terça-feira, 30 de agosto de 2011

BREVES

         BREVES

                   Humberto Del Maestro

Há sonhos brincando
no parque da tarde.

Lembranças são rosas
que o tempo não murcha.

Encantos são muitos
no céu dos seus olhos.

A tarde traz beijos
que o tempo carrega.

Na tarde encantada
as brisas festejam.

(Do livro BREVES, poemas)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

TROVAS SOBRE CASTRO ALVES

TROVAS SOBRE CASTRO ALVES

         Porphírio Rodrigues (Rio de Janeiro-RJ)

Foi na Bahia dos Bravos,
de um povo heroico e fiel,
que o Poeta dos Escravos
serviu de Musa à ISABEL.

CAMÕES, Poeta da Raça.
CASTRO ALVES é dos Escravos.
Em prece, o Mundo os abraça.
Duas Pátrias de homens bravos.

CASTRO ALVES tinha razão
e, na Praça, foi cantor
a favor da abolição
que voou no seu Condor.

CASTRO ALVES, o brasileiro
vê o seu tempo voltar...
Brasil, Navio Negreiro
a pique de se afundar...

domingo, 28 de agosto de 2011

SABEDORIA

SABEDORIA

         Glenda Mayer (Rio de Janeiro-RJ)

E por mais diferentes
e ferrenhos que sejam
os sonhos...
Não dogmatize.
Aceite sempre a possibilidade
de alguém sonhar
diferente de você.

(LUMINAR, nº 10, Agosto de 1997)

sábado, 27 de agosto de 2011

ALGUMAS TROVAS

Recebi da escritora paulista Maria Thereza Cavalheiro, farto material que, aos poucos, pretendo divulgar no meu blog:

ALGUMAS TROVAS

Com olhos fitos no chão,
você só vê a tristeza.
Levante a cabeça, irmão,
e contemple a natureza!
         Mário Ribeiro Martins

Seria o mundo feliz
se todos, no coração,
irrigassem a raiz
dessa flor que é a gratidão!
         Maria Thereza Cavalheiro

Se a liberdade gozamos,
em nosso amor sem dilemas,
é que os anéis que trocamos
não foram jamais algemas!
         Hermoclydes Siqueira Franco

Brigas de amor têm segredos,
e eu juro que me comovo
ouvindo os nós dos teus dedos
batendo à porta de novo.
         Alba Christina Campos Netto

(Coluna TROVAS, de Maria Thereza Cavalheiro, Jornal O RADAR)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

COSME VELHO

              COSME VELHO

                   MÁRIO RIBEIRO MARTINS

Quando contemplo as tuas obras primas,
escritor imortal, de que me ufano,
eu não tenho nas minhas pobres rimas
um termo que te cante e seja humano.

Do Romantismo sufocaste as cimas
com coragem tal qual de veterano,
pregaste o realismo com seus climas
pelo teu verbo forte e soberano.

Como se fosses ser divino-humano,
passaste humildemente pelo mundo
vencendo os homens com vigor profundo.

Mas como não venceste o teu engano,
morreste então, sem fé, sem evangelho,
no rico casarão do COSME VELHO.

(Letras Anapolinas, páginas 394)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

REMINISCÊNCIA DO EU

REMINISCÊNCIA DO EU

M. Lurdés Souza

..EM
.... MUITOS
.......LIVROS
..........SOU PÁGINA
.............VIRADA
................ESQUECIDA
.................. DE UM, A UM
.....................LEMBRANÇAS
........................DO ONTEM
...........................EMPILHADOS
.............................IMPRIMIDOS
...............................NA SENDA
.................................SEM ATALHOS
....................................HÁ OS ESCRITOS
......................................EM PALAVRAS
........................................SEM FIM
...........................................DOS AMORES
.............................................MAIS QUE PERFEITOS
.................................................OU NÃO
.....................................................ENTALHADOS
.........................................................PARA MIM.........
(Do site www.prefacio.net)

domingo, 21 de agosto de 2011

TROVAS

            TROVAS
                        OLINDO DE LUCA

Quando ela, na despedida,
beijou-me fria e contente
senti que estava perdida
toda a esperança da gente.

Meus olhos são suas fontes
onde há pranto todo o dia,
fontes que nascem dos montes
chamados melancolia.

Vazio que a saudade cobre
sem esperança ou paciência...
Eis quando a gente descobre
o que é chamado de ausência...

Amor, de nossos desejos
de uma sensação maluca,
ficaram ardentes beijos
e a saudade que machuca.

(Anuário de Poetas do Brasil, 1981 – 2º volume, página 367)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

HAICAIS

HAICAIS

Filemon F. Martins

Há cheiro de chuva
e o Sertão está molhado,
- sinal de fartura.

