quinta-feira, 31 de março de 2011

A MAGIA DA FLOR

A MAGIA DA FLOR...
M. Lurdés Souza  (Ly)
NÃO HÁ CIENTISTA
COM PODER
OU SUTILEZA
QUE PODE EXPLICAR
QUE MAGIA
TEM A NATUREZA
NA CONSTRUÇÃO
DE UMA FLOR
PÉTALAS ESPALMADAS
OU RETORCIDAS
NUANCES
RITMADAS
NO SABER
ÚNICO
DO CRIADOR...

Poema enviado, via e-mail, a pedido do poeta)

quarta-feira, 30 de março de 2011

AMOR EM CONSTRUÇÃO

AMOR EM CONSTRUÇÃO
          Maria José Zanini Tauil

Amor é para ser vivido
Contemplado
Por seres apaixonados
E deve ser estendido
Por mares e oceanos
Por nebulosas galáxias

Fortalecido por desejos
Jamais censurado
E sempre acalorado
Pelo mútuo fascínio
Da completude...

Sinais verdes à frente
Sementes a semear
Tanto fruto pra colher
Antes do anoitecer
Porque a vida é breve

Sepulto rascunhos
Ressuscito realidades
Nada de sobreviver
Preciso é viver
Redescobrir a flor
Respirar primavera

Fazer-me surdo
Aos adversários da felicidade
Que vivem a proclamar:
"Não vês que é tarde demais?"
Prefiro quebrar as asas do tempo
O momento é agora
Finco minha bandeira
No topo do monte
Porque descobri os tijolos
Para reconstruir o amor
(Do site www.prefacio.net)

terça-feira, 29 de março de 2011

O ÚLTIMO FLASH

O ÚLTIMO FLASH

Angela Faria de Paula Lima

A vida é apenas um breve momento
Vive-se apenas o Presente, o Agora
Nada mais que um pequeno fragmento
Entre o antes e o depois de cada aurora!

Fragmentadas são as experiências
Que em segundos são lembranças, nada mais...
Portanto a Dor, o Amor, nossas vivências
Em pouco tempo se tornam irreais...

Nossos temores, nossas vãs esperas
São para a Eternidade só quimeras
Nada existindo, para nossa sorte!

Mas só perceberemos num momento
Um “flash”, antes de todo o esquecimento
Que tudo acaba sobrevindo a morte!...


(Da autora via e-mail, 28/03/2011)

segunda-feira, 28 de março de 2011

EU CONFESSO!

EU CONFESSO!

Angela Faria de Paula Lima

Confesso que a vida é complicada
E que viver feliz é desafio
Viver, e bem , é tudo ou quase nada!
E minhas penas eu aqui desfio...

Tentei viver feliz só com trabalho
Tentei viver feliz só com amor
Mas descobri que sempre há ato falho
E que rimamos, muito, amor com dor...

Confesso que errei muito a receita!
Mas descobri que o mundo só respeita
Aquele que a vive sem desculpa!

“Confesso que vivi sem muita culpa
Confesso que vivi bem atrevida
E bem que aproveitei a minha vida!”

em 04/10/2010 pegando carona com minha amiga Maria Olímpia (terceto em aspas)
(Do site www.usinadeletras.com.br)

domingo, 27 de março de 2011

DESPERTAR É PRECISO

      DESPERTAR É PRECISO
              Vladimir Maiakóvski

Na primeira noite eles aproximam-se
 e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
 pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa,
 rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo,
 arranca-nos a voz da garganta.
 E porque não dissemos nada,
 já não podemos dizer nada.

sábado, 26 de março de 2011

IMPLOSÃO

IMPLOSÃO
                 Tânia Regina Voigt
Sem entender direito olho, parada,
descrendo que desaba a construção.
Fico só com a planta desenhada
e com imensa dor no coração.

