sábado, 30 de abril de 2011

DOCE VIAGEM

DOCE VIAGEM
Maria José Zanini Tauil

Viajo no céu de teus olhos
Visto-me de todas as cores
Calço asas puras
De borboleta lilás
Quando em mim estás

Vertemos sorrisos
De alegria e paixão
Sinto-te sempre
Dentro e fora
Do meu coração

Quero banhar-me...afogar-me
No mar do teu sorriso
Porque teus beijos, amor
Têm gosto de paraíso...

(Do site www.prefacio.net)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

ÚLTIMO FANTASMA

             ÚLTIMO FANTASMA
                                Castro Alves

Quem és tu, quem és tu, vulto gracioso,
Que te elevas da noite na orvalhada?
Tens a face nas sombras mergulhada...
Sobre as névoas te libras vaporoso...

Baixas do céu num vôo harmonioso!...
Quem és tu, bela e branca desposada?
Da laranjeira em flor a flor nevada
Cerca-te a fronte, ó ser misterioso!...

Onde nos vimos nós? És doutra esfera?
És o ser que eu busquei do sul ao norte. . .
Por quem meu peito em sonhos desespera?

Quem és tu? Quem és tu? - És minha sorte!
És talvez o ideal que est'alma espera!
És a glória, talvez! Talvez a morte!


quinta-feira, 28 de abril de 2011

REMISSÃO

Remissão
Carlos Drummond de Andrade

Tua memória, pasto de poesia,
tua poesia, pasto dos vulgares,
vão se engastando numa coisa fria
a que tu chamas: vida, e seus pesares.

Mas, pesares de quê? Perguntaria,
se esse travo de angústia nos cantares,
se o que dorme na base da elegia
vai correndo e secando pelos ares,

e nada resta, mesmo, do que escreves
e te forçou ao exílio das palavras,
senão contentamento de escrever,

enquanto o tempo, em suas formas breves
ou longas, que sutil interpretavas,
se evapora no fundo do teu ser?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

MEDITAÇÃO

   MEDITAÇÃO
                              Humberto Del Maestro

Há um poema calado em cada coração que sangra
e um sinal de aceitação em todo amor esquecido.
Voam mágoas, rancores e remorsos
sobre minhas noites mal-dormidas
e, vez por outra, um sonho desconexo
martela sem piedade meus sentimentos no leito.
Onde encontrar redenção a tantas ânsias
e comiseração a outros tantos desenganos?

(Do livro “Monólogos Íntimos e Alguns Sonetos,” página 80)

terça-feira, 26 de abril de 2011

DISTÂNCIA

DISTÂNCIA

Colombina

E quando reflorirem as roseiras
e o sol à terra der novo fulgor,
acordando as cigarras cantareiras...
eu voltarei também, meu grande amor!"


Palavras de esperança, alviçareiras!
Tu dizias, beijando-me com ardor...
Era no outono. Nuvens agoureiras
prenunciavam abandono e dor.


E veio o inverno e veio o vento frio
e tudo foi ficando tão vazio,
tão triste a minha vida... Mas, depois,


voltou de muito longe a primavera.
Porém, o que eu queria não trouxera,
e continuou o inverno entre nós dois.


(O Fanal, n° 590, Casa do Poeta “Lampião de Gás”)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

DESENCONTRO...


Desencontro...
Enar Britos de Souza

Tão dentro do meu coração,
tão longe da minha vida.
Tão presente nos meus sonhos,
tão ausente nos meus dias...
É um desencontro,
é um não saber
e muito sentir...
e muito querer!

(Do site www.prefacio.net)

domingo, 24 de abril de 2011

LEGÍTIMA VITÓRIA

LEGÍTIMA VITÓRIA

             Mário Barreto França

A multidão surgiu na noite escura
Com varapaus e espadas, tendo, à frente,
De Judas a sacrílega figura
Que beijou de Jesus a fronte ardente...

Mas Pedro, ao ver-lhe a saudação perjura
E a maldade da turba, de repente,
Na destra, a espada rútila segura
E fere o servo Malco irreverente...

Cristo, porém, reprova essa atitude
E lhe diz que dos simples a virtude
Está em sofrer tudo sem rancor,

Porquanto a mais legítima vitória
Não é por armas alcançar a glória,
Mas conquistar o mundo pelo Amor.


(Do livro “O LOUVOR DOS HUMILDES” página 23)

sábado, 23 de abril de 2011

O QUE É A VIDA?

O QUE É A VIDA?


             Filemon F. Martins


A vida é uma jornada de aventura,
o ser humano nasce, vive e morre.
Uma réstia de sonho e de ventura,
eis o prêmio maior a que concorre.

A mocidade passa e a desventura
vem apressada e pela vida escorre
impondo ao coração esta amargura
que mata devagar... e não socorre...

