segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A SAUDADE

              A SAUDADE

                   José Britto Barros

Um que que não se diz e nem se explica,
Algo de um bem que parte, mas nos fica
Enchendo a vida de recordação...
Esse que misterioso e não descrito,
De que tanto se inunda um peito aflito
É a saudade que fere o coração!

Saudade, as cinzas de um passado antigo,
Viva lembrança de um recanto amigo
Onde outrora fruímos um prazer...
Folhas que caem da árvore da vida
Deixando apenas marca ressentida
No coração cansado de sofrer!

Saudade, um bem que já passou, perdido...
O doce amor de outrora, hoje um gemido,
Tudo o que foi e que não volta mais...
E enquanto houver na terra a humanidade
Há de existir também muita saudade,
Saudades mil, saudades perenais!

(Corrente-PI, agosto de 1957)

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