terça-feira, 12 de abril de 2011

NOITE CHUVOSA

NOITE CHUVOSA
                   Eno Theodoro Wanke
Ah, chuva triste, triste de beleza,
minha alma se enternece muito quando,
tão mansa e desgostosa, vens chorando
nas calhas tua mórbida tristeza...

É como se eu sentisse uma fraqueza
estranha e inexplicável penetrando
em mim, um sentimento muito brando,
que dói, que dói... Saudades, com certeza!

Eu tento ler. Ai, não! Não posso ler.
Ah, chuva, chuva atroz que nunca cessas,
por que é que não me deixas esquecer?

Que mágoa, tendo amor, ser condenado
a ter saudades numa noite dessas,
com chuva murmurando no telhado!...

(Do livro “À SOMBRA DOS VERSOS EM FLOR”, página 66)

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