quarta-feira, 24 de agosto de 2011

COSME VELHO

              COSME VELHO

                   MÁRIO RIBEIRO MARTINS

Quando contemplo as tuas obras primas,
escritor imortal, de que me ufano,
eu não tenho nas minhas pobres rimas
um termo que te cante e seja humano.

Do Romantismo sufocaste as cimas
com coragem tal qual de veterano,
pregaste o realismo com seus climas
pelo teu verbo forte e soberano.

Como se fosses ser divino-humano,
passaste humildemente pelo mundo
vencendo os homens com vigor profundo.

Mas como não venceste o teu engano,
morreste então, sem fé, sem evangelho,
no rico casarão do COSME VELHO.

(Letras Anapolinas, páginas 394)

Um comentário:

Marcos Andre - Professor disse...

Muito bom gostei do que vi, apreciei o que li.

Marcos André - Professor
TEMPO DE PAZ
http://umtempodepaz.blogspot.com/