quinta-feira, 24 de abril de 2014

DESPEDIDA (ODIR MILANEZ)

DESPEDIDA

Odir Milanez 

Não nos resta mais nada a nos dizer.
 
O demais de nós dois seja mistério.
 
Se o feito foi desfeito, o que fazer
 
quando não coube a nós o desidério?
 

Nossos poucos espaços de prazer,
 
nossos muitos momentos de impropério,
 
mostraram sermos seres do não ser,
 
do infinito nos dando outro critério.
 

Seja sem voz a vida já vivida;
 
e os versos que versamos sobre nós,
 
sejam do tempo página perdida.
 

Mas quando a um verso meu cederes vida
 
ou quando em versos teus ouvir-te a voz,
 
não nos demos, de novo, à despedida...

(Transcrito da AVABP) 


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