quinta-feira, 16 de junho de 2011

TROVAS

TROVAS
       Humberto Del Maestro
A manhã recita um salmo,
passa o vento mais amigo...
E é neste momento calmo
que Deus conversa comigo.

Silêncio. A noite adormece
e estrelas velam seu sono.
O vento até se enternece
ao vê-la em doce abandono.

Amo a noite, ela é só minha,
seu mistério me seduz.
Nela meu sonho caminha
embriagado de luz.

Envelheci – que tristeza!
Mas no peito peregrino
conservo a chama inda acesa
dos meus sonhos de menino.

(Quinta Antologia Poética de A FIGUEIRA, página 71)

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