sexta-feira, 17 de junho de 2011

ESCADA DE TROVAS - PORTUGAL

Obs.: A partir do dia 18/06 até dia 10/07/2011 estarei ausente por motivo de viagem ao interior da Bahia. Só retomarei minhas atividades literárias quando retornar da viagem. Abs. Filemon Martins.
 
 
ESCADA DE TROVAS-PORTUGAL
Filemon F. Martins
SUBINDO:
É próprio de PORTUGAL,
que pela Terra ressoa
o sonho monumental
dos poemas de Pessoa.

Que esse amor à Liberdade
consagrado por Camões,
deu-nos a luz da verdade,
com as mais ricas lições.

O povo sente, afinal,
que a luta não foi em vão,
vencendo as hostes do mal,
e defendendo a Nação.

Justiça, Paz e Igualdade,
no sentido mais profundo,
trinômio que a Humanidade
deve espalhar pelo Mundo.


NO TOPO:

Justiça, Paz e Igualdade,
o povo sente, afinal,
que esse amor à Liberdade
é próprio de Portugal.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

TROVAS

TROVAS
       Humberto Del Maestro
A manhã recita um salmo,
passa o vento mais amigo...
E é neste momento calmo
que Deus conversa comigo.

Silêncio. A noite adormece
e estrelas velam seu sono.
O vento até se enternece
ao vê-la em doce abandono.

Amo a noite, ela é só minha,
seu mistério me seduz.
Nela meu sonho caminha
embriagado de luz.

Envelheci – que tristeza!
Mas no peito peregrino
conservo a chama inda acesa
dos meus sonhos de menino.

(Quinta Antologia Poética de A FIGUEIRA, página 71)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

RISOS E LÁGRIMAS

RISOS E LÁGRIMAS
         Abel B. Pereira
             (In memoriam)
Estacionei minhas lágrimas
na esquina do teu sorriso.
Mas é proibido estacionar
nas esquinas.

Segui na contramão
pela estrada do teu olhar
impiedoso

E parei dentro da escuridão
bem no meio do túnel
do esquecimento.

(Quinta Antologia Poética de A FIGUEIRA, página 17)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

ORAÇÃO À BELEZA

ORAÇÃO À BELEZA

            Humberto Del Maestro

Senhor,
colocai em nossas mãos
as sementes da beleza
e deixai-nos semeá-las,
sempre e sempre,
pelos canteiros da vida.


(Do livro PAVANAS MINHA MENINA BONINAS, poemas livres, página 25)

domingo, 12 de junho de 2011

TROVAS

TROVAS
       Carlos Ribeiro Rocha
Busca entender o segredo
dos que professam cristãos,
o que Cristo fez com um dedo,
não o farás com duas mãos.

Meu troviário sem fim
não sei se é ruim ou bom,
tecendo trovas, assim,
busco exercer o meu dom.

Nós, poetas, insistimos
em sempre mostrar o novo,
inspiração nós pedimos,
para dar versos ao povo.

A vida é uma sucessão,
entenda-se isto, afinal:
morre a semente no chão,
vem a vida vegetal.

(Do livro PINGOS DE MIM, página 11 e 12)

sábado, 11 de junho de 2011

TROVAS PARA ELA

TROVAS PARA ELA
        Miguel E. Gonçalves
OLHOS CLAROS COMO O CÉU
DIA ABRINDO-SE EM MANHÃ
NA PAIXÃO DO MEU PITÉU
EM QUE PAIRA BELO AFÃ

NADA DIGO QUE NÃO SEJA
DA BREVE IMAGINAÇÃO
INTERVALO DA PELEJA
NA MAIS NÍTIDA EMOÇÃO

TALVEZ NÃO SAIBA ESPERAR
A CADA INSTANTE ME PRENDO
VIVO DESSE MESMO AR
E ME JOGO NESSE VENTO

ESPERO TEU CORPO-FLOR
MOLDADO NO VERBO AMAR
DE UM LEITO CORTEJADOR
TENTAÇÃO HÁ DE EMANAR

(Do site www.prefacio.net)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

MUDANÇA

                      MUDANÇA
                                      Théo Drummond

         Durante muito tempo não sonhei,
        e se sonhei, do sonho não lembrava.
        Antes de levantar sempre fiquei
        a ver se de algum sonho recordava.

        A todas as pessoas que eu contava
        entre elas lembro de uma que encontrei
        que se viesse a sonhar logo acordava,
        com medo de uma coisa que não sei.

        Foi de uns tempos pra cá que quando deito
        eu vejo alguém vir caminhando à toa,
        e ao vê-la, linda e pura, me deleito.

        E ao me acordar sinto uma coisa boa,
        mas embora feliz e satisfeito,
        quero encontrar, na vida, esta pessoa.

        (Do livro PORTA DO CORAÇÃO, página 43)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

FANTASIA

              FANTASIA

                        Pedro Ornellas

Na casa tosca e pobre a mesa parca,
Coração cheio e mãos sempre vazias...
Fartura de ilusões e fantasias
No reino em que, soberbo, eu fui monarca!

Por sobre a areia fina dos meus dias
O tempo deslizou deixando a marca,
Sulcos profundos que o meu pranto encharca
Quando o passado volta em noites frias!

Como era doce a antiga brincadeira...
Meu trono: um simples banco de madeira,
E de esperanças meu castelo eu fiz!

Hoje, à mercê da vida que me afronta,
Já não sou mais o rei do faz-de-conta...
Já não sei mais brincar de ser feliz!

