sábado, 7 de maio de 2011

MÃE

                   MÃE
                    Mário Barreto França
Mãe! Quando eu vejo um berço onde se inclina
A mais santa mulher, que o filho agrada,
Lamento a minha vida e a minha sina
Que me fez te perder na infância amada.

De então, pela existência peregrina,
Falta-me tudo – mãe! – não tenho nada
Que me dispense a graça pequenina
Duma amizade desinteressada.

Ai! Quem me dera te tornar à vida,
Para inda ouvir a tua voz querida
E em teus braços maternos repousar!

Porque somente o que tem mãe no mundo
Pode encontrar no seu amor profundo
A fé e o alento para crer e amar.

(Do livro “SOB OS CÉUS DA PALESTINA”, página 70)

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