVISITANDO A INFÂNCIA 

Filemon F. Martins 

Refaço, de memória, a longa estrada, 
caminhos que trilhei desde menino. 
De manhã cedo, ainda na alvorada, 
eu preparava a terra, meu destino. 

Tempos depois, aposentei a enxada, 
para estudar, no chão diamantino. 
Era feliz a vida na Chapada, 
quando brilhava a luz do sol, a pino... 

Tudo passou, bem sei, tão de repente, 
meu coração, parece, anda descrente 
e o sentimento, quantas vezes, trunca. 

Hoje, guardo no peito, com cuidado, 
lembranças que marcaram meu passado 
e uma saudade que não passa nunca. 


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sábado, 11 de janeiro de 2014

TROVAS ESCOLHIDAS-CALENDÁRIO 2014

TROVAS ESCOLHIDAS
CALENDÁRIO 2014

Criancinha abandonada,
vejo, em teus olhos tristonhos,
que o mundo não te deu nada
e ainda rouba teus sonhos!
JOSÉ LUCAS DE BARROS-NATAL

Essa lágrima sentida
que nos teus olhos aflora,
é uma prova enternecida
de que um homem também chora!
ERCY MARIA M. DE FARIA-BAURU-SP

Aprendi pelos caminhos
da vida, entre dissabores,
a não deixar que os espinhos
me impeçam de ver as flores!
REGIANE ORNELLAS BAGNI-VALINHOS-SP

Essa bolsa, falso encanto
que por entre a turba grassa,
fere e suga tanto quanto
os três poderes da praça.

HAROLDO LYRA-FORTALEZA

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

TROVAS ESCOLHIDAS-CALENDÁRIO 2014

TROVAS ESCOLHIDAS
CALENDÁRIO 2014

Nesta casa tão singela
onde mora um Trovador
é a mulher que manda nela
porém nos dois manda o amor.
CLÉRIO JOSÉ BORGES – SERRA-ES
Descrevê-lo nem me iludo...
A minha fé não se atreve.
Deus é bem mais do que tudo
que a mente humana descreve.
RITA MOURÃO – RIBEIRÃO PRETO-SP
Todos seriam felizes
com sentenças mais corretas
se em tribunais, os juízes
dessem lugar aos poetas.
OLGA AGULHON – MARINGÁ-PR
Quem aos luzeiros da fama
acrescenta paz e bem,
dá mais brilho à própria chama
sem turvar luz de ninguém.

WANDIRA FAGUNDES QUEIROZ - CURITIBA

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

MEU VERSO (AMILTON MACIEL MONTEIRO)


Meu Verso

Amilton Maciel Monteiro

 

Meu verso, ah! bem sei, não é perfeito

e está longe demais da exatidão,

contudo, e infelizmente, é desse jeito

que consegue acalmar meu coração...

 

Quisera que surgisse sem defeito,

não por vaidade tola e afetação,

mas apenas porque sei que ele é feito

só para alguém que estima a perfeição!

 

Mas, meu poema nasce quando quer,

do modo que ele quer, sem dar qualquer

aprazimento à minha mão que o escreve!

 

É o modo com que abranda esta agonia,

cada vez que em meu peito a dor se atreve

e ameaça explodir minha estesia...

 

SJC/01/09/2010

 

(AVBAP ACADEMIA)

 

 

 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MEU VERSO

MEU VERSO 

Filemon F. Martins 

Aqui cheguei para escrever meu verso, 
trago papel, caneta e o pensamento. 
Quero implorar à musa do Universo 
inspiração e amor no meu intento. 

Se este mundo se mostra tão perverso, 
quero a flor, o perfume e o sentimento, 
que o coração, contrito, esteja imerso 
neste festim da rima, o meu alento. 

Que a natureza, então, em vivas cores 
seja mostrada em todos seus valores 
e no meu verso não tenha rival. 

Minha esperança é ver a natureza 
amada, respeitada e com certeza: 
- meu soneto seria universal! 

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O POETA

O POETA 


Filemon F. Martins 


Ele é o intérprete do povo. Amante do alvorecer, do pôr do sol, da canção da brisa, do cantar dos pássaros e do murmúrio das cascatas. Paladino do amor e da verdade. Talvez, apenas um sonhador, como dizem alguns. 
Escreve porque tem necessidade. Não pode parar de escrever, e se o fizesse, certamente morreria. Faz parte da alma do povo. Vive e sofre com o povo. Canta as alegrias e tristezas do seu povo, seus sentimentos, suas esperanças, suas angústias, emoções, sonhos e desventuras, chorando com os que choram e sorrindo com os mais felizes e venturosos na esperança de um mundo melhor, mais justo, mais feliz e mais humano. 
Ninguém melhor do que ele para sentir o desespero da humanidade, que sofre o peso da injustiça, do desprezo e da exploração dos simples e desvalidos. Não emudece ante as ameaças dos que, levados pela obsessão do poder, pela inveja e pelo egoísmo fazem calar à força os que denunciam a opressão, a corrupção e o erro. 
A poesia é sua confidente e companheira, através dela consegue ver em rostos alegres, corações que derramam lágrimas de saudade e mágoa. Saudade de tudo: o que passou, o que não vem, o que há de vir. Mágoa, por um sonho desfeito diante da realidade adversa. 
O poeta nasce, disse alguém, mas não morre. Porque seu verso é eterno. Assim, talvez o mundo fosse mais alegre e solidário, se houvesse mais tempo para a poesia. 
Porque quando tudo parece estar perdido, quando a descrença invade nossos corações, ele, uma vez mais, vê surgir em meio às trevas do medo, do esquecimento e do abandono, um raio de luz e de esperança, como se fora um farol a guiar um viajor perdido na amplidão do mar. 
Que nunca te cales, poeta, e que continues a despertar corações insensíveis e consciências cauterizadas, “porque se te calares, as pedras clamarão”. (S. Lucas 19:40).

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

NOITE E VERSOS


Noite e Versos

Filemon Martins


Vai alta a noite. A madrugada é fria,
a insônia chega, fica e me namora.
Levanto-me à procura da poesia,
mas ela, impaciente, vai embora.

Percorro o céu do amor, da fantasia,
fico em vigília e vejo a luz da aurora:
- que paz a humanidade alcançaria,
se o amor reinasse pelo mundo afora.

Ouço, distante, o farfalhar do vento,
e por que minha voz não tem alento,
- se o dia vai nascer como criança?

Surge, então, o cantar da passarada
e outros versos virão, na madrugada,
talvez mais coloridos de esperança.

 


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domingo, 5 de janeiro de 2014

DESLUMBRAMENTO


DESLUMBRAMENTO                 

Filemon Martins


Não consigo entender porque te quero,
porque te venero, porque te adoro,
porque te amo!

Não consigo entender porque me fascinas,
se teu olhar ardente nunca me pertenceu.
Se tua voz suave nunca me falou de amor.
Se teu sorriso cativante jamais me procurou.
Se tuas mãos macias nunca me acariciaram.
Se teu corpo perfeito nunca me aqueceu.
Se teus lábios doces nunca me beijaram.

Não consigo entender porque esse encantamento
quando me falas, quando te encontro, quando te vejo...
Por que tanto fascínio exerces sobre mim?
Mas entendo que o amor
quando acontece na vida,
deve ser belo e forte,
e poderoso assim!

 


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