sexta-feira, 24 de abril de 2015

SONETO 09 - CONSTANTINO GONÇALVES


SONETO 09
Constantino Gonçalves
Campos/RJ

Emergindo de lousa quieta e fria,
pairando na minha alma flagelada,
em angélico voo de harmonia,
a saudade é uma flor despetalada.


É uma escultura clássica e sombria
que mantém a minha alma atropelada.
É uma lembrança inquieta da porfia,
é uma dor, é uma vida embalsamada.


A saudade é uma chama adormecida
que está bem viva em nosso pensamento.
Ela é a cinza patética da vida,


é uma luz de alegria e de tormento,
é uma fonte de angústia indefinida,
é a essência vesperal do sentimento.


(FONTE ALMANAQUE CHUVA DE VERSOS Nº 399, JOSÉ FELDMAN)

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