quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A JANGADA

A JANGADA
                   P.J. Tomaz
De vela solta, ao vento desdobrada,
Cortando as ondas, vai deixando a praia,
Deixando longe a terra da jangada,
Pequena, afoita, intrépida, a jangada.

Ei-la  tão frágil sobre o mar lançada!...
Abrem-se as vagas, ruge o mar e ensaia
Cortar-lhe a marcha, quando longe raia
Clara, tranquila, fresca, a madrugada.

E a vela avança... Rasgo de bravura
De uma raça de heróis!... o mar murmura...
É mais uma epopéia, um feito novo!...

E aberta, panda, cheia de ansiedade,
A vela corta o azul da imensidade,
Levando longe a intrepidez de um povo.

(Composições Escolares, página 17)

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