quinta-feira, 21 de abril de 2011

APENAS SÓ...

Apenas só*
Simone Karinna

Pudesse adivinhar-te
Entre silêncios e palavras
Em conjecturas escarlates
Pintadas nas pseudo vidraças...
Pudesse vislumbrar-te
Entre os cinzas que me tomam
Sufocando todos os meus sons
Dissonantes tentativas...
Desgarradas dos meus vãos.
É somente meu esse abandono
Íntima confissão cabisbaixa
Ecoando em rubras clausuras
Sufocando-me de tuas ausências,
Desafinadas de ternuras...
Nesse segundo sou apenas solidão
E meus olhos desbotados são telas
Boreais, das minhas inúteis quimeras.

Sou apenas só...
Karinna*
(Do site www.prefacio.net)

2 comentários:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Entre pouquíssimos destaca-se, no Prefácio, a poetisa Karinna*. Em sua produção literária os poemas ressaltam à vista, dando forma à solidão, à angustia diante do existencial, ao melancólico sentimento de mulher extremamente sensível. Aqui temos uma prova desse olhar que repousa numa espécie de ausência, mas que por outro lado inunda de arte qualquer ambiente, com sua voz própria inconfundível! Obrigado por trazê-la, caro Filemon.
Abraço do Miguel-

Filemon F. Martins disse...

Caro Miguel é sempre um prazer postar uma boa poesia. Seu comentário é oportuno, a Poetisa é, de fato, brilhante. Sorte nossa. Abs. Filemon.