Onde fiz do meu sonho essa empreitada,
assentando tijolos de emoção,
restou um grande vazio; não tem mais nada...
Sem ver a cor, invade a solidão.

Mas, que é o amor, além de uma obra, um ato,
que pinta um lindo céu com esperança,
num puro engenho insano, doce e abstrato?

Porém, se devastar a confiança,
empreende-se um triste assassinato
do que seria a mais linda aliança!


(Publicado no site Recanto das Letras em 16/10/2009
Código do texto: T1869518)



sexta-feira, 25 de março de 2011

A DANÇA DAS ESTRELAS

A DANÇA DAS ESTRELAS
                Maria Romana da Costa Lopes Rosa
(Natural de Tavira, vive na cidade de Faro, Algarve-Portugal)

As estrelas cadentes deslizavam
No firmamento... lindas, divinais
E os astros cintilantes, tão iguais,
Na mística da noite, assim dançavam:

De mãos dadas e à roda, elas giravam,
Em bicos de pés, leves, naturais,
Vestidas de luar, eram demais...
Sorriam para a terra e a contemplavam!

Depois, surge a Polar, bela e imponente,
A rainha do espaço, onipotente,
Coroada de luz... Plena formosura!

Porque no Cosmos há forte magia,
Estrelas dançam rara sinfonia,
E anjos entoam hinos de candura!

(Da ANTOLOGIA 12, Postal Clube, página 41)

quinta-feira, 24 de março de 2011

FELICIDADE

FELICIDADE
                   Guilherme de Almeida
Ela veio bater à minha porta
e falou-me, a sorrir, subindo a escada:
“Bom dia, árvore velha e desfolhada!”
E eu respondi: “Bom dia, folha morta!”

Entrou: e nunca mais me disse nada.
Até que um dia (quando, pouco importa!)
houve canções na ramaria torta
e houve bandos de noivos pela estrada...

Então chamou-me e disse: “Vou-me embora!
Sou a Felicidade! Vive agora
da lembrança do muito que te fiz!”

E foi assim que, em plena primavera,
só quando ela partiu, contou quem era...
E nunca mais eu me senti feliz!

(Do livro MEUS VERSOS QUERIDOS, páginas 41/42)


quarta-feira, 23 de março de 2011

VAIDADE

VAIDADE

              Florbela Espanca

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo ...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho ... E não sou nada! ...

(Do “Livro de Mágoas”)


terça-feira, 22 de março de 2011

CONFIANÇA

CONFIANÇA
(Lendo o poema ETERNA FORTALEZA, de Geraldo Peres Generoso, de Ipaussu-SP.)

Filemon F. Martins

Eu me lembro, Senhor, que prometeste:
“Não temerás porque estarei contigo
onde quer que fores”.
Mas ainda assim há um temor
e um vazio que pesam sobre mim.

Eu sei, Senhor, que és Onisciente,
que és Onipresente, que és Onipotente
e tenho ciência de que Tua Onisciência,
Tua Onipresença e Tua Onipotência
podem minha vida defender
dos inimigos que a ela
venham, um dia, malquerer.

Lembrando que o grande Paulo, afirmou:
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e tivesse toda a sabedoria do mundo, se não tivesse amor, nada seria.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia
e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,
 se não tivesse amor, de nada me adiantaria”.
Que eu possa, então, amar,
sem nada pedir em troca.
Que eu possa confiar
sem saber o que virá pela frente.

