domingo, 13 de janeiro de 2013

TROVAS (Carlos Ribeiro Rocha)


Trovas
CARLOS RIBEIRO ROCHA
 

ENQUANTO VIR, DO HORIZONTE,

ESSA AURORA ENRUBESCIDA,

O MEU TROVIÁRIO É FONTE

QUE NÃO PODE SER TOLHIDA.

 

SANDÁLIAS DO NORDESTINO

ARRASTANDO AREIA QUENTE

E O MEU PASSADO-MENINO

SÓ ME APONTAM PARA A FRENTE.

 

NÃO OBSTANTE A ESPERANÇA,

A REALIDADE É CRUA:

A VELHICE SEMPRE AVANÇA,

SÓ A SORTE É QUE RECUA.

 

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