sábado, 9 de abril de 2011

DEIXA QUE EU TE AME

DEIXA QUE EU TE AME
     Noemise Machado França Carvalho
Amo-te sempre como a vez primeira
ao seres a lembrança d’um passado.
Quando um beijo me fez a prisioneira,
do teu amor gritando do meu lado!

Te amo sempre e te amei a vida inteira,
no meu azul espaço ilimitado,
como a esperança verde sem fronteira,
ou gesto de perdão mais silenciado!

Embora em nossos dias mais risonhos,
seja a vida a tesoura aos lindos sonhos,
e amor imensa paz ou contratempos.

Não importa. Aqui estou e sempre aquela
ingênua a te esperar numa janela,
na moldura do amor dos velhos tempos!

(Jornal “FANAL”, n° 564, página 1)

Um comentário:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Que beleza de soneto!
Endereço de cultura esse teu blog, caro Filemon, abraço, Miguel-