Eis a vida, em resumo, companheiro,
mas a esperança e a fé falam primeiro
e amenizam, no mundo, a nossa dor.

Porque depois a vida é permanente
numa escola avançada e inteligente
sempre em busca de Deus, o Criador!

filemon.martins@uol.com.br
www.filemon-martins.blogspot.com
Caixa Postal 64
11740-970- Itanhaém – SP.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

MISTER PERSEVERAR

   MISTER PERSEVERAR

                    C. A. Beiral

Sem dividir os erros que pratico,
alguns infelizmente desejados,
eu não sei bem se arrependido fico,
por ouvir seus apelos reiterados.

A mim próprio prometo e planifico
como manter-me a salvo dos chamados,
mas num triz me descuido e me salpico
nos charcos tibiamente contornados...

- Fácil descer, confirmo e me deploro,
sentindo que preciso, mas não choro,
como quem se flagela em penitência;

Mesmo assim, não desgarro do meu lenho,
e me levanto pela fé que tenho,
que posso e vou vencer qualquer falência!


(Do livro CANTIGAS & APONTAMENTOS, página 119)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

APENAS SÓ...

Apenas só*
Simone Karinna

Pudesse adivinhar-te
Entre silêncios e palavras
Em conjecturas escarlates
Pintadas nas pseudo vidraças...
Pudesse vislumbrar-te
Entre os cinzas que me tomam
Sufocando todos os meus sons
Dissonantes tentativas...
Desgarradas dos meus vãos.
É somente meu esse abandono
Íntima confissão cabisbaixa
Ecoando em rubras clausuras
Sufocando-me de tuas ausências,
Desafinadas de ternuras...
Nesse segundo sou apenas solidão
E meus olhos desbotados são telas
Boreais, das minhas inúteis quimeras.

Sou apenas só...
Karinna*
(Do site www.prefacio.net)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A POESIA DA PRESENÇA

 A POESIA DA PRESENÇA

            Stela Câmara Dubois

Olho em roda de mim. Tudo é beleza:
A flor, o azul, a fonte, o ninho, o prado;
O ouro vivo das nuvens no escampado
E as galáxias na insólita grandeza.

Da divina Presença a fortaleza
Vibra, por todo este orbe engalanado:
O inseto, a seiva, a luz e esta certeza
Que vem, de manso, ao coração cansado.

Ele sustenta e chama, Onipresente.
A humanidade ingrata, indiferente,
Não vê, não ouve e dorme, empedernida...

Mas eu te quis, PRESENÇA, e te quis tanto,
Que nasceste em poesia e doce encanto,
Enchendo a transbordando a minha vida!


(Do livro “RAMALHETE DE MIRRA”, página 132)

terça-feira, 19 de abril de 2011

AGRADECER É UMA BÊNÇÃO

AGRADECER É UMA BÊNÇÃO

Martha Moro


Quisera eu pudesse,
transformar em abraços cada palavra...
Quisera eu pudesse
carregar nos braços flores para cada um...
Quisera eu fosse abençoada
e hoje pudesse dizer a cada amigo: é um privilégio!
Quisera eu pudesse tantas coisas
mas apenas me ocorre dizer
em pura emoção:

OBRIGADO, DO CORAÇÃO DO RIO GRANDE, PARA CADA CORAÇÃO AMIGO


(Do site www.prefacio.net)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

QUERO, SIM!

QUERO, SIM!
Maria José Zanini Tauil

Quero, sim
Um alguém para amar
Que me envolva intensamente
Sem me sufocar

Quero, sim
Alguém no pensamento
De manhã e de tarde
Nas noites de tempestade

Quero, sim
Alguém determinado
Que saiba onde quer ir
E goste de sorrir

Quero, sim
Alguém adulto, maduro
Que goste de música e dança
Mas que em meus braços
Vire uma doce criança

(Do site www.prefacio.net)

domingo, 17 de abril de 2011

SONHO DE SOL

SONHO DE SOL
          Mendes de Oliveira (Poeta mineiro – 1879/1918)

Depois de sua lúcida agonia,
morreu, ao longe, o sol, tremeluzindo.
Aves, em bandos gárrulos, vão indo
à procura da verde ramaria.

Desce da tarde a doce nostalgia
sobre os campos da paz, que vêm florindo;
no ilimitado azul do céu infindo
acorda a loura estrela que dormia.

Palidamente, o luar, sonambulando,
aparece por cima do alto monte,
como um castelo enorme, venerando...

E passa, às vezes, pela minha fronte
a idéia de que é o sol que anda sonhando,
perdido, vagabundo, no horizonte...