E prosseguir pela vida,
sem esquecer que Tu és o meu Refúgio
e minha Fortaleza, na certeza de que estás comigo.
Que eu possa:
Ajudar e compreender sempre sem rancor,
ensinar sempre, sem humilhar,
espalhar sempre, o amor
por onde eu for e perdoar sempre,
mas, sobretudo, AMANDO
ETERNAMENTE!

filemon.martins@uol.com.br
www.filemon-martins.blogspot.com
Caixa Postal 64
11740-970 – Itanhaém – SP.

segunda-feira, 21 de março de 2011

MULTIFORME

MULTIFORME
               Miguel Eduardo Gonçalves

Revendo o verso quando a rima arranha
Certa noite em festim de uma façanha
Em seu poder que cada um domine
Seja a paixão disposta em magazine

E tal rigor liberto da artimanha
Possível em nua boca, a tua entranha
Num gesto que insinua e bem define
O que de mim escapa e nem previne

Nesse lugar que o ópio faz a hora
Gritando à vida em fogo impositivo
Paira capaz vontade sem demora

E dessa dança nasce o convulsivo
Incêndio que nos pega noite afora
Nos mata de o querer assim tão vivo
(Do site www.prefacio.net)

domingo, 20 de março de 2011

VERSOS DA NOITE

  VERSOS DA NOITE
                        Filemon F. Martins
É noite. O céu azul, todo estrelado,
a brisa perfumada vem do mar,
lembrando aquele sonho do passado,
a teu lado viver, sorrir e amar...

Por que será, destino malfadado,
que a ventura se foi sem começar?
Hoje vejo em ruínas meu reinado
nesta noite tão bela a me saudar.

Breve os clarões da loura madrugada
vão surgir, como prece, em clarinada,
e em borbotões meus versos vão jorrar.

Para que ao lê-los, saibas da verdade:
aqui tens um poeta sem vaidade
que, os teus pés, inspirado vem beijar!

Caixa Postal 64
11740-970- Itanhaém – SP.   

sábado, 19 de março de 2011

VIDA E MAR

VIDA E MAR
                Edimo Ginot
Viver é quase sempre um navegar
içar as velas, soltar as cordas: deslizar
achar o rumo que o céu vai nos mostrar
pois a vida, quase sempre, é como o mar

que sopre o vento que desfralda o meu destino
ou a calmaria que exaspera o meu pensar
novos portos estão além do que eu atino
e a terra firme atrapalha o meu andar

e se o vento for mais forte que a alma
e quebrar a paz e a quietude do meu mar
quero ter discernimento e muita calma
deixar o barco e saber como nadar

(Do livro POETA VENCIDO, página 26)

sexta-feira, 18 de março de 2011

AO SE ESCREVER

AO SE ESCREVER

M. Lurdés Souza (LY)

AH!
Como gostaria
Buscar na fantasia
Que não fosse mera
Alucinação, fértil imaginação
Ou simples devaneio
Ir fundo no assunto
Saber o real sentimento
Do Poeta ao escrever
Mas,só sei;
Que é alma que transcende
Nada se perde no oculto
Da magia da verdadeira intenção
Somente fica no saber terreno
As nuances que a mente cápta
E mesmo assim alma reconhece
Sente o oculto;
Que vai além
Dos limites do saber
Está n´alma
O que a mente
Apenas prevê.
(Do site http://www.prefacio.net/)

quinta-feira, 17 de março de 2011

SONETO

           Soneto
Martins Fontes (Poeta santista, 1884/1937)

Antes de conhecer-te, eu já te amava.
Porque sempre te amei a vida inteira:
Eras a irmã, a noiva, a companheira,
A alma gêmea da minha que eu sonhava.

Com o coração, à noite, ardendo em lava
Em meus versos vivias, de maneira
Que te contemplo a imagem verdadeira
E acho a mesma que outrora contemplava.

Amo-te. Sabes que me tens cativo.
Retribuis a afeição que em mim fulgura,
Transfigurada nos anseios da Arte.

