quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SOBREVIVÊNCIA

          
                Analice Feitoza de Lima

Carrego no meu peito a cicatriz
Da tua ausência que me faz sofrer.
E em razão disso eu não estou feliz,                     
Mas que me importa, eu sei sobreviver!

Pois no espaço eu sempre me refiz
Dos males que ofuscavam meu viver.
A vida vale menos do que um triz,
Por isso eu me refaço com prazer.

E se a lembrança o meu viver invade,
Dos teus carinhos morro de saudade,
Mas de nada existe que eu de ti vingue.

O tempo eternizou a nossa história,
E por mais que eu te apague da memória,
Sei que o teu ser do meu jamais se extingue!...

(Jornal Radar, página 15)

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