segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

INCONTÁVEIS E QUENTES MADRUGADAS


Incontáveis e quentes madrugadas


(® Lílian Maial)

As incontáveis quentes madrugadas,
em busca da palavra nunca certa,
de nada adiantaram ser varadas,
dilacerando o sonho da poeta.

Nossos dragões: defesas desarmadas,
ante a ternura que esse olhar desperta,
de tantas chances tão bem camufladas,
nas sombras dos sonetos – dor secreta.

Enfim a perseguida rima rica,
teu nome, sussurrado no papel,
balbuciado em doses de quimera..

Covarde esse papel que não se arrisca,
só inscreve rocha, mar, estrela e céu,
pois rasgo-te, que o tempo não espera!

 

(Do blog REINO DA POESIA)

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