Choveu no Sertão
e enquanto a Natura chora,
o povo sorri.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

BEM ME QUER...

BEM ME QUER...

Nadja Ramalho

Bem me quer...
Mal me quer...
Tiro a sorte
Dos seus sentimentos
Em relação
Aos sentimentos meus
Bem me quer...
Mal me quer...
E se, por acaso
O bem, mal me quer
Com tristeza
Repito mil vezes
Bem te quero
Mesmo que
Mal me queiras.

(Do site www.prefacio.net)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

FASCINAR NO OLHAR

Robson S. Martins

Olhos que não servem apenas para ver, enxergar.
Olhos que estão para falar, se expressar.
Olhar que cativa no envolver.
Para amar, basta o Olhar.
Olhar para admirar.
Olhar para encantar.
Olhar para dizer.
Olhar para alegrar.
Olhar para viver.
Viver sem o Olhar:
Desanimar e perecer.
Ser feliz e se alegrar:
Nos teus Olhos, realizar.

(Do site www.robsonmartins.com)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

AMO-TE

Filemon F. Martins

Amo-te com a intensidade
dos raios de sol que te aquecem.
Amo-te com a sutileza
dos raios de luar
que iluminam teu mundo.
Amo-te com a doçura
da água que escorre suave
e lava teu corpo na hora do banho.
Amo-te com a leveza
da brisa que sopra dos campos
e te traz o perfume das flores.

Amo-te com a frequência
das ondas do mar
num vaivém constante
acariciando o teu corpo.
Amo-te com a fidelidade
da árvore copada
amiga e companheira
que te acolhe e te alimenta
quando estás cansada,
quando estás com fome.

Amo-te com a força do amor
que vibra no meu peito
e enternece a tua alma.
Amo-te com Amor,
com Saudade e calma,
se estás longe de mim.
Amo-te, porque és Felicidade,
és luz e sublimidade
principalmente,
se estás perto de mim,
MEU AMOR!
filemon.martins@uol.com.br
Caixa Postal 64
11740-970- Itanhaém – SP.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

DIVAGAÇÃO

         Filemon F. Martins     
O sol se põe
e a tarde morre lentamente.
O céu está azul,
manchado de vermelho
como se fosse um espelho
a refletir minhas mágoas.

E absorto neste quadro lindo
com tanta luz e poesia,
eu me vejo assim:
-         Pensando no teu silêncio...
... E como dói o teu silêncio em mim
filemon.martins.blog.uol.com.br
Caixa Postal 64
11740-970- Itanhaém – SP.

domingo, 14 de agosto de 2011

SONETO AO LUAR



Miguel Eduardo Gonçalves

No desejo de querer sublimar essa paixão
De um encanto me servi para impor-te o preferível
Como fosse o meu prazer escudado na razão
Que te desse as coisas vãs como as quer o iludível

E essa casca de verniz sem pudor vai sucumbir
E por tanto quanto hás de adorar esse meu dote
Num incêdio em gozos mil queimarás até rugir
Pela chama que jamais tu verás que em mim se esgote

Pois teus olhos que um orvalho de amor há de banhar
É também paixão maior resolvida por um bis
Do romântido erotismo entreaberto à tentação

E então viva inspiração construída de um luar
Infinito e sedutor, sutilmente então me quis
Fantasia e realidade a criar a conexão
(Do site www.prefacio.net)

sábado, 13 de agosto de 2011

ARIDEZ


Delasnieve Daspet
.
Nas areias que se agitam
Na mudança das dunas
O prenúncio da tempestade.
.
Grãos que queimam
No tempo tão incerto,
Oásis infecundo de lágrimas.
.
Nas estrelas noturnas,
O brilho seco se destaca...
No silêncio do deserto
É árido o teu olhar.

(Do site www.prefacio.net)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ANSEIO II


   Filemon F. Martins

Quero ficar aqui
em completo silêncio,
a teu lado
contemplando e vendo
a doçura do teu rosto.

Quero permanecer assim
- imerso no meu sonho,
sem nada fazer,
sem nada falar,
sem nada pensar,
sorrindo e assistindo
o nascer do sol
que brilha em teu sorriso,
vendo a beleza do céu
na luz do teu olhar.

filemon.martins.blog.uol.com.br
www.filemon-martins.blogspot.com
Caixa Postal 64
11740-970- Itanhaém – SP.
                                                                    

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

SER FELIZ

                 
       Elenaide dos Santos Martins

Ser feliz,
é caminhar
por sobre os sonhos,
tomar rumos ignorados,
desaparecer
como a chuva,
correr
como o vento,
voar
como as nuvens,
viver
na esperança...
sonhar
que o impossível
tornou-se real.