(Do periódico BALI, julho de 2004, página 12)

sábado, 16 de abril de 2011

CANÇÃO DO AMOR ETERNO

CANÇÃO DO AMOR ETERNO
  Angela Faria de Paula Lima


Que seja terno posto que é suave
Que seja muito, posto que é denso
Que seja leve como o vôo d’ave
Que seja eterno posto que é imenso

Que seja brando como a luz da lua
Que a madrugada espalha pela rua!
Que seja intenso e forte como o sol
Incandescente luz no arrebol!

Seja paixão, motivo de alegria
Que seja só ventura todo o dia
Que seja a paz maior do coração

Que seja audaz, que arrisque a própria sorte...
Que não venha a temer nem mesmo a morte!
Inesgotável fonte de canção!.....

(Da autora – via e-mail para o Blog do Filemon)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

TEMPO PRESENTE

TEMPO PRESENTE
                    Adélia Victória (São Paulo-SP)
Discutir o presente é falar de utopia!
Ele é o simples bocal de acanhada abertura
que a matéria do Tempo, em veloz travessia,
do Futuro ao passado esfaimada perfura.

O lampejo fugaz de uma luz fugidia
é esse vulto que passa e passando fulgura
ao tornar-se um “já fui” na roldana macia
que impulsiona ao Passado a existência futura.

Ao dizeres “eu sou” já não és: terás sido!
O que foste partiu nos embalos da voz,
mero “z” de um corisco entre o antes e o após...

Na ampulheta é o gargalo, o funil reduzido
que as areias do Instante, ansioso a escorrer,
atravessam fulgindo e... deixando de ser!...

(Jornal FANAL, n° 564, Casa do Poeta “Lampião de Gás” de São Paulo, página 01)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

UM INCÊNDIO EM ALEXANDRIA, E DUAS RESSURREIÇÕES

UM INCÊNDIO EM ALEXANDRIA, E DUAS RESSURREIÇÕES
Sammis Reachers
Na mesa do Café
(por quantos anos eu sonhei
Com este fútil prazer intelectual,
Sentar-me à mesa de um Café e confabular)
Você transpira uma verdade ríspida,
Um transpirar que se solidifica,
Se doloriza em palavras:

“Não se poderiam escrever
Livros sobre a Queda;
Todos os livros são sobre a Queda.
Os livros existem simplesmente por que
Um dia em Adão todos nós
Fomos derrotados.”

Silenciamos por 30 segundos
(e há visões interiores de devassadas
estantes, e há amor em nossa amizade)
E eu concluo:

“Avancemos pois sem embaraços
Para Aquele único que realmente
Tem algo a dizer,
Aquele que projetou-nos os corações
Para que fossem as tábuas bastantes
E únicas
De Sua escritura.”

Ora vem, Senhor Jesus!
(Do blog do Sammis Reachers, via e-mail)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

POEMAS RECOLHIDOS...

POEMAS RECOLHIDOS (ENSAIO)
Marilândia Marques Rollo


Clarões de peregrinos astros - flamejantes rubis a arder em brasas…
Ecoa a brisa versos de Chamford…
Pranteia a chuva melodias de Chopin…
Empalidece o horizonte – véus de nostalgia a noite descerra…
Sobre recolhidos poemas solenes madrugadas desmaiam...

_Em desfolhadas pétalas fragrâncias d’infinito jazem…_

(Do site www.prefacio.net)

terça-feira, 12 de abril de 2011

NOITE CHUVOSA

NOITE CHUVOSA
                   Eno Theodoro Wanke
Ah, chuva triste, triste de beleza,
minha alma se enternece muito quando,
tão mansa e desgostosa, vens chorando
nas calhas tua mórbida tristeza...

É como se eu sentisse uma fraqueza
estranha e inexplicável penetrando
em mim, um sentimento muito brando,
que dói, que dói... Saudades, com certeza!

Eu tento ler. Ai, não! Não posso ler.
Ah, chuva, chuva atroz que nunca cessas,
por que é que não me deixas esquecer?

Que mágoa, tendo amor, ser condenado
a ter saudades numa noite dessas,
com chuva murmurando no telhado!...

(Do livro “À SOMBRA DOS VERSOS EM FLOR”, página 66)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CANÇÃO DE NINAR

Canção de Ninar*
Simone Karina

Adormecerei sim
no anel de estanho
da poesia da Lua
e soprarei sonhos em trilhos
atapetados de cintilações
sob o manto da palavra nua.
O alvorecer trará talvez um verso
no frescor da santidade
de ter sido estrela esperançosa
e que a tal fantasia seja enfim
doce e fulgurante realidade....

(Do site www.prefacio.net)

domingo, 10 de abril de 2011

DIVAGAÇÃO...

DIVAGAÇÃO

 

                Filemon F. Martins
        
  O sol se põe
  e a tarde morre lentamente.
  O céu está azul,
  manchado de vermelho
  como se fosse um espelho
  a refletir minhas mágoas.

