sábado, 5 de maio de 2012

MÃE


                   MÃE



                      Mário Barreto França



Quando eu vejo um berço onde se inclina

a mais santa mulher que o filho agrada,

lamento a minha sorte, a minha sina

que me fez te perder na infância amada.



De então, pela existência peregrina,

falta-me tudo, mãe! Não tenho nada

que me dispense a graça pequenina

duma amizade desinteressada.



Ai quem me dera te tornar à vida

para inda ouvir a tua voz querida

e em teus braços maternos repousar,



Porque somente o que tem mãe no mundo,

pode encontrar no seu amor profundo,

a fé e o alento para crer e amar!

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