(Do livro CANÇÕES DE ESPERANÇA, página 33)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SOBREVIVÊNCIA

          
                Analice Feitoza de Lima

Carrego no meu peito a cicatriz
Da tua ausência que me faz sofrer.
E em razão disso eu não estou feliz,                     
Mas que me importa, eu sei sobreviver!

Pois no espaço eu sempre me refiz
Dos males que ofuscavam meu viver.
A vida vale menos do que um triz,
Por isso eu me refaço com prazer.

E se a lembrança o meu viver invade,
Dos teus carinhos morro de saudade,
Mas de nada existe que eu de ti vingue.

O tempo eternizou a nossa história,
E por mais que eu te apague da memória,
Sei que o teu ser do meu jamais se extingue!...

(Jornal Radar, página 15)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

HAICAIS

               

                   Humberto Del Maestro

Borboletas voando
São sonhos que permanecem
Depois que acordamos.

É tudo silêncio...
Mas depois da chuva grossa,
A festa começa.

Chove, o dia é triste
E eu vou chorando estas mágoas
Guardadas no peito.

Sigo pela estrada,
A dança da brisa é mansa,
Na tarde cansada.

(Quinta Antologia Poética de A Figueira, página 74)


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

TROVAS


É na linha do horizonte
Que se encontra, de verdade,
A tão procurada fonte
Da total felicidade.
         Lannoy Dorin

Minha fonte de ventura,
Onde lavo o meu desgosto,
Jorra em constante doçura
Das convinhas do teu rosto!
         Josué de Vargas Ferreira

Busquei a felicidade
Com muito esforço e loucura,
Sem pensar que essa verdade
Estava mais na procura.
         Humberto Del Maestro

Felicidade – surpresa
Que a vida um dia nos faz...
Não tem base nem firmeza
E, como é linda, é fugaz.
         Colombina

(Coluna Trovas de Maria Thereza Cavalheiro, jornal Radar, página 15).

domingo, 7 de agosto de 2011

TROVAS

               

Se vens, a felicidade
enche de sons nosso ninho;
se partes, logo a saudade
é a voz que fala baixinho.
       MARIA THEREZA CAVALHEIRO

É quase no fim da vida
que esta verdade percebo:
felicidade é subida
que se tenta em pau-de-sebo.
       JOSÉ FABIANO

O bem maior só teremos
se da Sorte for vontade,
pois num barquinho sem remos
passeia a Felicidade...
       AMARYLLIS SCHLOENBACH

Escrevo e neste trabalho
tenho minha diretriz:
sementes de amor espalho
para o mundo ser feliz.                  
       FILEMON MARTINS

(Jornal Radar, página 15, abril-2011)

sábado, 6 de agosto de 2011

COISAS DE AMOR

  FILEMON F. MARTINS   

                                              
                                       
  É noite calma. A lua está brilhando,
  namorados passeiam pela rua,
  enquanto aqui a sós fico sonhando,
  - como dói no meu peito a ausência tua.

   Quisera, nesta noite, estar amando
   tranquilo a contemplar a luz da lua
   e seguirmos, unidos, procurando
   novos sonhos, que a vida continua...

    Meu coração, porém, desconfiado,
    parece reviver triste passado,
    - não acredita mais nesta emoção

Se a vida não perdeu o encantamento
desse sonho de amor, desse momento,
- coisas de amor não têm explicação.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NOITE


Luiza De Marillac Bessa Luna Michel


Apaixonada e exuberante
Revela a Lua e esconde-se
Sob pedaços de papéis
São as estrelas brilhantes
A trilhar nossos caminhos...
(Do site www.prefacio.net)

NOITE


Luiza De Marillac Bessa Luna Michel


Apaixonada e exuberante
Revela a Lua e esconde-se
Sob pedaços de papéis
São as estrelas brilhantes
A trilhar nossos caminhos...
(Do site www.prefacio.net)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PARADOXO

         
 FILEMON F. MARTINS
Quase sempre erramos
porque queremos ser fortes e poderosos
na jornada da vida.
Esquecemos que é a brisa leve e suave
que produz música ao balançar as folhas das árvores
e não a tempestade que fere, mata e destrói.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

BUSCA

                     FILEMON F. MARTINS                      

                    Quando a noite chegou apresentando a lua,
                    uma brisa soprou trazendo o teu perfume,
                    meu coração buscou, feliz, a imagem tua,
                    mas não estavas lá, daí o meu queixume.

                    E desde então, tristonha a vida continua
                    à procura de luz, buscando novo lume
                    que possa conduzir a nau que já flutua
                    no tenebroso mar que a vida se resume.

                    Eu já perdi o rumo e não sou mais criança
                    para viver submisso em troca da esperança
                    de te reencontrar, quem sabe, qualquer hora.

                    Tarde demais. O tempo passa cruelmente
                    levando a vida, o amor, a paz, deixando a gente
                    nesse vazio pesado e triste que apavora!