segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O PODER DO AMOR

O PODER DO AMOR 
Filemon F. Martins


Quanto mais penso no poder que o amor 
exerce sobre mim e me fascina, 
convenço-me, serás o meu torpor, 
não importa o que diz a medicina. 

Se estás comigo, sinto o teu calor 
e uma paz silenciosa me domina, 
o tempo não mais corre com rancor 
e o teu olhar, meus olhos, ilumina. 

Eu quero me prender neste pecado, 
e em teu amor ficar acorrentado 
como fiquei nos versos que compus. 

E prometo cantar com tal Doçura 
uma canção de Paz e de Ventura 
que o nosso Amor nos levará à Luz!





domingo, 30 de outubro de 2016

MARCAS

MARCAS 
Filemon F. Martins
 


Vou procurando pelo mundo afora 
buscando aqui e ali um novo abraço, 
que a vida sem amor não tem aurora 
e se transforma no maior fracasso. 

É triste ver a mágoa de quem chora, 
- o verdadeiro amor não é devasso. 
A vida se desfaz e vai embora 
e o sentimento acaba em descompasso. 

Ainda assim recordo aquele sonho, 
quando vivi o amor feliz, risonho, 
que o destino, invejoso, me levou. 

E quando olho no espelho do meu rosto 
vejo as marcas da dor e do desgosto 
lembrando o amor que um dia me deixou.















sexta-feira, 28 de outubro de 2016

UM DIA NA PRAIA...

UM DIA NA PRAIA...
Filemon F. Martins

Manhã na praia
o ouro do sol ilumina a imensidão.
Os pescadores, no barco, saem para o alto mar.
Gaivotas fazem festa no ar,
uma brisa leve e fria passeia pelo céu.
Meu coração ouve a voz do mar sereno e lindo,
eternizando seus segredos
avançando e quebrando nos rochedos.
Ninguém pode avaliar o que o indômito mar sente
e quer dizer. A tarde cai e a noite chega.
É céu, é mar, é água, é chuva, é tempestade,
é sol, é calor, é vento, é noite, é lua cheia, é maré alta.
O mar suspira e o meu coração acompanha.

E a solidão também... 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

TROVAS DE PEDRO ORNELLAS

TROVAS DE PEDRO ORNELLAS

Tive a noção do fracasso
quando o tempo em desvario
encheu de ausências o espaço
que o sonho deixou vazio!

Bendito quem no caminho
plantando amor entre irmãos
tem mãos que se fazem ninho
para aquecer outras mãos.

Se o erro ficou distante
seja pleno o teu perdão...
Não se cobra ao diamante
seu passado de carvão!

Sinto, em meu quarto, sozinho,
a Deus pedindo conselhos,
que a gente cresce um pouquinho

sempre que dobra os joelhos!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

TROVAS - ESCADA (CARONA COM JOSÉ OUVERNEY)


TROVAS – ESCADA 
Filemon F. Martins (CARONA COM JOSÉ OUVERNEY-SP)
 
“Tentando abrir a porteira” 
que prende meus lindos sonhos, 
ouço a saudade matreira 
falando em dias risonhos. 

“O esforço que o vento faz” 
passando pelo telhado 
dá-me a sensação de paz 
que ficou lá no passado. 

“Que eu chego a ouvir, da soleira,” 
uma canção de ternura 
que a brisa sopra, ligeira, 
tangendo a doce ventura. 

“No sertão é tanta paz” 
que a vida para, intrigante, 
e o coração é capaz 
de sorrir, mesmo distante.
 
NO TOPO: 
“NO SERTÃO É TANTA PAZ 
QUE EU CHEGO A OUVIR, DA SOLEIRA, 
O ESFORÇO QUE O VENTO FAZ 
TENTANDO ABRIR A PORTEIRA.” 
JOSÉ OUVERNEY-SP.

 
filemon.martins@hotmail.com 
Caixa Postal 64 
11740-970- Itanhaém – SP. 

domingo, 23 de outubro de 2016

UTOPIA

UTOPIA
Filemon F. Martins

Uma ternura infinda estou sentindo 
já no ocaso do meu viver tristonho. 
Meu coração se abriu, feliz, sorrindo, 
pois a esperança renasceu num sonho. 

Meu desejo é cantar um hino lindo 
para falar de Paz, tudo transponho, 
que toda Humanidade siga ouvindo 
os acordes do Amor que já componho. 

Eu quero ver o povo trabalhando, 
construindo, vivendo e se educando 
para que todos sejam mais felizes... 

Que os políticos sejam mais honestos 
e possam nas ações e nos seus gestos 
construir um País livre das crises!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

VITÓRIA

VITÓRIA 
Filemon F. Martins


Não há vitórias sem batalhas, creio 
que a própria vida terá mais valor, 
se a luta for renhida, mais anseio 
para lutar na guerra contra a dor. 

