quinta-feira, 20 de outubro de 2011

TROVAS

                TROVAS

                        HUMBERTO DEL MAESTRO

DESFAZ-SE A NOITE EM NEBLINA,
UMA BRISA FRIA ESCOA,
E OUÇO PRECES EM SURDINA
NOS BORRIFOS DA GAROA.

TEUS OLHOS, MAR DE BERILO
(QUE SINGRO NUM ESCALER),                                           
FARÃO DOS MEUS UM ASILO,
CASO ME ACOLHAS MULHER.

AMOR QUE SE DESVIRTUA
DEPOIS SE TORNA FRANZINO
- É COMO NOITE SEM LUA,
- É COMO IGREJA SEM SINO.

LIGEIRAS, ÁGEIS, EM BANDO,
PELO CÉU TINTO D´AURORA,
VEJO ANDORINHAS BRINCANDO
NA MANHÃ QUE NASCE AGORA.

(O JORNALZINHO, MAI-JUN/2010, PÁGINA 6)

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