  E absorto neste quadro lindo
  com tanta luz e poesia,
  eu me vejo assim:
  -        Pensando no teu silêncio...
  ... E como dói o teu silêncio em mim.

 Caixa Postal 64
 11740-970- Itanhaém – SP.

sábado, 9 de abril de 2011

DEIXA QUE EU TE AME

DEIXA QUE EU TE AME
     Noemise Machado França Carvalho
Amo-te sempre como a vez primeira
ao seres a lembrança d’um passado.
Quando um beijo me fez a prisioneira,
do teu amor gritando do meu lado!

Te amo sempre e te amei a vida inteira,
no meu azul espaço ilimitado,
como a esperança verde sem fronteira,
ou gesto de perdão mais silenciado!

Embora em nossos dias mais risonhos,
seja a vida a tesoura aos lindos sonhos,
e amor imensa paz ou contratempos.

Não importa. Aqui estou e sempre aquela
ingênua a te esperar numa janela,
na moldura do amor dos velhos tempos!

(Jornal “FANAL”, n° 564, página 1)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

SUA IMAGEM

SUA IMAGEM
         José Carlos Ribeiro
A sua imagem ainda está em mim
Minha alma chora por você
Você é mulher formosura
Mulher amiga
Mulher ternura

É o ego de o meu viver
É toda um resplandecer
Sou refém dessa saudade
Lembranças de você em mim vão ficar
Meu coração sofrer o estar

Ando pelas ruas cabisbaixo
Não sou mais o mesmo
Desde que você partiu
Fiquei com alma, com trauma
estou com um algo obsoleto

A vida para mim não tem mais sentido
não tenho mais o sentir
Não consigo ter mais sentimentos
Em mim as lembranças
Daqueles nossos maravilhosos momentos

06/02/2011
(Do site www.prefacio.net)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

SOMOS UM

      SOMOS UM
                    Filemon F. Martins

Hoje, voltas depois de tanto tempo
e enlaças outra vez à minha vida.
Meu coração de amor se faz sedento
e busca no teu seio uma acolhida.

E se te vejo esbelta, o sentimento
cresce no peito com paixão sofrida:
ficar longe de ti é meu tormento
e a noite fica longa e mal-dormida.

Desperta o sol. Os pássaros em festa,
o amor renasce e entoa uma seresta
à vida que sonhei te amando assim...

E quanto mais te beijo, mais te quero,
e em te querendo, mais eu te venero,
pois somos um e estás dentro de mim.

Caixa Postal 64
11740-970- Itanhaém – SP.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

SOMBRAS

Sombras
Delasnieve Daspet

Tantas saudades...
Começo a renovação,
Mas as sombras
Pesam-me nos ombros.
DD_Campo Grande-MS, 07.03.11
(Do site www.prefacio.net)

domingo, 3 de abril de 2011

VERSOS E FLORES

    VERSOS E FLORES
                Mário Barreto França

No mundo mau, na vida dissoluta,
Cheia de cardos e de dissabores,
Para vencê-los, eu prossigo a luta,
Fazendo versos e plantando flores...

No verso, eu conto a divinal conduta
Do amor de Cristo aos homens pecadores;
E, nos jardins, minha alma vê e escuta
A beleza do céu louvada em cores...

Os feitos nobres dos heróis sem nome
E a dor paciente dos que passam fome,
Inspirados por Deus, tornam-se luz;

E vêm, depois, festivos e dispersos,
Sorrir nas flores e cantar nos versos
O amor perpétuo a reflorir na cruz.

(Do livro “UM CAMINHO NO DESERTO”, página 190)

sábado, 2 de abril de 2011

CAMINHOS

CAMINHOS
Miguel Eduardo Gonçalves

Entre cais de sombras
Vasto silêncio a noite
Quebra
Ilumina-se rumor
Breve inquietação
E longamente
Evocando a Lua
As folhas tremem
Misteriosas
Como Ela

(Do site www.prefacio.net)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

TEU LIVRO

  TEU LIVRO

                Carlos Ribeiro Rocha

Senhor, não tive estudos, nada sei,
mas recebendo a Tua inspiração
posso exaltar a Tua santa Lei,
cantar bem alto a Tua salvação.

Neste soneto, pois, render-Te-ei
meu preito de eviterna gratidão.
Na Tua Lei, Senhor, meditarei,
na dúvida, no gozo e na aflição.

Tua Lei revelaste aos pequeninos,
noite fizeste para os poderosos,
mistério para os Mestres e Rabinos.

Teu santo Livro tenho sempre aberto,
porquanto nestes traços sinuosos,
Tu sabes escrever perfeito e certo!

(Do livro “HARPA SERTANEJA”)