A competência e a fé já são um meio 
de vencer com sucesso e sem favor. 
A honestidade traz respeito alheio 
e recompensa quando houver amor. 

Têm mais sabor vitórias alcançadas 
quando são justamente conquistadas, 
sem artifícios ou qualquer trapaça. 

Feliz de quem, na vida, assim peleja 
porque a felicidade vem e beija 
os que venceram com amor e graça. 


terça-feira, 18 de outubro de 2016

O ANDARILHO

O ANDARILHO
Filemon F. Martins 


“Não me fale de amor”, alguém me disse, 
“o amor morreu, já não existe mais”. 
E eu retruquei que aquilo era tolice, 
- será pecado alguém amar demais? 

Ficou parado ali, talvez me ouvisse 
que o amor perdoa e espera, sem jamais 
querer em troca o favo da meiguice 
que perpetua a vida entre os casais. 

O tempo foi passando e pela rua 
eu vi aquele vulto olhando a lua 
perambulando como um peregrino. 

E percebi, então, que aquele rosto 
marcado pela dor, pelo desgosto, 
nunca teve um Amor em seu destino!


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

IPUPIARA (HOMENAGEM)

IPUPIARA – (Homenagem do poeta à cidade do interior baiano)
Filemon F. Martins

Feliz é quem trilhou estes caminhos
que levam à vibrante Ipupiara,
ouvindo o som de belos passarinhos
numa paisagem deslumbrante e rara.

Ibipetum, Pintada e outros vizinhos
Sodrelândia, Vanique e Caiçara,
Chiquita, Bela Sombra com seus ninhos,
Brejões, Coxim que muito me ensinara.

Jamais vou esquecer... O Olho d´Aguinha,
Veríssimo, Barreiro e até Matinha,
Deus me Livre, Umbaúba e Boa Vista.

Felicidade, então, é ter nascido
e neste berço um dia ter vivido
com gente hospitaleira e idealista!






sábado, 15 de outubro de 2016

COLAR DE TROVAS (PARCERIA ENTRE A POETISA MARI E FILEMON)

COLAR DE TROVAS 

(parceria entre a poetisa Marilene e Filemon) 

Quando a dor invade o peito, 
castigando o coração; 
Amigo é aquele sujeito 
que nos levanta do chão. (Filemon) 

“QUE NOS LEVANTA DO CHÃO” 
e nos mostra outro caminho, 
seja qual for a ocasião 
nunca nos deixa sozinho. (Mari) 

“NUNCA NOS DEIXA SOZINHO” 
mesmo na adversidade, 
quem ama, planta carinho 
e colhe amor à vontade. (Filemon) 

“E COLHE AMOR À VONTADE”, 
que brota da terra, do chão. 
Amor com intensidade 
que salta do coração. (Mari) 

“QUE SALTA DO CORAÇÃO” 
fazendo o bem com doçura, 
quem ajuda algum irmão 
vence a própria desventura. (Filemon) 

“VENCE A PRÓPRIA DESVENTURA” 
quem pratica gentileza, 
apaga a dor e a amargura 
e espanta toda a tristeza. (Mari) 

“E ESPANTA TODA A TRISTEZA” 
que paira no meu viver, 
pois a fé me dá certeza: 
“neste mundo hei de vencer”. (Filemon) 

“NESTE MUNDO HEI DE VENCER” 
todo dia a trabalhar 
fazendo por merecer 
tudo que venha a ganhar. (Mari) 

“TUDO QUE VENHA A GANHAR” 
para viver com decência, 
vale uma vida exemplar 
em nossa curta existência. (Filemon) 

“EM NOSSA CURTA EXISTÊNCIA” 
devemos saber discernir 
o bem da malevolência 
para um melhor existir. (Mari) 

“PARA UM MELHOR EXISTIR” 
é preciso pensar forte, 
que a vida pode sorrir 
nascendo depois da morte. (Filemon) 

“NASCENDO DEPOIS DA MORTE” 
através de nossos legados 
nos caminhos sul e norte 
que deixamos já traçados. (Mari) 

“QUE DEIXAMOS JÁ TRAÇADOS” 
para um caminhar perfeito, 
os amigos são chamados 
QUANDO A DOR INVADE O PEITO. (Filemon) 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O MEU RETRATO- OLEGÁRIO MARIANO

Um Poema do Rio de Janeiro/RJ
Olegário Mariano - Recife/PE (1889 – 1958) Rio de Janeiro/RJ
O MEU RETRATO

Sou magro, sou comprido, sou bizarro,
Tendo muito de orgulho e de altivez.
Trago a pender dos lábios um cigarro,
Misto de fumo turco e fumo inglês.

Tenho a cara raspada e cor de barro.
Sou talvez meio excêntrico, talvez.
De quando em quando da memória varro
A saudade de alguém que assim me fez.