Mas, se te quero assim, por que motivo
Tardaste tanto em vir, que hoje é loucura,
Mais que loucura, um crime desejar-te?



quarta-feira, 16 de março de 2011

VELHO TEMA

Velho Tema
     Vicente de Carvalho (Poeta santista, 1866/1924)

Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.

terça-feira, 15 de março de 2011

LÁGRIMA

LÁGRIMA
Maria José Zanini Tauil

Serena expressão
de humano sentimento
intérprete sublime
de alegria ou de dor
motivo de prazer
ou feita de tormento
sempre serás
razão de amor
a lavar meus ais

Respeito-te a presença
terna e amorosa
a acariciar-me a face
brilhando majestosa
quase inocente
chegas sempre intensa
porque és ardente
e eu te quero sempre
lágrima...simplesmente!
(Do site www.prefacio.net)

segunda-feira, 14 de março de 2011

HORAS MORTAS

Horas Mortas


Alberto de Oliveira (1857/1937)

Breve momento após comprido dia
De incômodos, de penas, de cansaço
Inda o corpo a sentir quebrado e lasso,
Posso a ti me entregar, doce Poesia.

Desta janela aberta, à luz tardia
Do luar em cheio a clarear no espaço,
Vejo-te vir, ouço-te o leve passo
Na transparência azul da noite fria.

Chegas. O ósculo teu me vivifica
Mas é tão tarde! Rápido flutuas
Tornando logo à etérea imensidade;

E na mesa em que escrevo apenas fica
Sobre o papel — rastro das asas tuas,
Um verso, um pensamento, uma saudade.

(Junto com Olavo Bilac e Raimundo Correia formaram a famosa trindade parnasiana)

domingo, 13 de março de 2011

SIMPLICIDADE

SIMPLICIDADE
                        Carlos Ribeiro Rocha
Convidado para ouvir
um talentoso e nobre expositor,
a fim de ser “persona grata”,
tive de usar o paletó
e uma cumprida gravata.

A tudo mesmo ouvi, desajeitado,
pois, melhor que a verborragia,
adoro a filosofia
da humildade.

Esta, minha gente, na verdade
é o envoltório
que oculta, às vezes, a sabedoria...

E o trovador assim brada,
num tom que por certo agrada:
            No Sertão, terra pacata,
            ouço coqui, curió,
            sem aperto de gravata,
            sem peso de paletó.

(Do livro MEDITAÇÕES, LIÇÕES, página 20)

sábado, 12 de março de 2011

ILUSÕES DE VIDA

ILUSÕES DE VIDA
                Francisco Otaviano
Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem – não foi homem,
Só passou pela vida – não viveu.

sexta-feira, 11 de março de 2011

ELOGIO AO AMOR

ELOGIO AO AMOR
                  Filemon F. Martins
Neste caminho eu sigo contemplando
a Natureza exuberante e bela,
passarinhos nos ramos saltitando
entoando canções em aquarela.

Aonde quer que eu vá, eu vou cantando
a pureza do amor, pintado em tela,
que Deus o produziu, por certo amando,
para mostrar ao mundo, em passarela.

O amor? Triste de quem não tem amor,
nem sentiu nesta vida alguma dor,
nem teve uma saudade a recordar?

Pois o amor é um sublime sentimento
que ferve, vibra e invade o pensamento,
e  nos leva ao delírio para amar!

Caixa Postal 64
11740 -970 – Itanhaém – SP.

quinta-feira, 10 de março de 2011

DIRIGIDO...

DIRIGIDO...
        Luiza De Marillac Bessa Luna Michel
À margem do drama vivido
Hesito em dizer-te do que sinto
Temo a possível credibilidade

Ainda assim, obrigo-me agora
A desnudar toda minh’alma
E a plenitude volte a sobreviver

Meu estado de espírito é de paz
E o próprio mal fora destruído
Nem fragmentos são permanentes

Quero pedir-te um enredo
Onde fossemos personagens
Do livro outrora destruído...

(Do site www.prefacio.net)

quarta-feira, 9 de março de 2011

FASES

                  Fases
Edimo Ginot  (in “Poeta Vencido”
a vida tem fases distinta
iguais às fases da lua
que quando nova se esconde
prá revelar-se crescente
resplandecer-se na cheia
e minguar de agonia
edimo-ginot@uol.com.br


terça-feira, 8 de março de 2011

ATO DE FÉ

  ATO DE FÉ
                Aparício Fernandes
Creio que trago de remotas eras,
a fé no amor sublime que palpita
nas almas puras, simples e sinceras,
que são faróis na escuridão maldita!

