sexta-feira, 10 de maio de 2013

À MINHA MÃE


        À MINHA MÃE

                ALCY GIGLIOTTI

Passam depressa as coisas desta vida,
afogam-se da morte ao turbilhão.
Matéria vil, amores, coração,
tudo sucumbe na voraz perdida!

Mas uma delas, que brotou sentida,
não morre tão depressa assim, oh! Não!
Mesmo da morte à tétrica mansão
nos acompanha, triste e comovida...

E o ser que assim desperta amor eterno,
que nos mitiga as dores de um inverno
de sangue e lágrimas, doendo atroz,

é a nossa mãe, figura delicada,
ao próprio Deus às vezes irmanada,
no céu da vida sempre a olhar por nós!

(Anuário de Poetas do Brasil, 1º volume, página 34, org. de Aparício Fernandes-RJ)

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