sábado, 23 de julho de 2011

ORVALHO MÚTUO


Como algas // Desgarradas
No silêncio desfila // E propaga
O hábito, o mito // Desdito
Que a pele estala // No hálito do prazer
Acende a pupila // E regala-se
E cala // Subitamente
Minúcia das fibras // Tão alvas
No tempo // Incerto
Fração irredutível // E extremosa
De serem // Um futuro...

Miguel / Luiza

Um comentário:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Luiza desde muito faz uma parceria formidável. Estar junto dos seus versos é se realçar através do seu caprichoso dom. Obrigado pela vitrine, caro Filemon! Abs.