Creio na vida e nas febris esperas
dos ideais desta minha alma aflita.
Sou mais feliz que as árvores, que as feras,
porque conheço a força que me habita.

Creio que deixo, isenta de pesares,
a minha vida em todos os lugares
onde existir um pouco de saudade.

E creio em Deus, a cujos pés deponho
toda a pureza imensa do meu sonho,
todo o amargor cruel da realidade!

(Do livro APARÍCIO FERNANDES, Trovador e Antologista, página 58)

segunda-feira, 7 de março de 2011

O CARNAVAL

   O CARNAVAL
         Mário Ribeiro Martins
A festa do Rei Momo está presente,
por toda parte é visto o carnaval.
A miséria moral da nossa gente
vai fazê-la chorar na hora final.

A festa do Rei Momo está presente.
Ó Senhor Deus, tu és mais que banal,
para esse povo vil, tão indecente,
que insulta, zomba e faz de ti um mal.

Ó Deus, se tu mandasses Cristo agora,
o que faria essa gente nesta hora,
vil, descrente, imoral no mundo atroz?

Ó Rio, depravado, inconsolável,
o teu povo diria, miserável,
Ó Corcovado caia sobre nós.

(LETRAS ANAPOLINAS, página 394)

domingo, 6 de março de 2011

ANGÚSTIA

ANGÚSTIA
Filemon F. Martins

Estou em casa,
não há barulho na sala,
o televisor está mudo,
o silêncio é total.
Algumas flores no vaso
enfeitando, perfumando...
Alguns livros espalhados sobre a mesa
e enquanto espero, leio
de MANUEL BANDEIRA,
ESTRELA DA VIDA INTEIRA,
e escrevo uma palavra, uma frase,
pensando em você.

Sei que você existe, sei que você virá,
meu coração o diz.
A brisa me traz seu perfume,
até ouço sua voz...
Mas o tempo está passando,
a angústia aumenta.
- Por que você não vem?
Até quando devo esperar?
Perder a vida sonhando
com você que não vem?

Os minutos passaram e as horas também.
- Não há mais esperança, afinal, você não veio.
Hoje, a vida é uma longa espera,
um eterno sentir, um eterno sofrer,
um sonho que morre, uma tristeza que nasce,
uma saudade que fica, um coração que chora!
- Por que você não veio???
filemon.martins@uol.com.brwww.filemon-martins.blogspot.com
Caixa Postal 64
11740-970 – Itanhaém – SP.

sábado, 5 de março de 2011

TROVAS

TROVAS

Além de médico e louco
(é julgamento que eu faço),
nós também temos um pouco
do divertido palhaço!...
         Elza Meirelles Chola
Vem, palhaço, sem tardança,
com teus trejeitos, teus chistes,
e acorda a alegre criança
que dorme nos homens tristes.
         Élton Carvalho
Vive no circo o palhaço,
seu mundo de fantasia.
Trabalha sem ver cansaço,
pois distribui alegria...
         Marina Barreiros Santos
Palhaço, visão querida
que embalou minha esperança...
- É a saudade colorida
do meu mundo de criança!
         Francisco das Chagas Fonseca
(Jornal RADAR, de Apucarana-PR, coluna TROVAS, de Maria Thereza Cavalheiro, Dezembro/2010)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Informação...

                  INFORMAÇÃO

Estive fora do ar, em face de nova internação no Hospital Nipo Brasileiro, em São Paulo. Tal fato ocorreu na 2ª feira e lá fiquei até hoje sexta-feira até 17 horas. Estamos de volta e vamos tentar voltar à rotina. Abraços, Filemon Martins.
São Paulo, 04 de março de 2011.