(Transcrito de imprensa@revistazap.org – Boletim n° 163/2011)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

JUNHO - MÊS DOS NAMORADOS

JUNHO – MÊS DOS NAMORADOS
               (versos sem métrica)
            Filemon F. Martins

O mês de junho, senhores,
é o mês de muitos amores
tem minha predileção,
tem festa de padroeiro
Santo Antonio casamenteiro,
São Pedro e São João.

No Dia dos Namorados
têm casais apaixonados
e aos beijos de montão.
Têm amores escondidos,
têm amores coloridos
curtindo o amor e a paixão.

Têm festas e têm folguedos,
têm corações em segredos,
tem pipoca e tem quentão.
Rapazes bailam contentes,
moças dançam envolventes
abraçadas no salão.

A noite fica pequena
quando rebola a morena
atiçando os corações.
Todos a querem na dança
e a morena já se lança
no meio dos rufiões.

Há trocas de muitas juras,
casais que sonham venturas
que a vida promete dar.
E vão assim se beijando
pela vida vão-se amando,
felicidade... é amar...


filemon.martins@uol.com.br
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terça-feira, 7 de junho de 2011

SUAVE

SUAVE
         Edmir Carvalho Bezerra

Uma canção nova
somente meu coração ouve
uma paisagem celestial
apenas meus olhos vêem
seda chinesa
porcelana de Pequim
minhas mãos acariciam
o encantado vôo aquilino
flor suave e rara
perfuma-me.

(Do livro DIZERUDITO, poemas, página 28)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

É DE MANHÃ

É de manhã...

Enar Britos de Souza

Uma linda manhã,
uma nova manhã,
um vento frio,
percorre as ruas,
levando folhas
amarelas do outono,
o sol iluminando
e dourando o dia...
Busco nesta manhã,
uma referencia,
um novo rumo,
um sentido pra minha vida...

Domingo, 5 /junho/2011 10 horas

(Do site www.prefacio.net)

domingo, 5 de junho de 2011

ESCADA DE TROVAS

TROVAS-ESCADA
                        Filemon F. Martins
Não machuca, só faz bem
Viver em paz, meu irmão,
Que a colheita sempre vem
Com uma boa plantação.

Que este gesto comovido
De amar pela vida afora,
Possa ser correspondido
Antes que a luz vá embora.

Crer e amar, como ninguém,
Já me basta nesta prece,
Que a minha fé vai além...
Jamais a dor prevalece.

Um exemplo a ser seguido
Por todos nós nesta vida:
Crer e amar – olhar ungido
Mesmo após a despedida.
NO TOPO:
UM EXEMPLO A SER SEGUIDO
CRER E AMAR, COMO NINGUÉM,
QUE ESTE GESTO COMOVIDO
NÃO MACHUCA, SÓ FAZ BEM.

www.filemon-martins.blogspot.com
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sábado, 4 de junho de 2011

SEUS GESTOS

SEUS GESTOS

Mary Fioratti

Detenho-me na arte
de seus gestos
cuidadosamente explícitos
delicados, meio contidos,
expressando-se no silêncio
que adivinho

Na falta de palavras
suas mãos buscam as minhas
e quando você as segura
nossos dedos entrelaçam-se
todos os cantos arrematam-se
em um toque único
e quando você sorri
intuindo meu sentimento
o silêncio afaga
esse momento

(Do site www.prefacio.net)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

POEMA, A MEU JEITO, PARA VOCÊ...

POEMA, A MEU JEITO, PARA VOCÊ.


         Filemon F. Martins


Quanta saudade depois que você partiu.

Você, olhar meigo, sereno,

sorriso doce, encantador, 

voz delicada e calma

que escreve na alma

um poema de amor.



Eterno sonho de felicidade,

promessa, carinho, segredo,

-         ventura que chegou tão tarde,

-         ventura que se foi tão cedo.


Saudades... eu me recordo ainda

a ausência, a mágoa, a dor infinda,

lembranças – por que não esquecê-las ?

-         Sonho de amor, de meiguice,

quantas palavras que não disse

e que é tarde demais para dizê-las.



Hoje, essa estranha saudade

chega em tom de confissão

para apertar-me o peito,

que reclama, insatisfeito,

porque tudo mudou quando você partiu.



E agora, nada me resta, a não ser

a eterna certeza de que nunca mais,

nunca mais terei alguém como você.




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quinta-feira, 2 de junho de 2011

MEU MILAGRE!!!

MEU MILAGRE!!!
M. Lurdés Souza (POEMA ENVIADO PELO SITE http://www.tvpax.com.br/ P/PUBLICAÇÃO NO SITE http://www.prefacio.net/, DE ONDE TRANSCREVI O POEMA)
Meu Milagre!
Como medir um Milagre?
Qual Medida usar?
Os Milagres devem ser grandes,
e surpreendentes de tirar a respiração?
As cores devem ser vívidas e brilhantes?
Qual volume seu som deve ter?
Milagres são feitos de Ouro ou adornados por objetos de valor?
Como eu o reconheço? Será que ele virá com Anjos ao seu redor?
O sol estará ainda mais brilhante neste momento?
Será que verei estrelas ou uma cor especial na lua?
Onde procurar pelo meu Milagre?
Como reconhecer quando um está próximo?
Então surgiu uma resposta simples dentro de mim :
"Querida Filha : basta olhar no espelho ...
(Do site www.prefacio.net)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

TROVAS

TROVAS
             Filemon F. Martins
Hoje quero te abraçar
e não sentir mais saudade.
Quero contigo ficar
antes que a vida se acabe.

Meu coração, desolado,
não sabe o que aconteceu
ao ver um sonho acabado
num olhar que se perdeu.

Não me esqueço do passado
e do teu beijo também,
como era doce o pecado,
como te quero, meu bem.

Como dói esta saudade,
por favor, quero entender.
Nosso amor não tem idade,
só quero amar e viver.

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