sábado, 8 de dezembro de 2012

NATAL


Natal

Albérico de Souza

 

Natal – o rio, a flor, a fonte, a luz,

a brisa, o mar, o vale, a penedia,

a noite, a madrugada, o sol, o dia,

festejam o natal do bom Jesus.

 

Natal – o rico, o pobre, o potentado,

o nobre, o pária, o livre, o viajor,

o poeta, o mestre, o nauta, o construtor,

fremem de gozo quando ele é chegado.

 

Natal – o grego, o russo, o brasileiro,

o chim, o persa, o bravo finlandês,

o sírio, o americano, o polonês,

em Cristo têm o eterno medianeiro.

 

Natal – no monte e pelo mar infindo,

nos polos, nos agrestes, no equador,

nas ilhas, no deserto abrasador,

é sempre o dia mais feliz e lindo.

 

Natal – na capital, no povoado,

na vila, na fazenda, na savana,

no templo, no palácio, na cabana,

é o dia mais feliz e mais amado.

 

Natal – o velho, o moço, a criançada,

o juiz, o militar, o pregador,

o impávido marujo, o aviador,

desfrutam todos paz alcandorada. 66

 

Natal – murmura a fonte cristalina,

Natal – diz a avezinha em oração,

Natal – perfuma a rosa purpurina,

Natal – diz a sorrir meu coração.

 

Do livro O Natal de Cristo – Coletânea (1950)

(A POESIA DO NATAL-ANTOLOGIA-ORG. DE SAMMIS REACHERS-RJ)

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