quinta-feira, 29 de agosto de 2013

NA PRAIA

NA PRAIA
Filemon F. Martins

 

Caminho, sem destino, pela praia,
- por que me fere a solidão assim?
Percebo que à distância o sol desmaia
talvez para esconder o amor de mim.

O mar, aos prantos, seu furor ensaia
mostrando seu poder quase sem-fim,
mas vou partindo sem que a noite caia
enquanto as ondas fazem seu motim.

Minhas marcas se perdem lá na areia,
porque depois com força a maré-cheia
vem e apaga as pegadas que deixei...

Também a minha sorte me maltrata
como a maré que passa, a vida ingrata
vai apagando tudo o que sonhei!

Caixa Postal 64
11740 – 970 – Itanhaém – SP.



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