quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

POEMA SEM NOME

POEMA SEM NOME
                        Filemon F. Martins
Fui buscar na memória da saudade
o arrulho da juriti, no pé da serra,
o canto do sabiá, nas mangueiras do pomar,
quando havia ainda floresta sobre a Terra.

Fui buscar na prece da tarde
a ternura do sol em pleno Ocaso.
Fui buscar o perfume da rosa
que, sorrindo no jardim,
torna a paisagem mais radiosa.
Busquei também nos passarinhos
que saltitam, em seus ninhos,
a canção dos amantes.

Busquei a luz no brilho das estrelas,
aquela mais brilhante e resplendente,
aquela luz dos teus olhos.
Busquei a fé, que renasce na alma do poeta,
quando sonha, quando ama, quando crê.

Busquei a plenitude da vida
nas vibrações do amor
quando o céu fica mais perto.
E, mesmo estando no deserto,
sinto que estou num prado tranqüilo,
numa paisagem verde, deslumbrante,
onde ouço misteriosamente o som de um violino
e me reencontro enamorado do Mundo
em busca do meu sonho e do meu destino!

filemon.martins@uol.com.br
Caixa Postal 64
11740-970- Itanhaém – SP.


Um comentário:

marilandia disse...

Em "POEMA SEM NOME" grassam magníficos versos, Filemon, tornando "a paisagem" cada vez "mais radiosa."

Abraço com carinho.
Marilândia