segunda-feira, 12 de setembro de 2011

GRINALDA DE TROVAS

GRINALDA DE TROVAS

         Aparício Fernandes

Sei que estou agindo certo
(mesmo sendo esquisitice)
quando prego no deserto:
“Ama sempre!” – eu sempre disse.

É divino este preceito,
porém reconheço, irmão,
que fico meio sem jeito
ante a minha imperfeição.

Deus tenha pena de mim
se não pratico o que disse.
Esta lei de amor sem fim
quem me dera que eu seguisse!

Por isso venho implorar
à Virgem da Conceição
que me ajude a praticar
minha própria pregação!

“Ama sempre!” – eu sempre disse.
- Ante a minha imperfeição,
quem me dera que eu seguisse
minha própria pregação!

(Anuário de Poetas do Brasil, 1980-1° volume, página 55)

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