segunda-feira, 21 de março de 2011

MULTIFORME

MULTIFORME
               Miguel Eduardo Gonçalves

Revendo o verso quando a rima arranha
Certa noite em festim de uma façanha
Em seu poder que cada um domine
Seja a paixão disposta em magazine

E tal rigor liberto da artimanha
Possível em nua boca, a tua entranha
Num gesto que insinua e bem define
O que de mim escapa e nem previne

Nesse lugar que o ópio faz a hora
Gritando à vida em fogo impositivo
Paira capaz vontade sem demora

E dessa dança nasce o convulsivo
Incêndio que nos pega noite afora
Nos mata de o querer assim tão vivo
(Do site www.prefacio.net)

2 comentários:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Obrigado, caro Filemon, estar no teu blog é uma honra, um prestígio para mim!
Abraço do Miguel-

Filemon F. Martins disse...

Caro Miguel, você e sua poesia merecem. Abs. Filemon.