quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PAI

PAI
À memória de meu pai, Adão Francisco Martins, cujo exemplo devo a minha formação e a quem trago presente  a cada instante da minha vida.

Eu quisera vencer o firmamento
e penetrar nos céus, na eternidade,
para dizer-te, ó pai, nesse momento,
a amargura que sinto, que me invade!

Quisera ter de Deus consentimento
para transpor o espaço, a imensidade,
e contar-te da mágoa e do tormento
de um coração que chora de saudade.

Pois quando tu partiste deste mundo,
meu sofrimento se tornou profundo,
que a minha vida consumindo vai...

Porém, nos vendavais dos empecilhos,
que eu possa palmilhar os mesmos trilhos,
que nesta vida palmilhaste, pai!

(07/01/1970 – Faz 45 anos que nosso pai nos deixou. Este soneto também está fazendo 45 anos. Eu o escrevi quando tinha 20 anos.)





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