terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SONETO DE NATAL

“Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. Palavras de Jesus.
            SONETO DE NATAL
                        Vasques Filho (Fortaleza-CE)
Da janela da sala olho a rua, lá fora,
neste novo Natal – alegria de quantos
puderam conceber ou perceber encantos
na velha tradição que o mundo comemora.

Ai de mim! Que também já celebrei outrora
jubilosos Natais com folguedos e cantos,
que a Saudade relembra, entre mágoas e prantos,
na solidão da sala em que me encontro agora!...

E eu me vejo menino entre tantos meninos,
que os sapatos também coloquei no fogão,
esperando Noel pelos toques dos sinos!...

Mas eu cresci demais e matei a Esperança
que havia nos Natais do Sonho e da Ilusão,
que só resta chorar por não ser mais criança!...

(Coletânea O TEMA É NATAL, página 19, I Concurso Norte-Fluminense de Sonetos, do Instituto Campista de Literatura, Campos, RJ).

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