Amo os cães, amo os pássaros e as flores. 
Cultivo a tradição da minha raça
Golpeada de aventuras e de amores.

E assim vivo, desatinado e a esmo.
As poucas sensações da vida escassa
São sensações que nascem de mim mesmo.

(ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS 465, JOSÉ FELDMAN)



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

TROVAS DE LILINHA FERNANDES - RIO DE JANEIRO

TROVAS DE Lilinha Fernandes 
Rio de Janeiro (1891 – 1981)

Abelha que o favo, prova
é o trovador - velho ou novo
fabricando o mel da trova
que adoça a boca do povo.

A cordilheira hoje à tarde,
de um verde claro e bonito,
era um colar de esmeraldas
no pescoço do infinito.

A definição exata
do remorso, está patente:
fino punhal que não mata
mas tira a vida da gente.

Amanhece... Vibra a terra!
O sol que em ouro reluz,
sai da garganta da serra
como uma trova de luz.

A trova é a alma da gente
desventurada ou feliz.
Em quatro versos somente,
quanta coisa a gente diz!

(ENCANTO DAS TROVAS, TOMO VI, VOL. 3, RIO DE JANEIRO, JOSÉ FELDMAN)


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

TROVAS DO LITERARTE/SP/SETEMBRO/2016

TROVAS DO LITERARTE/SP/SETEMBRO:

Acabei te dando o véu,
Foi teu primeiro desejo
E me prometeste o céu,
Onde ele está não vejo.
João Batista Serra

Dos outros, sim, a experiência,
Não leva a crer no perigo,
Todos querem na vivência,
Amassar o próprio trigo.
Maria Thereza Cavalheiro

Nesta vida, de passagem,
Sem morada permanente,
Numa tão breve viagem,
Eu sou um turista somente.

No silêncio dos meus dias,
Alheio a tudo e a razão,
Eu vivo as noites vazias,
Abraçado à solidão.

Jessé Nascimento

terça-feira, 4 de outubro de 2016

TROVA DO SUL

TROVA DO SUL

Desejo que toda a guerra
termine, desapareça,
deixe que o Planeta Terra
em paz, se harmonize e cresça!
Gislaine Canales

Tão bela, tão generosa,
símbolo eterno da paz,
pede desculpas a rosa
pelos espinhos que traz!
A.   A. de Assis

A aurora, rubra, se espraia,
e, amanhecendo, deslumbra;
joga o seu charme na praia,
com requintes de penumbra...
Flávio Stefani

Desde o plantio a semente
cumpre um destino fecundo:
o combate permanente
à fome que ameaça o mundo.
Maria Luíza Walendowsky

Não se vá, não, por favor,
não me faça essa maldade!
Se de fato você for,
eu vou morrer de saudade.
Ari Santos de Campos

Relembro a neve caindo
sobre as rosas do jardim...
Foi o presente mais lindo
que o inverno fez para mim!
Marlê Jardim Araújo

Quero dizer-te um segredo
que não confio a ninguém:
“Eu te amo”, e estou com medo,
e peço aos anjos amém.
Gledis Tissot

Não destruam a floresta,
pois ela é, na verdade,
o lar das aves em festa,
pulmão da grande cidade.
Angelica Villela Santos

A paz que tanto almejei,
em sonhos que não têm fim,
estava onde não busquei:
– perdida dentro de mim!
Luiz Antônio Cardoso

Alta noite, escrevo versos,
sentindo a falta de alguém;
quem me dera que dispersos,
ela os ouvisse também...
Ialmar Pio Schneider


(Ano 12-Nº 141- Trovamar de outubro de 2016 http://revistatrovamar1.blogspot.com.br/)

domingo, 2 de outubro de 2016

HOJE É O DIA

Hoje é o dia. Tomara que sua excelência, o povo, vote corretamente, porque:
O CANDIDATO PROMETE,
O POVO ACREDITA E VOTA.
FAZ ERRADO, PINTA O SETE,
E ACHA QUE O POVO É IDIOTA.

         Filemon Martins

sábado, 1 de outubro de 2016

TROVAS DE JOSÉ DE ÁVILA

TROVAS DE José de Ávila - Alfenas/MG (1904 - ????) Barretos/SP


Ah! estou muito mudado.
Bem diferente me vejo.
Já pequei por atacado
e agora, peco a varejo.

A mulher não é de graça.
Abusa pra ver! Depois,
não te queixes, que ela passa
o carro à frente dos bois.

Ao lhe contar meu segredo,
mesmo só pela metade,
o nosso amor de brinquedo
virou amor de verdade.

Bem contra a minha vontade,
vento da recordação,
pões o moinho da saudade
a moer meu coração.

Botão-de-rosa vermelho
que do jardim fulge a um canto!
Diante de ti, eu me ajoelho
embriagado de encanto.


(ENCANTO DAS TROVAS, TOMO IV, VOL. 3, SP, JOSÉ FELDAN)